quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Pior a amendôa do que o cianêto...

O Sr. Silva, meteu a pata na poça.

Não falou como e quando o devia ter feito, e quando abriu a boca, foi para deixar tudo e todos mais baralhados do que antes.

Tudo em alvoroço. Foi uma declaração de guerra ao governo dos Sócretinos.

E estes, não tardaram em retaliar. Com um, comunicado violento, disseram, que é necessário cortar o mal pela raiz.?!?!?

O que é que querem dizer com isto?


Querem demitir o Sr. Silva?...Ou será que querem aplicar o golpe Hondurenho?

To be continued.

Por sua vez, o Presidente, insinuou que o PS, ou alguém do PS tentou manipular a Presidência da Républica, algo que não é novidade nenhuma. Mas porque é que não pôs os nomes aos bois?

Declarou-se um ingénuo, um analfabeto em informática, transmitindo a ideia de insegurança, que não abona de maneira nenhuma a instituição.

O homem da Capadócia, perdeu-se nas grutas da memória, e mostrou ao País, quão mal estamos governados.

Titubeante, ceráfico, chutou para o lado e pôs fora da carroça, o seu amigo de longa data, Fernando Lima, que tantas vezes lhe safou a onça, quando as quezílias com a imprensa tiveram que ser resolvidas discretamente.

Enfim, as feras soltaram-se na pista do circo da politica nacional.

Sem mêdo e sem vergonha, já nos vão preparando para o cenário de eleições dentro de pouco tempo.

E quem paga, somo nós.

Votaram neles, agora, aguentem-se.

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Quanto mais me bates, mais gosto de ti...

Olhando para o gráfico, com o resultado das eleições,chegamos á conclusão, de que cerca de 50% dos Portugueses eleitores, votam á esquerda, maioritariamente no P.S.
Isto tendo em atenção, de que cerca de 40% da população Portuguesa, com idade de votar, se absteve.
Portanto, temos um País dividido, com metade de bandeiras na mão, e a outra metade, a borrifar-se para o espectáculo circense que vai continuar a assolar o País.
Assistiu-se a uma campanha demagógica, e em plena crise, o partido vencedor, gastou contentores de Euros, comprando eleitores, de todas as raças, cores ou credos, organizando as agora chamadas arruadas, com carros ilegais a circularem no Pais, mas a não serem devidamente punidos,como deveriam ter sido, em nome da liberdade?!?!?!,a manipular as noticias, através de canais de informação, pagos por todos, mas a beneficiarem só alguns e todos os outros truques que tiveram á mão.
Sócrates, mentiu, faltou ao que prometeu, maltratou a população em geral, e em particular os professores, os policias, os enfermeiros, os reformados, mas mesmo assim, ganhou.
Extraordinário. Faz lembrar uma cantiga em que o refrão dizia algo com...quanto mais me bates, mais gosto de ti. Seria para rir, se não fosse dramático.
O futuro, de certeza que vai ser pior do que os últimos 4 anos. Mais desemprego, mais fome, mais assaltos, e mais delinquentes a serem soltos por um qualquer juíz, após terem sido presos em flagrante delito, por policias, que no cumprimento do seu dever, arriscam a sua própria vida.
É esta a politica socialista.
O Pais endoidou, disse o Alberto João, e eu concordo plenamente. O futuro é negro.Triste fado.

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Com que cara se apresentará o país na Europa, se a "esquerda trotsquista, leninista e maoísta" atingir os 20%?

O livro de campanha do CDS podia ter sido escrito por Max Weber. Com a economia mergulhada na crise, os democratas-cristãos estão cada vez mais protestantes. Vão a eleições com uma solução para o país assente no trabalho e no mérito - as palavras mais repetidas nas últimas semanas. Em vez de cidadãos abandonados ao marasmo da preguiça, a viver à custa do contribuinte, Paulo Portas espera que em cada empresário haja um Calvino com vontade de provar a sua predestinação para a riqueza e criação de emprego. É a importação do sonho americano, adaptado à pequena e média escala da economia nacional. "Que os pais deixem aos filhos mais do que receberam", proclama Portas.

O PS que destruiu a lavoura e, em vez de premiar o mérito, premeia a preguiça com o rendimento mínimo, é o alvo a abater por Paulo Portas. Mas não o único. Cada partido tem os seus fantasmas. E no imaginário do CDS também há um tempo da velha senhora ao qual ninguém gostaria de voltar. A velha senhora está de volta, fez um lifting e vem com "um rosto moderno", mas não se deixem enganar, "as ideias são do antigamente". "Já tivemos um PREC, não queremos ter outro", repete Paulo Portas. "Para quem já não se lembra" do que foi, os centristas têm-se batido por avivar a memória e explicar que as nacionalizações não estão devidamente arquivadas nos anais da história. São uma ameaça real à retoma económica posta em papel no programa do Bloco. "A enxada já não é da cooperativa", decreta Nuno Melo, para logo de seguida questionar: com que cara se apresentará o país na Europa se a "esquerda trotsquista, leninista e maoísta" atingir os 20%?

O partido não esconde que, a bem da economia, o seu objectivo é ficar "à frente da esquerda radical, nem que seja por um voto" e garantir uma maioria da direita que assegure a governabilidade. O voto útil é no CDS - além de permitir "despedir" o governo socialista e evitar "o centrão", corta os pés à esquerda. Uma das frases de Portas que ficará da campanha é uma antevisão do inferno que, para os centristas, seria o regresso ao passado com um governo meio Bloco.

"À segunda-feira, Portugal sai da NATO; à terça, está fora do Tratado de Lisboa; à quarta, congela as relações com Angola; à quinta rompe o acordo das Lages, à sexta nacionaliza a economia. E ao sábado, quem alimenta o país?"

Portas tem pedido aos eleitores para votarem nas ideias e esquecerem as siglas. Mas os fantasmas do CDS resumem-se em duas letras: BE. O partido conservador e mais à direita baralha o imaginário da esquerda, volta a dar e remete-o à proveniência. Além de velha senhora com cara de moderna, o Bloco representa o regresso da política do orgulhosamente sós.

por Rute Araújo,no I

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Será que o amor “clubista” ao PS justifica negar as evidências?..

Don Quixote

Num discurso fortemente aplaudido, o ex-candidato presidencial, Manuel Alegre, defendeu que é preciso "um governo de Esquerda, da esquerda possível", do PS. Mas deixou também o alerta para a necessidade de um Governo que seja "capaz de se renovar" e de "nunca esquecer que o poder é um meio para servir as pessoas".

Estou certo que o Sancho Alegre sabe bem que o governo dos Sócretinos não serviu as pessoas mas sim os interesses de alguns e que o próximo vai ser mais do mesmo. Sabe e fala da “esquerda possível”, como se a esquerda pudesse ser possível ou impossível. É uma esquerda, mas uma esquerda pequenina, muito, muito pequenina, mas a esquerda possível. Uma esquerda que vive anafadamente dentro do capitalismo, que o defende e serve, mas lá no fundo, muito pequenininha, lá está a esquerda a acenar o casamento homossexual. A esquerda possível, como se isto fosse esquerda. Será que o amor “clubista” ao PS justifica negar as evidências?

Sacado,daqui

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Segundo a Exame Expresso, Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985

O actual primeiro-ministro, José Sócrates, vai a votos no próximo domingo. Ainda que as sondagens mais recentes lhe dêem uma ligeira vantagem sobre Manuela Ferreira Leite, de uma coisa não se livra: do rótulo de pior primeiro-ministro desde 1985, ano em que Portugal aderiu à CEE.

Sócrates é apontado por 27% dos inquiridos (num total de 800 entrevistados) como o pior chefe do Governo da era europeia, batendo por quatro pontos percentuais o seu antecessor, Pedro Santana Lopes. Esta é uma das principais conclusões do estudo exclusivo que a Exame encomendou ao Gabinete de Estudos de Mercado e de Opinião, do IPAM (Instituto Português de Administração e Marketing).

Pelo contrário, o actual presidente da República é considerado o melhor primeiro-ministro. Cavaco Silva, que assumiu o governo do país ainda em 1985, obtém a preferência de 30% dos inquiridos. Santana Lopes é o último colocado deste ranking, com apenas 1%.

Estes valores seguem a tendência que já havia sido detectada numa sondagem anterior, publicada pela Exame em Abril do ano passado (que visava avaliar a performance dos primeiros-ministros da era democrática), mas acentuam a clivagem entre os dois protagonistas políticos. Enquanto Sócrates, em 2008, recebeu as críticas de 22% dos inquiridos (menos 5% do que na actual sondagem), já Cavaco Silva foi o preferido para 23% dos entrevistados (ou seja, menos 7% dos que os valores actuais).

Desde 1985, passaram pelo cargo de primeiro-ministro cinco nomes: José Sócrates, Pedro Santana Lopes, Durão Barroso, António Guterres e Aníbal Cavaco Silva.

A Exame ouviu a opinião de dois politólogos, António Costa Pinto e Manuel Meirinho, que não se mostram surpreendidos com os resultados. "A imagem positiva de Cavaco Silva é um dado adquirido na sociedade portuguesa e pode ser muito induzida pela actual condição de Presidente da República", afirma Costa Pinto. Já a avaliação negativa de Sócrates deve-se ao facto de "o estarmos a julgar no momento em que governa. Sai sempre mais penalizado quem está no Governo", avança Manuel Meirinho.

Leiam as restantes conclusões da sondagem na edição de Outubro da Exame, nas bancas a partir da próxima quinta-feira, dia 24. Conheçam também os atributos que os portugueses consideram importantes num bom primeiro-ministro e descubram ainda se os inquiridos emprestariam mais facilmente dinheiro a José Sócrates ou a Manuela Ferreira Leite.


Ficha técnica

A sondagem foi realizada pelo Gemeo - Gabinete de Estudos de Mercado e Opinião, do IPAM, em exclusivo para a EXAME. Responderam às questões, através de entrevistas telefónicas, 800 indivíduos, maiores de 18 anos e residentes no continente, 53% dos inquiridos são do sexo feminino, enquanto 47% são do sexo masculino. De acordo com as faixas etárias, 13% têm entre 18 e 24 anos; 19% situam-se entre 25 e 34 anos; 18% entre 35 e 44 anos; 16% entre 45 e 54 anos; 14% entre 55 e 64 anos; finalmente, 21% têm mais de 65 anos. Os inquéritos foram realizados entre 3 e 6 de Setembro. A margem de erro máxima admitida é de 3,5%.

Por: Joana Madeira Pereira (www.exame.expresso.pt)

sábado, 19 de Setembro de 2009

A andar de lambreta

Há cerca de um ano, iniciá-mos uma relação de amizade, com a autora do Blogue, "a andar de lambreta", que para além de ser uma prendada jornalista, é igualmente um génio criativo, de máquina fotográfica em punho, além de um ser humano, solidário e amiga dos seus amigos.

Como gosto de partilhar tudo o que me satisfaz, aqui deixo um dos seus trabalhos fotográficos, bem como o seu ultimo post, no seu "a andar de lambreta", para vos despertar a curiosidade e vos motivar a fazerem um passeio na lambreta da Anabela. Aliás, no "biguinho" (?!?!?!), que só anda a 50 CC, da Leonoreta. Então, vamos lá, acelerador a fundo, e, carry on, Leonoreta, a tua arte, também é Bela.

Democracia e violação de correspondência.

"A transcrição feita pelo DN de um mail enviado entre duas pessoas, jornalistas ou não, ultrapassa o acto jornalístico e volta a fazer tinir o “espanta-espíritos” sobre a existência de uma entidade parda que nos controla e visiona sem ser vista nem identificada.

Não acredito que um dos dois jornalistas intervenientes tenha aberto portas à saída do mail da sua caixa de correio, o que me faz pressupor que alguém acede às nossas mensagens privadas - às dos mais importantes para que os intuitos do sistema cheguem a bom porto, obviamente. Isto faz-me também pensar, muito embora possa parecer “teoria da conspiração”, mas os anos se encarregarão de me dar ou não razão, que os nossos próprios mails, se alguma vez tivermos contacto com alguma dessas pessoas, “alvos a abater”, poderão ser esmiuçados, por menor importância que possam ter.

Adiantaram-me há meses que correspondência electrónica trocada entre duas pessoas envolvidas num caso mediático foi, de forma dissimulada, utilizada para tentar indiciar a culpa de uma das partes, de uma forma algo grotesca, por sinal. Por aqui não vale a pena alongar-me.

O importante, em tudo isto, é a impressão que fica de que o PS de Sócrates, muito provavelmente com o caminho já aberto por outros governos e pelo próprio PDS, nos trouxe essas benesses que são as escutas ilegais, a utilização ilícita de formas de investigação que apenas podem ser levadas a cabo por ordem do tribunal. Se não podem ser utilizadas (ainda) como prova, podem lançar para o terreno a desconfiança e fazerem-nos sentir pouco seguros, não apenas na rua mas, essencialmente, na nossa privacidade, no nosso pensamento.

Jerónimo de Sousa erra quando diz que estão a tirar-nos direitos e liberdades que demoraram dezenas de anos a conquistar. Erra apenas no tempo do verbo. Não estão a tirar-nos, já nos tiraram. Pior, fizeram-no com a anuência e utilização do outrora quinto poder: jornalistas vendilhões do seu próprio estatuto e da sua carteira profissional que estriam obrigados a defender. Mais grave ainda, poucos são, muito poucos mesmo, os que alertam para a situação de ilegalidade e de violação da democracia: tão importante como as hipotéticas escutas é saber como veio este mail a público.

Eu não sei, mas desconfio. E desconfio que isto é apenas o apuramento de algo que um simples funcionário público, quiçá no ministério certo, me disse há mais de dez anos: “qual ordem do juiz, qual quê, basta eu querer pôr a tua linha sobre escuta”. À altura entendi como gabarolice; neste momento a frase assalta-me e acredito que ressoe na democracia e em toda a vida civil portuguesa.

Portugal corre perigo. Nós, portugueses, pusemo-nos a jeito e continuamos cegamente a ajudar a cercear liberdades conquistadas.

Talvez a História seja assim mesmo, cíclica. Talvez nós sejamos um povo conformado, navegadores à bolina."

Foto e texo gamados daqui

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Os fantasmas masculinos: próstata, disfunções sexuais e decadência física

Fixem este nome: Miguel Srougi, Urologista.
Nunca tinha ouvido falar dele, mas é sensacional! Uma verdadeira filosofia de vida! Gostaria de comentários; sobre estes assuntos. Vale a pena discutirmos!
O urologista, que cuida da saúde do "PIB" brasileiro, fala sobre os principais temores masculinos, como problemas na próstata, disfunções sexuais e decadência física. Não tem nem o que questionar: quando se fala em urologia, e principalmente em saúde masculina, primeiro nome da agenda e da confiança dos principais políticos, empresários e brasileiros em geral é o do médico Miguel Srougi.
Considerado o número 1 do Brasil em Cirurgias de câncer de próstata (já realizou 2.900), atende em seu consultório gente como o presidente Lula, José Alencar, José Serra , Geraldo Alckmin, Joseph Safra, Lázaro Brandão, Abílio Diniz e Antônio Ermírio de Moraes, entre outros pesos pesados.
Professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP, pós-graduado pela Harvard Medical School, em Boston, nos Estados Unidos, 35 anos de carreira, uma dezena de livros publicados e outra centena de artigos espalhados mundo afora, Srougi tem a simplicidade daqueles que muito sabem, pouco ostentam e continuam lutando. Ele dedica -se integralmente ao que faz - trabalha todos os dias, das 7 da manhã às 10 da noite -, abriu mão da vida pessoal - é casado, pai de dois filhos - e não tem receio de dizer que se envolve demais com os seus pacientes.
"Sofro muito e esse sofrimento é um dos factores de sucesso da minha carreira, porque acabo entregando-me mais aos doentes."
Embora viva intensamente entre os limites das dores da perda e alegrias dos resgates da vida, Srougi, aos 60 anos, abastece-se leccionando na Faculdade de Medicina, "uma de minhas razões existenciais".
No ano passado inaugurou um moderno centro de ensino e pesquisa para seus alunos, garimpando verbas junto aos seus pacientes poderosos. A sala ganhou o nome de Vicky Safra, mulher de Joseph Safra - em homenagem ao banqueiro que doou a maior parte dos recursos.
Nesta entrevista, o maior especialista em câncer de próstata do Brasil, afirma que "todo o homem nasce programado para ter a doença" e que, se viver até os 100 anos, inevitavelmente vai contraí-la. Fala ainda sobre medos, fantasmas masculinos, impotência, novos tratamentos e seus sonhos pessoais.
A seguir, os principais trechos, dessa entrevista.

TEMORES MASCULINOS
Os homens têm uma certa sensação de invulnerabilidade - isso faz parte da cabeça deles. Passam boa parte da sua vida livre de todos os incómodos que a mulher tem, fazendo com que relaxem mais com a sua saúde. Com o passar dos anos, começam a perceber a sua vulnerabilidade e passam a dar um pouco mais de valor aos cuidados médicos.
O que mais os atemoriza hoje? Problemas com a próstata, disfunções sexuais e a decadência física, que mexe muito com a cabeça das mulheres, mas também com a deles. As mulheres pautam muito a vida em função da beleza e os homens, da força, da virilidade, da capacidade de agir, raciocinar. E na hora em que surgem falhas nessas áreas, ele percebe que, talvez, não seja aquele ser imortal que achava que fosse.

ENVELHECIMENTO
Há dois profundos temores hoje nos homens: o primeiro é o crescimento benigno da próstata, um fenómeno que ocorre em praticamente todos eles: ela aumenta de tamanho depois dos 40 anos e, dessa forma, o canal da uretra fica obstruído. Isso faz com que o homem comece a urinar sucessivas vezes, a não ficar em uma reunião prolongada, tem de se levantar à noite, prejudica o sono, acorda mal, pode ter descontroles de urina. O crescimento benigno é quase inexorável: todos os homens vão ter em maior ou menor grau - felizmente, apenas um terço, 30%, tem sintomas mais significativos que exigem apoio médico. Nesses casos, há medicações que desobstruem parcialmente a uretra e fazem o indivíduo urinar e viver melhor; apenas de 4% a 5% dos homens têm de fazer uma cirurgia para desobstruir a uretra por causa desse crescimento benigno. Essa é uma cirurgia, que se faz com segurança e sem os inconvenientes de uma cirurgia maior nos casos de câncer. Ela remove apenas o factor obstrutivo, o homem passa a viver melhor e sem nenhuma sequela. Esse crescimento não tem causa conhecida, surge por um desequilíbrio hormonal no homem maduro, ou seja, as células da próstata passam a proliferar em consequência dos hormónios. Não há como prevenir. Existem algumas medidas, mas nenhuma consistente.

OBESOS E FUMADORES
Existe a ideia de que o obeso e os fumadores teriam menos crescimento benigno da próstata. O que é interessante é que a próstata seria o único lugar no organismo que eles deixam de ter todas as desvantagens, mas a realidade é meio dura: recentemente se apurou que eles são menos operados da próstata, mas não porque ela não cresce, mas pelo receio dos médicos de operá-los porque complicam mais e também porque muitas vezes não vivem o suficiente para ser operados - morrem antes. É uma realidade perversa.

A REALIDADE NUA E CRUA
O câncer na próstata adquire maior relevância porque tem uma grande prevalência: 18% dos homens - um em cada seis - manifestarão a doença. E também porque o tumor, que ocorre com muita frequência dentro da próstata, é eliminado com sucesso em 80%, 90% dos homens. Se esse tumor não é identificado no momento certo e se expande, saindo para fora da próstata, as chances de cura caem para 30%. É um tumor muito comum e se for detectado a tempo, tem como resgatar esse paciente. Dos 18%, somente 3% morrem - a medicina consegue curar 15% dos homens, ou seja, a maioria. Mas vale dizer que todo homem nasce programado para ter câncer de próstata. Ou seja, nós temos, nas nossas células, genes que as estimulam a virar cancerosas e eles ficam bloqueados durante a nossa existência. Quando o indivíduo envelhece, esses mecanismos de bloqueio deixam de exercer o seu papel e o câncer começa a se manifestar. Com isso vai aumentando a frequência da doença e todo homem que chegar aos 100 anos vai ter câncer de próstata.

SEM FANTASIAS
O exame de toque - um dos meios de se detectar a doença - gera na cabeça dos homens fantasias negativas e receios, mas, na verdade, eles tem muito medo da dor. Tanto é que os que fazem pela primeira vez, no ano seguinte perdem o medo. Leva três ou quatro segundos e não dói. Então, um dos factores de resistência é eliminado. Existe um segundo sentimento, que é muito forte: expressar, exteriorizar uma fraqueza se a doença for descoberta. O homem tem pavor disso porque, de acordo com todas as idéias evolucionistas, só vão sobreviver aqueles que forem fortes. É comum descobrir-se um câncer no indivíduo, e ele entrar em pânico, não pela doença, mas porque as pessoas vão descobri-la. Porque o câncer é muito relacionado com morte, decadência física, perda da independência, dependência dos outros. O homem não aceita essa idéia, e prefere fechar os olhos e enfiar a cabeça debaixo da terra a enfrentar, mostrando para o mundo e às pessoas que ele é um ser mais fraco.
Isso vai afectar a imagem dele, acha que vai perder poder sobre outras pessoas, porque ninguém obedece a um fraco, alguém que vai morrer. Isso vai contra a idéia que temos de ser mais fortes para sobreviver.

A PERFORMANCE DO ROBÔ
Estamos a fazer cirurgias com um robô, que permite uma visão muito mais precisa do campo cirúrgico, elimina os tremores mão do cirurgião, permite incisões pequenas, uma operação muito mais perfeita porque os movimentos dele são muito suaves. Isto é novo no Brasil. Fiz o primeiro caso há dois meses.
Nos Estados Unidos faz-se a cirurgia robótica em larga escala. Lá, o robô ganha em performance do cirurgião médio, mas ele ainda perde com o especialista. Tenho mais de 2.900 pacientes operados ao câncer da próstata pessoalmente. Eu sou o terceiro cirurgião do mundo nesse quesito - só perco para dois americanos e eles estão parando de trabalhar. Apesar de ter essa grande experiência, quando comecei a operar, 35% ficavam com incontinência urinária grave. Agora são só 3%. Impotentes, todos também ficavam. Hoje, se o homem tem menos de 55 anos, a incidência é de 20% - antes era 100%. Há também enxertos de nervos, porque a impotência se deve à remoção de dois nervos que passam perto da próstata e nós estamos fazendo esse enxerto quando somos obrigados a retirá-los nos casos em que o tumor fica colado. Entre os pacientes que fizeram os enxertos, metade voltou a ter erecções com o tempo.

IMPOTÊNCIA, O QUE FAZER?
Esses novos remédios para tratar a disfunção sexual contornam 1/3 da impotência, tanto após a cirurgia quanto depois da radioterapia. Se os comprimidos não actuarem, existem injecções. Há ainda próteses penianas que são muito desenvolvidas e produzem uma erecção que quase não tem nenhuma diferença em relação à normal. Isso permite que o homem reassuma a vida sexual plenamente e que as mulheres tenham muita satisfação. Os homens ficam extremamente felizes - são hastes colocadas dentro do pénis. Não fica marca, nem cicatriz. Nos Estados Unidos, entrevistaram as mulheres sobre os homens que tinham prótese e as respostas foram positivas. Ela funciona muito bem.

ENTRE A VIDA E A MORTE
Minha vida é complexa porque eu ando um caminho muito estreito que, de um lado tem a morte e, de outro, a vida. E as minhas acções podem, com uma certa frequência, resgatar alguém para a vida. Trilhar esse caminho é muito difícil porque, quando você se identifica com o paciente, compreende o sofrimento humano, isso cria um estado de impotência que lhe faz sofrer. Mas, por outro lado, traz momentos de alegria incontida, principalmente quando se resgata um ser para a vida, que não tem nada parecido.

OUVINDO MAIS, OUVINDO MENOS
Se eu listar uma série de qualidades, como, por exemplo, humildade, conhecimento técnico, dedicação ao doente, presença, coerência, sentido humanístico, desprendimento material e comunicação e perguntar qual é melhor, só tem uma resposta: comunicação. Todas as outras são importantes. O médico precisa ser humano, ter desprendimento material. A relação médico-doente não é tipo supermercado, que você dá e recebe, é algo muito superior. Ele precisa ter conhecimento técnico, precisa estar presente, gerar esperança, mas ele tem de se comunicar. É comunicação superior, não apenas saber falar. É tão significativo que explica por que há médicos brilhantes aqui no Hospital das Clínicas que conhecem tudo, e não conseguem atender a um doente porque falam bobagem na hora de se expressar. São inibidos, tímidos, não sabem dar para o doente o substrato humanístico. Ele lista 450 tabelas de números e cálculos e não sabe o que se passa pelo seu coração. Isso explica também porque tem tanto charlatão por aí - médicos mal-intencionados e não-médicos - que conseguem atender a muitos pacientes. Eles têm a comunicação. Comunicação envolve inicialmente gerar empatia no doente. É errado cumprimentar um doente e falar "como vai?". Você deve cumprimentar alguém que está com uma doença grave e falar "eu lamento que você esteja nessa situação, imagino o que está sentindo". Saber ouvir, que é diferente de escutar. A hora que você passa a ouvir, entende quais as apreensões que ele tem, elimina um pouco do sentimento de culpa, entende por que está lhe procurando e conquista a confiança. É preciso ser coerente e falar com realismo. É ilusão achar que se engana as pessoas. Falar numa dimensão maior significa gerar esperança, estimular a espiritualidade, porque um dos maiores medos é morrer e não saber o que vai acontecer depois; explicar o que vai ser a evolução dele. Também assegurar presença - ele não será abandonado.

O PAPEL DAS MULHERES
Os homens são resistentes: eles relutam muito em ir ao médico fazer um exame de próstata e só vão quando a mulher os empurra: dois terços dos pacientes no consultório de Miguel Srougi são trazidos por elas.
"Ligam para marcar a consulta, e acompanham, os seus companheiros. A gente não vê mulheres jovens trazendo homens jovens para fazer exames. A gente vê mulheres maduras. Claro que o jovem não está na faixa de risco. Mas existe um outro significado da importância da mulher. Primeiro, que ela é pragmática e incentiva o marido." Mas, por que ela quer isso? "Porque quem ficou vivendo bem 30 anos e conseguiu superar todos os embates da vida conjugal é um casal que o tempo consolidou. E aí a mulher tem um sentido de preservação da família muito mais forte que o do homem. Passadas as tempestades e oscilações do relacionamento, ela não quer que o marido morra. É real. Toda vez que tenho um paciente e ofereço dois tratamentos: um que aumente a existência dele, mas vai, por exemplo, causar alguma deficiência na área sexual. E ofereço um outro tratamento, que cura menos, mas preserva melhor a parte sexual, o homem balança na decisão. A mulher nunca hesita. Ela prefere aquele que aumenta a existência, mesmo ocorrendo o risco de comprometer a vida sexual dele e do casal. Poucas vezes vi uma mulher aconselhar um tratamento que dê menos chance de vida e aumente a possibilidade de ele ficar potente. Dá para contar nos dedos. Ela quer o companheiro, quer preservar aquela pirâmide que foi construída, que é rica."

GERANDO ESPERANÇAS
O ser humano precisa ter alguma esperança, nem que sejam vislumbres. Os médicos americanos acham que são fantásticos e verdadeiros quando dizem que não tem jeito o seu caso, mas isso é não conhecer a natureza humana. É preciso mostrar que ele tem alguma hipótse.

SOFRIMENTOS E PRIVILÉGIOS
Eu envolvo-me muito com meus pacientes. Sofro muito. E esse sofrimento é um dos factores do sucesso da minha carreira, de 35 anos. Nesse sofrimento eu acabo entregando-me mais e mais aos doentes. Isso é mau, porque não tenho vida pessoal, minha vida familiar é feita nos intervalos. Felizmente, os momentos bons prevalecem sobre os ruins. É por isso que eu sobrevivo. Um doente que coloca a cabeça no meu ombro e agradece por ter feito algo por ele, ou deixa correr uma lágrima na minha frente, me faz esquecer, e superar aqueles momentos em que me senti totalmente impotente. Uma das coisas importantes é o médico saber e demonstrar que a medicina não é infalível e ele não se sentir omnipotente. O urologista tem um privilégio. O oncologista mexe com câncer avançado, já no fim do caminho - eu lido com o inicial. Eu consigo salvar muita gente. É um privilégio para mim.

MEDO DA SEPARAÇÃO
Nós não queremos morrer. Primeiro, pela incerteza do porvir. Segundo, porque a morte implica extinção e o ser humano não aceita a aniquilação. A nossa cabeça nasceu para ser imortal. A morte está relacionada com dor, sofrimento, à decadência física, à desfiguração, à perda do papel social, desamparo da família, perdas dos prazeres materiais, da independência. Mas a causa verdadeira é o nosso horror de nos separar das pessoas que amamos. Bem material não deixa ninguém feliz. Há tanta gente rica se suicidando, tomando droga para sair da realidade. Os médicos não compreendem isso. Se as pessoas têm medo de se afastar das pessoas do seu entorno, você precisa tratar o entorno também. Não é o médico que apoia o doente nas fases difíceis - é a família. Eles reagem raivosamente contra a família, querem afasta-la do processo, sem perceber que um doente só vai ter paz, tendo a morte pela frente ou não, se a família estiver ao lado.

VIVENDO NOS LIMITES
Eu sou católico, não praticante, acredito em alguma coisa depois da vida e isso me dá muita paz. Eu continuo numa luta incessante. Vivo nos limites. Nos limites do sofrimento, porque estou do lado das pessoas que sofrem. Nos limites das minhas energias, porque começo a trabalhar às 7 da manhã e vou até as 10 da noite. Trabalho na faculdade de Medicina. Tenho várias razões existenciais, uma delas é a faculdade. Aqui é a única forma de deixar marcas e mostrar que a minha passagem pela Terra não foi em vão. Aqui você planta as coisas. Cada aluno que receber esses conhecimentos, vai multiplicar o feito. Em vez de ajudar 20 pessoas que ajudo num mês, para cada aluno que eu fizer isso, serão 40, 60, 80, 320...Se eu saísse da faculdade, não iria aguentar essa carga toda de emoções, sentimentos, morte e vida. Aqui a gente conhece o que é o ser humano. Lá fora as pessoas estão todas maquilhadas.

REABASTECENDO ENERGIAS
Eu simplesmente acabei com a minha vida pessoal, os meus grandes amigos mal vejo. O meu melhor amigo médico, o oncologista Sergio Simon, não encontro há quase três anos. Sábado à noite vou para uma casa de campo que tenho e fico 24 horas ouvindo música, fazendo minhas leituras, pesquisas, um pouco no computador. E controlo muito bem a alimentação, o sono e a actividade física para poder aguentar. Faço ginástica de quatro a cinco vezes por semana, tenho uma alimentação equilibrada e durmo bem. Deixo de sair com os amigos para dormir. Não gosto de dormir, mas preciso me recompor.

NAS ASAS DA LIBERDADE
Só é livre quando se tem boa saúde. Ninguém fala disso. Dar saúde para uma pessoa é um pré-requisito para ela ser livre. Nesse templo, que é o hospital, nós tornamos as pessoas livres.

UM POUCO DE FILOSOFIA
A melhor forma de se transmitir as virtudes é pelo exemplo, pela coerência. Certa vez perguntaram para Sócrates como a virtude poderia ser transmitida - se pelas palavras ou conquistada pela prática, ele não soube responder. Então, Aristóteles, depois de uns anos, respondeu: "A virtude só pode ser transmitida pela prática e por meio do exemplo". Aqui, eu posso tentar ser o exemplo. Mudando o quotidiano das pessoas, transformando a sociedade e construindo um novo mundo.

CINCO MEDIDAS PREVENTIVAS
Segundo Miguel Srougi, a prevenção ao câncer de próstata é feita de forma um pouco precária, porque não existem soluções para impedi-lo. Na prática, há o licopeno, que é o pigmento que dá cor ao tomate, à melancia e à goiaba vermelha.
"Talvez diminua em 30% a chance, mas esse dado é controvertido, por causa disso a gente incentiva os homens a comerem muito tomate, só que deve ser ingerido pós-fervura, ou seja, precisa ser molho de tomate. Não pode ser seco ou cru."
A vitamina E também reduz teoricamente os riscos em 30%, 40%. Mas, se for ingerida em grandes quantidades, produz problemas cardiovasculares. Na verdade, se o homem quiser se proteger, deve tomar uma cápsula de vitamina E por dia.
Acima disso, não é recomendável. O terceiro elemento é o Selenio, um mineral que existe na natureza e é importante para manter a estabilidade das células, impedindo que elas se degenerem, que é encontrado em grande quantidade na castanha-do-Pará.
"Qualquer homem pode ingerir em cápsulas, mas se ele comer duas castanhas por dia, recebe uma certa protecção", diz o especialista. Uma quarta medida é comer peixe, três porções por semana - rico em ómega 3 e tem uma acção anticancerígena provável. E, uma quinta, apanhar sol. "O homem que apanha muito sol sintetiza na pele vitamina D, que tem forte acção anticancerígena. É por isso que os homens da Califórnia desenvolvem muito menos a doença do
que os de Boston", afirma Srougi.

PODER vs TRANSFORMAÇÃO
O poder é a única forma de passar pela existência deixando marcas. Só com ele você consegue fazer isso. E nenhum de nós terá vivido de forma digna se não deixa-las. A minha definição de felicidade é estarmos alegres com o que somos, o que representa um continuador bem-estar físico, mental e afectivo. É fantástica essa definição. E a gente só é feliz se estivermos rodeados por pessoas felizes. E o poder dá-nos um pouco dessa felicidade. Mas o grande problema é você dá-lo ao ser humano, que é altamente imperfeito - ele tem defeitos incompreensíveis para qualquer espécie - aí vira uma arma de destruição. Mas, quando se dá poder às pessoas de bem, ele se torna algo transformador.

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

É esta a segurança, que o governo de Sócrates, nos dá.

De pistola e caçadeiras em punho, quatro homens de caras tapadas invadiram o McDonald’s da Segunda Circular, Lisboa, já com um refém. O gerente do restaurante preparava-se para sair, às 04h30 de segunda-feira, quando foi agarrado à porta pelo gang. Voltou a entrar, agora de armas apontadas – e, durante 15 minutos, um total de dez funcionários estiveram sequestrados lá dentro, sob ameaças de morte e agressões. O gerente foi atingido por uma coronhada na cabeça. Objectivo: roubar o cofre, que já sabiam onde estava.

Dentro do restaurante nas bombas de gasolina da Repsol – com atendimento ao exterior até às 04h00, através do McDrive – os dez reféns foram obrigados a sentar-se no chão, encostados à parede e sempre com as armas de fogo apontadas à cara. Ninguém se atreveu a reagir.

Enquanto isso, o gerente ficou nas mãos dos assaltantes e acompanhou-os no momento do roubo do cofre, com montante ainda não apurado. No final, agrediram a vítima com a coronha de uma arma: face à pancada na cabeça, o gerente foi assistido no Hospital de Santa Maria.

Num BMW de cor escura, estacionado junto ao McDonald’s, estava um quinto elemento do gang, que controlava a actuação dos cúmplices. O grupo entrou no carro e fugiu a alta velocidade.

No CM Aqui

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Reflexões,do Professor Medina Carreira

Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto. Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu.

"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"

"Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!"

"Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% ...esta economia não resiste num país europeu."

"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse."

"Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim? A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela? Quer dizer, isto está tudo louco?"

"Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo fôr..."

"Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
-Um desapareceu;
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"

"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."

"Mas você acredita nesse «considerado bem»?
Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia...Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"

"De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..."

"Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem."

"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»:
Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva....O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha. Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores ! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!

"A minha opinião desde hà muito tempo é TGV- Não! Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.

"Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não? Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe... Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português!"

"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo?
«Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros...Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!"

"A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos.Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!"

"Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?"

"Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade. Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a f alar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."

"Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."

"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum. Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira»."

"Há dias circulava na Internet uma noticía sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina...Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."

"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

"Até hà cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacifícos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros...Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho... Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...

Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem..."

"Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem... No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa."

"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sitío. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas? É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política... Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade."

"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos. Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas ! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!"

"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!"

VOTEM PS!!!!!!!!!!! Que isto continua...



Retirado daqui

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

ASAE, ataca de novo. Biba el "xuxialismo" Sócrateano...

O refeitório social de Faro que fornece mais de meio milhar de refeições diárias aos mais pobres, foi encerrado recentemente pela Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), mas a Santa Casa da Misericórdia lamenta o facto.

Num aviso afixado na porta do refeitório social da Santa Casa da Misericórdia na Baixa de Faro pode ler-se: "Atenção, lamentamos informar que por encerramento da ASAE, este refeitório social não tem possibilidade de servir refeições durante um período indeterminado".

"É pena que não ponham as pessoas em primeiro lugar", lamentou hoje, em declarações à Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia em Faro, Candeias Neto, explicando que a cozinha havia sido alvo de uma "desbaratização um dia antes da visita da ASAE ter encontrado algumas baratas mortas no chão" e ter dado ordem de encerramento.

"Numa casa com mais de 400 anos de existência é natural que apareçam nos esgotos problemas com baratas e por essa razão, os responsáveis fazem de tempos a tempos uma acção de limpeza de desbaratização, explicou.

Antes da ASAE ter exigido o fecho, o refeitório social servia entre "500 a 600 refeições diariamente ao almoço" compostas por sopa, segundo prato, fruta e bebida.

A alternativa provisória da Santa Casa da Misericórdia passa por servir as refeições no infantário daquela instituição, localizado junto ao Refúgio Aboim Ascensão, que apenas está habilitado a servir 80 refeições, mas que nos últimos dias serve mais de 600 almoços.

Segundo Candeias Neto, a Santa Casa está a "realizar com urgência as alterações exigidas pela ASAE", nomeadamente no chão e paredes, para até ao "final do mês de Setembro as obras terminaram".

O provedor da Misericórdia de Faro, que é simultaneamente o representante da União das Misericórdias no Algarve, lamenta ainda que a autarquia de Faro demore oito meses a autorizar a realização de uma obra de melhoria do telhado da ala sul da Santa Casa e refere que se "chover muito corre-se o risco de o telhado desabar antes da autorização da autarquia".

CCM.Lusa/Fum

sábado, 5 de Setembro de 2009

Democracia, segundo Mário Soares.

Ler "Contos Proibidos: Memórias de um PS desconhecido", de Rui Mateus, – fundador e ex-responsável pelas relações internacionais do PS, até 1986 – faz-nos perceber como é diferente a justiça em Portugal e noutros países da Europa.

Escrito em 1996, este livro é um retrato da personalidade de Mário Soares, antes e depois do 25 de Abril. Com laivos de ajuste de contas entre o autor e demais protagonistas socialistas, são abordados, entre outros assuntos, as dinâmicas de apoio internacional ao Partido Socialista e, em particular, a Soares, vindos de países como os EUA, Suécia, Itália, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Líbia, Noruega, Áustria ou Espanha.

Soares é descrito como alguém que «tinha uma poderosa rede de influências sobre o aparelho de Estado através da colocação de amigos fiéis em postos-chaves, escolhidos não tanto pela competência mas porque podem permitir a Soares controlar aquilo que ele, efectivamente, nunca descentralizará – o poder» (pp.151-152); «para ele, o Partido Socialista não era um instrumento de transformação do País baseado num ideal generoso, mas sim uma máquina de promoção pessoal» (p.229); e como detendo «duas faces: a do Mário Soares afável, solidário e generoso e a outra, a do arrogante, egocêntrico e autoritário» (p.237).

A teia montada em torno de Soares, com um cunhado como tesoureiro do partido, e as lutas internas fratricidas entre novos/velhos militantes (Zenha, Sampaio, Guterres, Cravinho, Arons de Carvalho, etc), que constantemente ameaçavam a primazia e o protagonismo a Soares, são descritos com minúcia em /Contos Proibidos/.

Grande parte dos líderes da rede socialista internacional – uma poderosa rede de “entreajuda” europeia que, em boa verdade, só começou a render ao PS depois dos EUA, sobretudo com Carlucci, terem dado o passo decisivo de auxílio a Portugal – foi mais tarde levada à barra dos tribunais e muitos deles condenados, como Bettino Craxi de Itália, envolvidos em escândalos, como Willy Brandt, da Alemanha, ou assassinados como o sueco Olaf Palme.

Seria interessante todos lermos este livro. Relê-lo já será difícil, a não ser que alguém possua esta raridade. O livro foi rapidamente retirado de mercado após a curta celeuma que causou (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição) e de Rui Mateus pouco ou nada se sabe.

Para descarregar a obra (50 megabytes, aprox), basta clicar com o rato sobre a hiper-referência que menciona o título. AF

Fonte: http://ferrao.org/

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

O Dossiê Sócrates

Já saiu o livro acerca da licenciatura do primeiro ministro de Portugal. Disponível em edição electrónica, gratuita, ou em papel.

Leitura recomendável especialmente a quem ainda não tenha encontrado contra quem é que deve votar nas eleições que se aproximam.

Em edição do Autor, teve que ser publicado no estrangeiro porque a nossa democracia ainda não chegou à liberdade para apuramento dos factos acerca do primeiro ministro.

Num governo que encerra a universidade que licenciou o primeiro ministro, sem se sentir obrigado a dar uma justificação ao país.

Os mais sinceros parabéns ao corajoso Autor, o nosso amigo e animador do PortugalProfundo, a quem aproveito para endereçar o maior reconhecimento e admiração pela iniciativa.

Fonte: http://ferrao.org/

O Voto.

Este post que transcrevo na integra, foi colocado AQUI, em 18 de Dezembro, de 2008.
Está actual e serve sobretudo, para reflectir-mos. Obrigado ao KAOS.


"Um anónimo deixou esta história na caixa de comentários de um post anterior.

Este país (dos aeroportos, TGV´s, Luso Pontes e contentores, BPN´s e BPP´s, Felgueiras, Torres, Sá Fernandes e Loureiros, magalhães e popós-eléctricos, Casa Pia (poucos dentro e muitos fora), velhinhas e freiras a serem presas por pequenos delitos enquanto os verdadeiros criminosos são mandados para casa, idosos a morrerem de fome em tugúrios a cair enquanto se distribui apartamentos e dinheiro a rodos por traficantes, drogados e por quem nunca quis e não quer trabalhar, Saúde, Justiça e Educação com os maiores orçamentos da Europa com os resultados que todos sabemos, EDP´s com lucros fabulosos mas que o regulador diz que as tarifas deviam aumentar 30%, Galp´s cujos preços sobem com o aumento do crude mas que quando o mesmo desce o regulador afirma que os preços não baixam porque o que interessa é o preço do produto refinado, BdP´s que a única coisa que vigiam são as suas reformas douradas, etc., etc.,) começa a exalar um fedor superior ao que se sentia nos últimos anos do chamado Estado Novo... Para a queda do anterior regímen dei algum contributo, pequeno certamente, mas era o que estava ao meu alcance. Agora que sinto que o actual, de tão podre, com um pequeno empurrão pode ser obrigado a regenerar-se, apetecia-me também fazer alguma coisa. O quê, não sabia, mas, há uns dias ao ler num blog que o autor sonhava em promover um “golpe-de-estado”, só que para além do medo que tinha da ASAE não sabia como, deu-me o alento de que necessitava. - Golpe-de-estado, logo armas; armas? Armas? Oh diabo, não tenho! Lembrei-me então de que em tempos muito distantes tinha possuído uma fisga; vai daí, corri para o sótão e comecei e remexer os baús velhos; depois de muito lixo e memórias já esquecidas, voilá, a fisga! Já estava armado! No entanto a felicidade que me possuiu, cedo de esfumou; soprado o pó, estico as borrachas e, paf!, de ressequidas, partiram! Desilusão, amargura: estava desarmado novamente... Infeliz, passei dias a tentar encontrar uma solução; pensei, pensei e nada. (Eu sei que devido à vida desregrada que levo, nada condicente com a via para o admirável mundo novo que está em curso, já muitos neurónios fundiram; tal não é de estranhar dado que eu fumo, delicio-me com um bom cognac, bebo vinho às refeições e barro o pão com manteiga, devoro queijos da Serra, Serpa e Azeitão, adoro presunto de Chaves e bons enchidos alentejanos, prefiro cerveja a bebidas light , bebo água sem sabores e, heresia das heresias, não fumo charros nem me drogo e não arranco de empurrão. Perdoem-me, tentem compreender este pobre decadente, que eu prometo ficar longe dos vossos filhos.) Mas voltando à vaca fria; armas, onde as encontrar? Atentos ao meu desespero (ou se calhar para se verem livres de mim) alguns amigos disseram: - “Eh pá, se queres uma arma vai a uma dessas Quintas das Fontes ou Bairros das Boavistas, que é coisa que lá não falta.” Felicíssimo, agradecido pela ajuda, comecei a planear a incursão; sim, não se vai a um sítio daqueles sem preparação. Lembrei-me que há uns tempos atrás, algumas figuras de vulto desta praça, por lá tinham feito uma passeata e tinham regressado vivos e com todos os bens, coisa que nem sempre acontece a outros cidadãos, táxis ou até à polícia. Depois de alguma pesquisa encontrei a solução. Assim, com uma t-shirt branca na qual tinha pintados dizeres como peace, love, somos todos iguais, black is beautiful (pelo sim pelo não acrescentei também gitanes are very good, too), cravo vermelho na mão, sorriso parvo na cara (tipo António Costa) e assobiando o último rap, destemido por fora mas receoso por dentro, para as ditas Quintas eu fui. Lá chegado, apesar de estar fardado à maneira, cedo pressenti que algo não estava a correr bem; mimoseado com alguns piropos não muito abonatórios da minha pessoa bem assim como de algumas sugestões do uso que gostariam de fazer de algumas aberturas do meu corpo, apercebi-me então que, levado pelo meu entusiasmo, tinha cometido um erro grave: faltava-me o apoio. As pessoas gradas e importantes, quando visitam aqueles locais, vão às manadas e com um batalhão de repórteres atrás (aliás só lá vão para aparecer nas TVs e debitar coisas que nem eles acreditam). Eu estava sozinho, nem uma pequenina Kodak apontada para mim, e a ameaça de passarem das palavras aos actos ia crescendo, sem que ninguém levasse em conta o valor das mensagens que eu orgulhosamente ostentava no peito; com o temor quase pânico, comecei a pensar que isto de querer fazer uma revolução tinha os seus perigos! Quase já acossado, apavorado, corri para um sítio onde a concentração de BMW e Mercedes topo de gama era maior e junta à qual estava um grupo de nativos que me pareceu ser menos perigoso, gritando: - “Meus, mim querer comprar arma!” (não domino muito bem a língua local) Iniciadas as negociações rapidamente chegámos ao ponto de ajustar a mercadoria que eles podiam disponibilizar (a oferta ia desde mísseis, passando por shot-guns até à singela ponta-e-mola) à minha disponibilidade financeira; na altura, dado que entidades menos bem comportadas têm tido direito a toda a espécie de subsídios, telefonei ao Teixeira dos Santos, mas, não tendo sido bem sucedido (ele disse-me que os pobrezinhos do BPP lhe tinham levado os últimos tostões), acertámos a compra de uma pequena pistola; enfim, rejubilei, o primeiro passo em direcção ao derrube do poder estava dado! Antes de pedir o salvo-conduto para me poder retirar sem problemas, ao inspeccionar o trabuco que tinha acabado de comprar, constatei que o mesmo não tinha munições: “Oh meus, o que é isto?” Depois de me explicarem que eu só tinha pedido por uma arma, lá reiniciámos as negociações para que eu pudesse adquirir algumas balas; ao pretender obter pelo menos um carregador cheio, começaram as dificuldades. Interrogatório cerrado, todos ao mesmo tempo, gritando: “Para que é que queres tanta munição? Quantos são os membros do teu agregado familiar (incluindo a sogra)? Quantos inimigos tens (excluindo os membros do Governo, oposição e toda a classe política)? Queres fazer-nos concorrência?” Com muito esforço, depois de muito esbracejar para os tentar calar, lá consegui fazer-me ouvir: “Meus, é para dar início a um golpe-de-estado”! Ao ouvirem tal, o silêncio que se seguiu gelou toda a Quinta e arredores, parecendo que o tempo tinha parado e a terra deixado de rodar; as faces deles empalideceram para rapidamente enrubescerem (na realidade não vi, mas suponho que foi isto que se passou por debaixo da pele); empertigaram-se, fuzilaram-me com os olhos, e o maior deles, qual Adamastor, vociferou: “Ó desgraçado, escória humana, ser abjecto (as palavras não foram bem estas, foi mais para o vernáculo), tu queres destruir este paraíso?” Eu minguei, encolhi, as cuecas ficaram um bocadinho húmidas; com voz trémula, tentei argumentar, falar dos escândalos, das esperanças desiludidas, bláblá, bláblá, mas quando pronunciei as palavras socialismo e revolução o rugido que se fez ouvir, quase me siderou: “Ó filho de uma mula sem cabeça (apercebi-me logo que era comigo, não com o inginheiro) então tu não vês que a revolução já está em marcha, que o socialismo está na sua máxima pujança? Olha à volta, burro capado, vês os carros, vês as caixas de multibanco arrombadas, vê as jóias que tenho ao peito, vai ver ao plasmas que tenho em casa, tudo gamado aos ricos para benefício dos pobres; se isto não é socialismo, se isto não é redistribuição da riqueza o que é então?” Ia abrir a boca para falar, mas atendendo ao desenrolar dos acontecimentos, achei por bem ficar calado; aliás ele nem deixou, agora mais calmo, continuou a arengar: “Ó filho de um cachorro que até a sarna despreza, és um ignorante que não mereces a classe política que tens! Tu não entendes nada! Porque é que julgas, por exemplo, que se alterou o código penal? Hã, hã, diz lá?” “Por razões economicist...”, pretendi retorquir... “Piolho coxo das partes íntimas, nada disso! Incapazes da implantação do socialismo por causa das forças capitalistas do bloqueio (desconfio que este tipo esteve nalgum congresso do PCP ou BE) a nobre classe política decidiu delegar em nós a tarefa da socialização de Portugal! Para que a revolução avance, não podemos ser presos, temos que estar livres! Roubando eles por um lado, nós por outro, somos o garante de uma futura sociedade igualitária sem classes! Parecendo-me que as águas estavam mais calmas, menos encolhido, mais húmido, baixinho, atrevi-me: “Mas eles não redistribuem; eles comem tudo e não sobra nada.” “O quê?”, gritou o matulão... mas ficando logo de seguida pensativo. “Agora vou ter que pensar sobre isso; dá cá a pistola e desaparece daqui, rato de esgoto com hemorróidas (era comigo, não com Jaime Gama).” Sem dinheiro, sem pistola, com as cuecas em estado lastimoso, apressei-me a obedecer. Chegado a casa, olhando-me ao espelho, disse para os meus botões (que por acaso era um fecho eclair): “Falhado, como queres iniciar um golpe-de-estado se nem uma arma consegues adquirir”; juro, algumas lágrimas debitei. Depois das necessárias abluções, retemperadas as forças, sentei-me em frente ao LCD (é menos tentador para os agentes da socialização do que o plasma) para pensar; como para pensar preciso de estímulos inteligentes, liguei nas novelas da TVI (o canal 2 ou os Contemporâneos também me ajudam). A palavra armas não me saía da cabeça; como conseguir uma... Num dos intervalos das novelas, ao correr canais, deparo-me com um programa a preto e branco no qual um gadelhudo cabeludo, fardado à militar bêbado, exclamava: o voto é a arma do povo! Qual Arquimedes, mesmo não estando no banho, gritei: Eureka! Aqui estava o que me faltava para poder levar os meus desígnios em frente: O VOTO! O voto... mas se o voto é uma arma, como é que a mesma funciona? A minha cabeça fervilha, as orelhas já fumegam, os dentes já me doem de tanto ranger... Como é que aquilo é uma arma? Não sendo praticante há mais de duas dezenas de anos, a recordação que eu tenho do Voto, é que o mesmo é um pedacinho de papel com uns bonequinhos e quadradinhos impressos no qual é suposto pormos uma cruzinha e depois enterrá-lo numa urna; como não me lembrava de nenhuma guerra, intentona ou agressão com utilização de votos, fui fazer pesquisas nas enciclopédias e até na net ; nada! Virei-me então para aqueles amigos que não falham uma votação e pedi-lhe que esclarecessem! Eles lá tentaram, mas eu não percebi nada; contaram-me eles que ao votar em determinada força politica em detrimentos de outras, estavam a apoiar quem mais prometia ajudá-los sendo assim o voto como que uma arma, pois que atirava os oponentes para uma espécie de limbo. Confuso, perguntei: “assim sendo, e tendo os portugueses disparado o voto em todas as direcções por mais de 34 anos como é que estamos todos pior de vida com excepção das classes ditas dirigentes e parasitas que os gravitam?” Como ninguém me respondeu, lá voltei eu para o meu sofá e telenovelas; triste, acabrunhado, pois que aquilo que eu pensava pudesse ser a minha última tábua de salvação, mesmo que fosse uma arma parecia disparar na direcção errada. Milhares de horas depois, muitas lágrimas vertidas assistindo aos dramalhões, insidiosamente, uma ideia começou a germinar; durante as minhas recentes pesquisas sobre o voto reparei que os partidos em que poucas pessoas votavam tinham tendência para desaparecer e com eles os políticos que lá se acolhiam; algumas vezes, para sobreviverem iam pedir asilo a outros mais votados; logo, esperto, cabecinha pensadora, concluí: Político alimenta-se de voto! E político privado de voto fenece e já não tem força para comer mais nada! Aleluia, os sinos já repicam, tinha a arma que me faltava: a abstenção ou o voto em branco! Estou convicto que com uma abstenção elevada e/ou um número significativo de votos em branco alguém vai mandar parar o baile e exigir que as cartas sejam dadas de novo; eu sei, já os estou a ouvir, é uma acção perigosa para a democracia (há maior perigo do que o estado a que ela chegou? Até a vergonha já se perdeu)! Alternativa? Olho, procuro, e só vejo as mesmas caras, com os mesmos vícios e desprezo pelo chamado povo; certamente há, mas as barrigas inchadas, as ancas mais gordas e os cada vez mais recheados sacos das benesses e contas bancárias não deixam ninguém chegar à frente. Então porque não iniciar uma campanha, junto dos amigos e conhecidos, apelando à abstenção ou voto em branco? A ser bem sucedida talvez algumas fendas se abram e gente honesta e com vontade de servir, e não de se servir, possa aparecer. Se nós, vítimas do voto nada fizermos, nada vai mudar!
Ainda hoje li no blog "O Libertário" a frase de Errico Malatesta “Foi o sufrágio universal que fez com que um certo socialismo encontrasse a oportunidade de se situar no terreno parlamentar e de se corromper e de se aburguesar”. Eu já votei em Branco mais que uma vez, numa tentativa de fazer o voto de protesto que deslocar-me à secção de voto e votar branco devia representar. Surpresa minha, esse voto de protesto é anunciado como “Brancos e nulos”. É misturado com aqueles que se enganaram, que não acertaram com a cruz no quadrado. Que fazer então com o meu voto? Só ir colocá-lo na urna nada resolve. Assim, só me resta uma solução, ir procurar e juntar-me a outros que passem pelo mesmo que eu. Procurar outros a quem a exposição diária à televisão ainda não tirou a lucidez de pelo menos questionar o que nos é impingido pela comunicação social, a voz de todos os poderes. Se não vemos nenhuma alternativa temos de a ir procurar. Ainda há gente honesta por aí e, teimosa suficiente, para assim se manter. Quem sabe um dia a anarquia seja, não um meio para atingir um fim, mas o próprio fim a atingir."

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

O problema de Sócrates

Pedro Rolo Duarte, escreveu no dia 2 de Setembro , no seu blog: http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/:

"O problema de José Sócrates está em pessoas como eu. Pessoas que votaram PS porque acreditaram nele. Como eu votei. Pessoas com votos diversos ao longo dos anos, que foram acreditando nas propostas deste ou daquele candidato. Convictamente. E que ao longo destes quatro anos assistiram ao esboroar diário e consecutivo desse crédito e dessa convicção. Pessoas que sentiram – eu senti – o golpe na liberdade de informação que permite à oposição falar em “medo” e “asfixia”. Pessoas que viram a arrogância e a prepotência tomarem o lugar da tolerância e do diálogo. Pessoas que viram o PS governar contra tudo e contra todos, e sentiram que perpetuar o poder era na verdade o Programa de Governo.

Essas pessoas – lá está, das quais faço parte – não acreditam agora na voz repentinamente mansa de Sócrates quando diz que se calhar não foi “delicado” com os professores, ou quando devolve o Freeport à origem, ou mesmo quando fala do orgulho no país das energias alternativas. É um pouco como ver o meu antigo director Paulo Portas a conversar com as peixeiras em Benfica: passa bem na imagem, mas não passa de uma imagem.

Eu olho para José Sócrates – em quem acreditei e votei – e sinto-me desiludido e desencantado. O problema dele são pessoas como eu. Que provavelmente vão votar em branco.

Acima de tudo, e pior: pessoas que deram mais um passo no sentido desse abismo que é a desconfiança generalizada sobre quem se propõe governar Portugal. Sejam quem forem – e isso está muito para lá do PS que está."

Naturalmente, eu subscrevo.

Imagem copiada de :http://dondiogo.bloguepessoal.com/

A Liberdade, segundo o PS de Sócrates...

Segundo notícia avançada pelo "Jornal de Negócios", o gabinete de José Sócrates é acusado de ameaçar gestor do PSD.
A denúncia é feita pelo advogado Jorge Bleck ao "Jornal de Negócios", que refere que “houve abordagens do gabinete de Sócrates para que Alexandre Relvas "medisse bem o que dizer" no seu discurso de apresentação como presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, no Outono do ano passado.

A informação foi desmentida ao próprio jornal por fontes do gabinete do primeiro-ministro, enquanto Alexandre Relvas, também presidente da empresa Logoplaste, ainda não confirmou nem desmentiu a acusação.

Segundo a denúncia do conhecido advogado de Lisboa, e citando o jornal, “essas pessoas próximas do primeiro-ministro disseram-lhe que convinha ser moderado”, lembrando a ligação da Logoplaste à REN, refere o Jornal.

Jorge Bleck defende, em declarações ao mesmo jornal, que “os agentes económicos não são livres porque, se opinam num determinado sentido, o negócio não vem”, considerando que, na origem desse facto, está o “excessivo peso do Estado na economia”.

Por Rosa Soares ,no Publico - Foto no: wehavekaoesinthegarden.blogspot.com

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Bye Bye, Sócrates....

Na campanha, José Sócrates não vai lutar por valores ou políticas, mas pela sua sobrevivência.

Poderá José Sócrates sobreviver a uma derrota eleitoral no dia 27 de Setembro? Pelo que vamos sabendo das sondagens, e lembrando os resultados das europeias, parece que toda a gente espera que o PS perca muitos votos e a maioria absoluta. Mas, qual será a dimensão da perda? Isso, é óbvio, ninguém sabe. No entanto, podemos colocar alguns cenários.

No primeiro deles, admitamos que o PS fica à frente do PSD, e com uma percentagem superior a 35 por cento. Será que Sócrates pode ficar? Talvez. Apesar de tudo, não é uma derrota demasiado humilhante. Poderá tentar governar em minoria, fazendo acordos parlamentares aqui ou ali, à esquerda e à direita, conforme os assuntos e a gravidade deles. É evidente que a situação se complica. Contudo, acima dos 35 por cento, ainda há alguma margem para Sócrates.

O caso muda de figura caso o PS baixe mais do que isso. Mesmo se ficar à frente do PSD, mas apenas com 31 ou 32 por cento, a fragilidade da situação agudiza-se. A perda será muito pronunciada, e a ala esquerda do PS poderá dizer, com razão, que Sócrates governou demasiado ‘à direita’ e por isso perdeu um número colossal de votos. Assim sendo, nada impede Alegre ou Ferro de se constituírem como alternativa, propondo uma coligação governamental que inclua o Bloco de Esquerda, ou o PCP, ou os dois ao mesmo tempo. A ‘frente de esquerda’ terá certamente o apoio de Soares, e grande parte dos socialistas sentirão que é melhor ficar no poder aliado à esquerda do que voltar a virar-se para a direita, procurando acordos com o PSD ou, pior ainda, com o PP.

Neste cenário, a dificuldade de Sócrates será imensa. É evidente que ele não é o homem indicado para chefiar um governo da ‘esquerda unida’, e o máximo que poderia tentar oferecer ao PS era um improvável Bloco Central com o PSD. Ora, entre escolher o caminho à direita, que levou à derrota, ou experimentar um novo caminho à esquerda, acredito que grande parte do PS prefira esta segunda opção. O que significa, é evidente, o fim de Sócrates e a sua saída de cena.

O mesmo se passará no caso de o PS ser ultrapassado pelo PSD em votos. Um líder que tinha maioria absoluta e a perdeu, e ao mesmo tempo deixa de ser o partido mais votado, é um líder acabado.

Daqui se conclui pois que a carreira política de Sócrates está em momento de alto risco. Para ele, tudo pode acabar no dia 27. Na campanha, não irá lutar por valores ou políticas, mas pela sua sobrevivência.

Por:Domingos Amaral, Director da 'GQ' - No CM
Imagem do :http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

A Minha Homenagem, a uma figura lendária, do Touromaquia Portuguesa

O cavaleiro D. José João de Queirós Morais Zoio foi encontrado morto em sua casa ao final da tarde de ontem, dia 31 de Agosto, segunda-feira - a triste notícia, que enluta o meio taurino, foi dada pelo site "Sol e Sombra", do jornalista João Silva, há poucos momentos.

De 60 anos, nascido em Almada a 1 de Outubro de 1950, estreou-se nas arenas em 1968 na praça da Nazaré (onde foi homenageado pela empresa "Aplaudir"/Tavares da Silva no passado dia 8) e prestou provas para cavaleiro praticante em Junho de 1972, tomando a alternativa no Campo Pequeno em 27 de Maio de 1973, apadrinhado por Mestre João Núncio na corrida em que o Califa comemorou 50 anos de alternativa.

Embora curta, teve uma carreira gloriosa, travada quando menos se esperava e quando era ainda muito cedo, devido a uma queda em Alcochete que lhe provocou uma lesão na coluna. Mesmo assim, em 1991 fez uma temporada, apoderado por Ferreira Paulo (Cachapim) e despediu-se em definitivo com uma corrida marcante em Lisboa, na mesma noite em que o seu bandarilheiro de sempre e que fora seu último apoderado, António Badajoz, cortou a coleta - arena onde regressou no passado dia 23 de Julho, novamente vestido de toureiro, para participar nas cortesias e ser testemunha de honra, juntamente com Luis Miguel da Veiga e Frederico Cunha, da alternativa de Duarte Pinto (filho de Emídio Pinto, seu grande amigo).

São ainda desconhecidas as causas da morte. As primeiras notícias dão conta de que o famoso cavaleiro foi ontem encontrado sem vida em sua casa, na Praia das Maçãs e de que a Família se encontra ausente. José João Zoio faria 61 anos no próximo dia 1 de Outubro.

Filho de D. José Joaquim de Morais Zoio (Conde de Pavullo) e Dª Vitorina Marques de Queirós, era casado com Dª Maria Margarida Crato de Castro e pai de três filhos, Bernardo, Duarte e Verónica.

Recordando,Ted Kennedy, por Lucas Mendes.

Dos quatro irmãos Kennedy, Ted , o príncipe da dinastia e o leão do Senado, foi campeão em política, alcoolismo e promiscuidade. Incorruptível na vida pública, tresloucado na privada.

Por causa de uma mulher, Mary Jo Kopechne, Ted nunca chegou á Presidência. Levou Joan, mãe dos seus filhos, ao alcoolismo, mas, aos 60 anos, foi salvo e domado pela leoa Vicky.

As loucuras do "caçula" do mais famoso clã político dos Estados Unidos apareceram cedo. Passou por dez escolas primárias americanas e inglesas antes dos 11 anos. A família vivia em trânsito. Quando, graças ao seu nome de familia, entrou em Harvard, ficou por lá, pouco tempo.

Pediu a um colega para fazer a prova dele de espanhol. Foi descoberto e expulso da universidade.

Era tempo de guerra na Coreia e o serviço militar americano, obrigatório. Ted alistou-se no Exército. Graças à influência do pai, foi servir e "curtir", a boémia de Paris, no QG da OTAN. Dois anos de farda, vinho, mulheres e música.

Quando regresou aos USA, resolveu entrara no bom caminho. Voltou a matricular-se em Harvard, fez Direito na universidade de Virgínia, foi bom aluno, e brilhou em debates.

Impossível dizer o que teria feito Ted Kennedy se os três irmãos mais velhos não tivessem morrido. O mais velho, Joe, favorito do pai, morreu num bombardeio na Segunda Guerra. As vidas políticas de John e Bob foram curtas e só podem ser medidas em possibilidades, mas a de Ted Kennedy tem um currículo de 46 anos.

Quando John Kennedy foi candidato à Presidência deram a Ted um papel menor, mas ele entregou-se de corpo e alma, viciou-se, e há só mais dois políticos que serviram mais tempo do que ele no Senado americano. Passou por dez presidentes e nenhum deles deixou mais impressões digitais nas mudanças do país do que o senador Ted Kennedy. Todas as leis sociais desde o fim da década de 60 tem as marcas dele. São mais de 2.500.

No senado rugia , na vida pessoal prevaricava.

Joan, a primeira mulher, não conseguiu conter os impulsos etílicos e mulherengos do marido nem enquadrar-se no estilo dos Kennedys: queriam que vivesse em constante actividade desportiva, social e com uma gravidez em cima da outra, como Ethel, mulher de Bob Kennedy.

Joan teve vários abortos, mas o alcoolismo só tomou conta dela depois da tragédia de Chappaquiddick, quando o carro dirigido pelo marido caiu de uma ponte. Ted Kennedy sobreviveu e desapareceu durante dez horas. A companheira, Mary Jo, ex-assessora do irmão Bob, morreu afogada, e, com ela, as possibilidades presidenciais de Ted Kennedy.

Durante anos de cobertura política vi o senador em acção várias vezes nas convenções do partido e outros eventos, mas meu primeiro contacto foi no escritório dele no Senado, em 69, pouco antes da tragédia, quando recebeu nosso pequeno grupo de bolsistas .

O mais bonito dos irmãos, um touro de forte, com vozeirão de locutor, sorriso frouxo e debochado. Política externa não era o forte dele. Sabia pouco sobre o Brasil, mas descobriria alguns dos nossos encantos em farras na Flórida com gente das melhores famílias brasileiras.

Foi activo contra a ditadura no Chile, o Apartheid na África do Sul e a guerra do Vietname, mas o seu principal cenário de acção era o doméstico.

Prevaricador na vida pessoal, modelo de legislador no Senado. Noventa e nove dos cem senadores disseram que ele era o mais eficiente dos legisladores. Sabia o que falava, tinha o melhor staff, transitava entre republicanos e democratas, mas quase destruiu sua carreira noutro "deslizae" alcoólico, em Palm Beach, com o filho e o sobrinho William Kennedy Smith. Os jornais descreveram o senador correndo bêbado de cuecas pela praia. O sobrinho foi acusado de estupro e absolvido no julgamento, coberto ao vivo pelas redes de TV. A carreira do senador encolheu, mas resistiu.

No ano seguinte, reencontrou Vicky, mas não se lembrava dela quando trabalhou como estagiária dele, ainda universitária, no escritório no Senado. Era filha de velhos amigos da Louisiana. Aos 60 anos, o senador apaixonou-se. Ligava duas vezes por dia , levava Vicky para concertos no Centro Kennedy de Artes, pintou quadros à óleo para ela e finalmente propôs casamento depois da ópera La Boheme.

Vicky entrou na jaula do leão e mandou a maioria indesejável, para fora. Os filhos mal educados do senador receberam lições de boas maneiras, amigos que davam bebida para o marido foram afastados. O senador parou de beber.

Advogada de prestígio, fundadora e presidente de ONGs nas áreas de criança, educação e armas, Vicky hoje é sondada para assumir o lugar de Ted Kennedy no Senado, mas há impedimentos legais, ironicamente criados pelo próprio partido democrata de Massachussets. Ela diz que não está interessada.

Ted Kennedy dizia que seu melhor voto no senado foi contra a invasão do Iraque, mas a principal causa política dele foi a reforma na Saúde. Queria um sistema público, no estilo europeu, semelhante ao proposto por Obama e furiosamente combatido pela direita, seguradoras, médicos e hospitais.

Devido ás coligações que existem no Senado, é possível que a causa seja decidida por um voto, e o senador - nem a mulher - estará lá para decidir a votação.

Por: Lucas Mendes Campos (Belo Horizonte, 1944) é um jornalista e apresentador de televisão brasileiro. Presentemente na BBC Brasil

sábado, 29 de Agosto de 2009

É esta a segurança, que os socialistas, nos dão...??? Quo Vadis, Portugal...???

Quatro dezenas de africanos envolveram-se à pancada dentro da carruagem. Agrediram-se a murro e pontapé, à paulada e com armas brancas, incluindo catanas. No mesmo dia, um jovem foi esfaqueado noutro comboio.

O pânico instalou-se entre os passageiros do comboio, quando parou na estação de Queluz e entrou um grupo de cerca de 20 indivíduos que se envolveu em confrontos com outro grupo que já seguia naquela carruagem, na noite de quinta-feira. Dois deles ficaram feridos com facadas e outros dez foram identificados pela PSP. Nenhum passageiro foi atingido, mas a comissão de utentes exige mais presença policial a bordo.

As versões dos acontecimentos são ainda pouco consistentes, porque quase todos os indivíduos envolvidos nos confrontos fugiram quando se aperceberam da chegada dos polícias. Fala-se de dois grupos rivais de guineenses e cabo-verdianos, residentes no Cacém e em Monte Abraão (Queluz), que se agrediram a murro e pontapé, à paulada e com armas brancas, incluindo catanas.

O comboio que serviu de palco aos confrontos partiu às 21.21 do Rossio com destino a Sintra. Já com um grupo de cerca de 20 indivíduos a bordo, o comboio parou às 21.39 na estação Queluz/Belas, onde entraram mais cerca de 20 elementos de outro grupo. Envolveram-se logo à pancada, gerando o pânico entre os passageiros.

Na sequência dos confrontos, o comboio ficou ali imobilizado durante cerca de 15 minutos até se restabelecer a ordem. Quando ali chegaram elementos da PSP da esquadra da estação de Queluz e uma equipa de intervenção rápida da Divisão de Sintra, os indivíduos dos dois grupos fugiram todos.

Nas imediações da estação de Queluz, os polícias detectaram dois feridos ligeiros com facadas, com 17 e 26 anos, que foram transportados numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Queluz para o Hospital Amadora-Sintra.

Mais à frente, os agentes interceptaram e identificaram mais três elementos (com 17, 19 e 25 anos) do grupo dos dois feridos.

Os membros do outro grupo fugiram a pé pela linha férrea em direcção à estação de Monte Abraão, tendo ali perto sido interceptados sete deles pelos polícias, mas nenhum ficou detido (?!??!).

Os incidentes ocorreram na terceira carruagem a contar da frente e terão ficado registados no sistema de vídeo vigilância. As gravações deverão ser visionadas pelos elementos que investigam o caso.

Na manhã do mesmo dia já tinha ocorrido outro caso de agressão a bordo de um comboio , o que leva o porta-voz da Comissão de Utentes da Linha de Sintra, Rui Ramos, a exigir "medidas para travar essas situações".

"Têm-se verificado casos preocupantes", frisou Rui , salientando que "o policiamento tem de ser de proximidade e de visibilidade".

Rui Ramos considera que "o número de efectivos da polícia ferroviária na linha de Sintra é insuficiente para fazer face à agudização destas situações".

Na sua opinião, "o desemprego disparou e tem consequências no aumento da criminalidade. Isto causa intranquilidade nas pessoas, que se sentem inseguras e deixam de utilizar o comboio".

Contactada a CP para se pronunciar sobre a situação, fonte da empresa referiu que a PSP é que terá de o fazer por se tratar de segurança (???) pública.

Por: Daniel Lam,in DN

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Há cada vez mais pesoas, a pensar como ...eu.

Cada cavadela, uma minhoca.

Por detrás de uma porta esconça em casa do Dias Loureuro, foram encontradas mais provas, de que o ex-ministro e homem de mão do presidente Silva, é farto em vigarices. Foi sempre a gamar. E continua solto.

Não tenho duvidas, de que esta noticia, foi atirada cá para fora, pelas hostes "xuxialistas", para atingirem, não só o Silva, mas também o PSD. Truques á "amaricana".

Os xuxas, num verdadeiro golpe palaciano, compraram figuras, á esquerda e á direita.
Primeiro "assaltaram" as tropas do bloco esquerdêlho, depois, foram bicar o CDS, e o PSD, com especial referência ao cromo do policia Moita, - que até tem trabalho de vulto lá na autarquia, que conquistou sob o chapéu laranja, - que deve ter ensacado umas benesses quaisqueres, e vai de apunhalar a coitada da Ferreira...tudo bons malandros.

Justiça seja feita.
Os moços do CDS, conseguiram um slogan, que foi ao encontro do que pensam muitos Portugueses, eu incluído. Na mouche.

O Paulinho, no seu passeio pelas feiras, mercados e afins, foi ouvindo o que o povo dizia, e retirou daí, a ilação natural. Depois foi só pôr nos cartazes, a ideia, e de certeza, que por conta deste brilharete, vai levar com alguns votos.

Porque a verdade é que estamos todos fartos, desta democracia, (????) deste socialismo (????), que se colocou ao serviço de um capitalismo insensível e cruel.

Este regime, protege os ricos, e afunda os pobres na penúria e no desespero. E depois mentem.

Mentem com todos os dentes que têm na boca, a sorrir, convencidos que nos convencem. De uma forma arrogante, assumem a postura de que não há Portugal, depois deles. Enganam-se.

Haverá sempre Portugal, porque, antes deles, já havia Portugal. Com mais emprego, com mais segurança, com mais dignidade.

Só que a história dos últimos trinta e cinco anos, tem sido feita com mentiras, com quimeras, que intoxicaram o colectivo nacional, e nos atiraram para o fundo do poço da amargura.

As noticias diárias, que relatam os factos, são indesmentíveis.

Mais mortes, mais desemprego, mais fome, mais medo,...

Menos segurança, menos dignidade, menos saúde, menos emprego....

Nas redes sociais, na internet, começam a surgir, partidos, á direita do CDS, que reflectem cada vez mais o pensamento da maioria silenciosa, que com medo de represálias, nada diz, nada faz, entregando-se ao conformismo, ao desespero, no convencimento de que "eles" controlam tudo, e que não há nada fazer.

Insurgiram-se contra a PIDE, e agora, por decreto, querem oficializar uma policia que controle e denuncie o pensamento daqueles que não concordam com eles. Só que esta, é uma PIDE socialista....

O Jardim, lá da Madeira, já lhes deu a resposta. Há que fazer o mesmo aqui no "contenente". Correr com eles.

Chega de libertinagem. Há que restaurar o direito á diferença, há que dar voz aqueles que não são socialistas, e que acreditam que há outras formas de governar este País, e acabar com este regime destruidor da identidade, da Nacionalidade Portuguesa.

Até porque, as ideias, não se apagam. Discutem-se.

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Observar fotografias de doces, pode ajudar a emagrecer, diz estudo.

Olhar fotografiass de bolos, doces e outras tentações pode ajudar mulheres decididas a emagrecer a manter o compromisso, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa em Psicologia e Saúde da Universidade de Utrecht, na Holanda, divulgado pela revista New Scientist.

De acordo com a psicóloga Floor Kroese, autora do estudo, a tentação pode aumentar o autocontrole das mulheres que estão a fazer dieta.

Para testar a teoria, Kroese e seus colegas dividiram 54 estudantes do sexo feminino em dois grupos e pediram que um deles olhasse uma fotografia de um bolo de chocolate e o outro de uma flor, sob o pretexto de um teste de memória.

Os pesquisadores então perguntaram às mulheres sobre os seus planos de manter uma dieta saudável e ofereceram-lhes a escolha entre um bolino de chocolate ou um de aveia, como lanche.

As mulheres que viram a fotografia do bolo de chocolate demonstraram uma maior propensão em manter uma dieta saudável do que as estudantes que viram a foto da flor.

As estudantes que viram o bolo também demonstraram maior preferência pelo bolinho de aveia – que testes anteriores mostraram ser visto por elas como a opção mais saudável.

Segundo a psicóloga, a visão de alimentos tentadores nem sempre leva à vontade de satisfazer o desejo de comê-los.

“Parece que ver uma comida tentadora lembrou às mulheres de seu objectivo de cuidar do peso, e fez com que elas agissem de acordo.”

A psicóloga sugere colar fotos de comidas tentadoras na porta da geladeira para ajudar a lembrar do objectivo de perder peso.

Kroese alerta, no entanto, que o resultado parece só se aplicar às mulheres que querem perder peso, e que não está claro como o resto das pessoas reagiria às fotos.

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Socorro...quem nos acode ????

Cito de memória, e são ocorrências recentes.

No fim de semana passado, um jovem, branco, foi morto,esfaqueado, por um negro, por causa de a vitima ter negado um cigarro ao agressor. A noticia, não fazia menção á etnia do assassino.
Isto foi num dos bairros outrora pacíficos de Lisboa, ás três da madrugada.

Ontem em Faro, numa farmácia, um individuo de raça branca, foi esfaqueado, atacado por dois indivíduos de raça negra, um angolano e outro cabo-verdiano, porque a vitima se limitou a defender a sua filha, que ao ir comprar medicamentos á farmácia, foi assediada por estes sujeitos.

Num bairro de Lisboa, quatro ou cinco indivíduos, entraram em casa de um outro cidadão, arrastaram-no para a rua, e mataram-no com vários tiros. São todos de raça negra, e pelo que a imprensa relata, tratar-se-ia de um ajuste de contas.

Isto só nos últimos três dias.
E o governo, o que é que fez?
Nada.
É normal.
O que eu estranho, é a ausência do Falcão do SOS racismo.
Em que toca estará o rato escondido?
Ou será que não lhe deram subsidio de deslocação desta vez?
E o que fazem os Portugueses de agora?
Nada.
Acobardam-se.
Esconde-se.
Não reagem.

Eu até entendo. Com a constituição esquerdista que nos amordaça, nada se pode fazer.
Só se for de punho erguido, e com um cartão qualquer de um partido de esquerda.
Sim, porque esta democracia, esta liberdade é só para a esquerda.
Os partidos de extrema esquerda, fazem o que querem, berram o que lhes apetece.
Quem tiver ideias á direita do CDS, é amordaçado, ofendido, e se calhar preso.
Grande democracia esta.

Até quando?

P.S. Os meus parabéns, e a minha solidariedade com o pessoal do 31 da Armada, por ter hasteado a Bandeira Portuguesa, no local de onde nunca deveria ter saído.

domingo, 9 de Agosto de 2009

Love Is Blue...

O azul é uma das três cores primárias (as outras são o amarelo e o vermelho), ou seja, não resulta de uma mistura de outras. O azul puro, sobretudo usado nas gráficas, designa-se cião. Antes dos pigmentos sintéticos utilizados no fabrico desta cor, os pigmentos azuis eram raros e caros, daí que o azul simbolizasse a riqueza. Eva Heller, psicóloga e autora do livro "Psicologia das Cores", garante que é a cor que tem mais adeptos no mundo ocidental.

Porque é que o céu é azul?
Durante o dia, o céu parece sempre azul, embora com intensidades que variam de dia para dia. No Verão, são frequentes os períodos em que o céu parece muito menos azulado do que noutras ocasiões do ano. Portanto, a coloração do céu não pode resultar de luz vinda de fora da atmosfera - se fosse, não haveria variações, e o céu à noite não seria escuro. Após várias hipóteses lançadas e estudadas por alguns físicos, concluiu-se que a luz solar que atinge as moléculas gasosas da atmosfera terrestre é absorvida e, depois, difundida em todas a direcções e com comprimentos de onda que vão do vermelho ao violeta. Descobriu-se que um fotão de luz vermelha provoca a emissão de oito fotões "azuis", razão pela qual somos inundados por luz azul vinda de todas as direcções. Na verdade, as outras cores também chegam aos nossos olhos, só que o azul é muito mais intenso. A explicação é do astrónomo Máximo Ferreira, director do Centro Ciência Viva de Constância.

E o mar?
Não, o mar não é azul por reflectir a cor do céu. Como explica a presidente do Instituto de Oceanografia da Universidade de Lisboa, Isabel Ambar, a luz solar (composta pelas cores do arco-íris, a que correspondem radiações com diferentes comprimentos de onda) penetra no mar e é, em parte, reenviada para fora, mas já sai com características diferentes das que tinha ao entrar. A água absorve a luz vermelha e amarela logo nos primeiros metros do oceano. A fracção da luz que resta corresponde aos azuis e aos verdes.Por outro lado, as partículas existentes na água (as próprias moléculas ou, por exemplo, sedimentos em suspensão) difundem a luz que nelas incide, com as cores não absorvidas: o azul e o verde. Destas duas cores, a que sofre maior difusão é precisamente o azul, que, reenviado através da superfície do mar, chega aos nossos olhos. Se houver pigmentos de clorofila ou outras substâncias orgânicas dissolvidas na água, elas absorvem grande parte dos azuis e a cor que resta para ser difundida é o verde.Chama-se Planeta Azul à Terra porque os oceanos cobrem 71% da superfície do globo terrestre, onde, como se explica acima, o azul é a cor dominante.

E o lápis Azul dos censores, do regime Salazarista?
Não parece haver (ou, pelo menos, não se conhece) uma explicação para a escolha da cor do lápis da censura que, desde o golpe militar de 28 de Maio de 1926 até ao fim dos regimes de Salazar e Marcello Caetano, em 1974, riscou notícias, livros, peças de teatro e até anúncios publicitários.No entanto, sabe-se que os censores não podiam usar o vermelho, já que esta era a cor utilizada nas redacções para fazer correcções. Segundo Joaquim Cardoso Gomes, autor da obra "Os Militares e a Censura", "desde o início da censura prévia institucionalizou-se a adopção de cores diferenciadas, consoante a função: o azul para os censores e o vermelho para os jornais".
Mais tarde, o vermelho passou a ser utilizado no aparelho da censura pelos próprios censores com funções de fiscalização sobre a matéria já publicada. Em 1970 e 1971, no período marcelista, determinou-se que os cortes não cumpridos ou a matéria não submetida a censura deveriam ser assinalados a vermelho. Mas cores como o preto ou o verde eram utilizadas no tratamento interno das provas dos jornais, codificando, assim, o "visionamento por um chefe ou por um adjunto".

Porque é que se chama "menino azul" a Emanuel Silva?
Este jovem, de 13 anos, é conhecido como o "menino azul" por sofrer de uma doença chamada tetralogia de Fallot, uma cardiopatia congénita que causa uma cor azulada (cianose), já que o sangue que circula pelo corpo não está suficientemente oxigenado.
Esta patologia é uma combinação de anomalias cardíacas. A criança é ainda afectada pela síndrome de Alagille, uma doença rara que afecta o fígado, o coração e outros órgãos.

Os Blues.
O blues - uma forma de música afro-americana de grande importância, oriunda do sul dos Estados Unidos, no final do século XIX - nasce de um sentimento de tristeza e melancolia típico dos escravos das plantações de algodão que o usavam para embalar uma vida sofrida.
A designação significa, evidentemente, 'azul'. No entanto, na língua inglesa, 'blue' (que é uma cor fria) significa igualmente 'tristeza' e 'melancolia'. Daí que exista mesmo uma forma leve de depressão que os anglo-saxónicos designam 'blues'.

Porque é que há a tendência de vestir os meninos de azul?
Contactados, vários sociólogos e antropólogos não souberam responder à pergunta. No entanto, uma hipótese avançada no "Dictionary of Omens and Supersticions ("Dicionário de Lendas e Superstições", sem tradução em português) é que os meninos já eram vestidos de azul na era pré-cristã, quando se acreditava que algumas cores podiam afastar os maus espíritos que cercavam os recém-nascidos.Como os bebés do sexo masculino eram considerados mais valiosos, passaram a usar roupas azuis, uma cor associada aos espíritos do bem (por ser a cor do céu). Uma lenda europeia do século XIX diz que as meninas nascem de rosas e os meninos de repolhos azuis.

A palavra azulejo deriva de azul?
A palavra "azulejo" vem do árabe "al zulaycha" ou "zuleija", que significa "pedra polida". Em Portugal, foram empregues inicialmente no fabrico de azulejos diversas técnicas e motivos oriundos da cultura islâmica, Segundo Alexandre Pais, do Museu Nacional do Azulejo, "no século XVI desenvolveu-se uma nova técnica, chamada majólica ou faiança, que tornou possível pintar os motivos decorativos directamente sobre o azulejo sem que as cores, cozidas a alta temperatura, se misturassem".A majólica teve uma importante repercussão em Portugal, "estando na génese da vasta produção azulejar que caracteriza a cultura decorativa nacional".Inicialmente pintados a azul e amarelo sobre branco, por vezes com apontamentos a laranja, a partir de meados do século XVI alargou-se ao manganés e ao verde. Após a Restauração da Independência, em 1640, o cromatismo foi-se alterando progressivamente. "Os motivos começam a ser contornados a roxo, de manganês, até que, no último quartel do século XVII, a paleta reduz-se ao azul".As encomendas holandesas alteraram o gosto da clientela nacional, influenciada pela paleta azul e branca da porcelana chinesa.Assim, "a ideia que o azulejo português é todo a azul e branco é um mito, correspondendo, de facto, a um período muito curto da manufactura nacional, cerca de 40 anos", explica Alexandre Pais.

As bandeiras azuis
As bandeiras azuis são um símbolo de uma união pacífica e tornaram-se populares em todo o mundo. A bandeira da Europa, que existe desde 1986, tem sobre o fundo azul (que representa o céu do mundo ocidental) doze estrelas douradas.
A bandeira das Nações Unidas tem a mesma cor de fundo, com um globo terrestre e dois ramos de oliveira, que simbolizam a paz. E os "capacetes azuis", da mesma organização, são uma força de manutenção da paz.

Eva Heller refere, na sua obra "Psicologia das Cores", que "sendo o azul uma cor passiva e a mais sossegada de todas", é natural que tenha presença assídua nas caixas de calmantes e de medicamentos indutores de sono. O azul é igualmente uma cor muito usada nas roupas de cama e peças de roupa nocturna. Heller afirma ainda que "azul-verde-branco é a combinação característica do descanso", sendo o azul o descanso passivo, o verde o ócio activo e o branco a ausência de toda a excitação, por simbolizar a ausência de todas as cores.

No entanto, a psicóloga garante que a ideia de que as cores têm um efeito curativo e que os doentes das clínicas psiquiátricas levados para quartos azuis se acalmam imediatamente não passa de uma ilusão. E é categórica ao afirmar que dizer que as cores podem curar, sem que haja provas disso, é uma irresponsabilidade.

Cristina Morais - Texto publicado na edição do Expresso de 8 de Agosto de 2009

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Clubes de Futebol, são os veículos perfeitos para a lavagem de dinheiro.

Um relatório do Grupo de Acção Financeira (FAFT-GAFI) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponta os clubes de futebol como “veículos perfeitos para a lavagem de dinheiro” por criminosos.

O documento salienta que a lavagem de dinheiro sujo através do futebol não passa apenas por investimento em clubes, mas também pelas transferências de jogadores, que por vezes envolvem “verbas astronómicas”, pela indústria de apostas, designadamente online, e pelos patrocínios e publicidade.

O relatório, intitulado “Lavagem de dinheiro através do sector de futebol”, salienta que, com a crescente cooperação do sector financeiro no combate à lavagem de dinheiro sujo, os criminosos adaptaram-se e procuraram novos canais para lavar os resultados das suas actividades ilegais, ficando vários sectores de actividade legais em risco de serem infectados pelas suas actividades.

O FAFT-GAFI, organização intergovernamental de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, assinala que as vulnerabilidades relacionadas com a estrutura, o financiamento e a cultura do sector tornam a indústria de futebol atractiva para os criminosos, destacando que nas duas últimas décadas o futebol passou de um passatempo popular para uma indústria global e os investimentos e fluxos financeiros do sector “cresceram exponencialmente”, nalguns casos com “ligações criminosas”.

De acordo com o relatório, a vulnerabilidade do futebol explica-se pela facilidade de penetrar neste mercado, pela complexidade e opacidade das redes de accionistas e interdependência entre diferentes actores, pela falta de uma gestão profissional do sector, pela diversidade de estruturas legais, de clubes a sociedades anónimas, muitas vezes com gestão autónoma de estádios e outras actividades e de fundos de jogadores.

Já a existência de enormes verbas envolvidas, muitas vezes com elevados fluxos em dinheiro vivo, facilita a vulnerabilidade da indústria num sector em que tradicionalmente grande parte das verbas provinha da venda de bilhetes e quotas de sócios, e pela irracionalidade de algumas verbas envolvidas.

O FAFT-GAFI aponta exemplos de clubes que trocaram jogadores sobreavaliando-os para inflacionarem o valor dos activos nas suas contas e assinala que as dificuldades financeiras de muitos clubes levam os seus responsáveis a aceitar financiamentos de proveniência duvidosa, observando que a actual crise económico-financeira pode acentuar essas dificuldades pela perda de patrocínios e receitas televisivas.

O documento destaca que a importância da imagem dos clubes para a sua actividade pode levar os seus gestores a não denunciar situações de lavagem de dinheiro e outras actividades ilegais de que tenham conhecimento. O FAFT-GAFI sublinha que o estatuto conferido aos dirigentes dos clubes pode ser uma forma atractiva de criminosos obterem prestígio social e ganharem acesso a pessoas e círculos poderosos na sociedade.

A organização apresenta ainda um conjunto de recomendações às autoridades públicas nacionais e internacionais, nomeadamente da União Europeia, e às entidades desportivas internacionais sobre medidas a adoptar para combater a lavagem de dinheiro através das indústrias do desporto.

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Erro de digitação em GPS faz turistas, falharem o seu destino, em 650 km

Um erro de digitação no aparelho de localização por satélite, vulgo GPS, fez com que um casal de turistas suecos que pretendia dirigir-se até a ilha de Capri, que fica no golfo de Nápoles, na Itália, acabasse, na pequena cidade industrial de Carpi, que fica no norte do país.

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, o casal de turistas – ambos com cerca de 50 anos de idade – saiu da cidade de Veneza e confiou que o aparelho de GPS os guiaria pelo caminho mais curto até a ilha.

No momento em que foram digitar o nome de seu destino no aparelho, no entanto, acabaram trocando a posição das letras "r" e "p", o que fez com que o GPS indicasse o caminho da cidade no norte do país, que fica a cerca de 650 km de distância de Capri.

Aparentemente ignorando o facto de Capri ser uma ilha, os dois estavam convencidos que haviam chegado ao local, e procuraram um escritório turístico para se informarem sobre como chegar à Gruta Azul, um famoso ponto turístico da ilha.

Segundo o La Repubblica, no primeiro momento, o operador do escritório turístico pensou que eles estivessem procurando uma pizzaria ou restaurante com este nome, até perceber o engano.

Após ser informado sobre o erro, o casal entrou no carro novamente e seguiu em direcção da ilha.

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Masoquismo femenino...

Vejam bem ao que a beleza,"intíma" obriga. As meninas, sofrem horrores, para depilar as virilhas, e depois, tampam tudo. Que maldade.




terça-feira, 21 de Julho de 2009

Vamos todos á concentração...de Zundapps.

Tirei uns dias de férias, e fui ali ao Brasil, (trabalho a quanto obrigas), aonde choveu sempre a cântaros, e aonde ao desembarcar, me senti num filme de cowboys.

É que o pessoal do aeroporto, sem excepção, usava máscaras, agora na moda, dada a tal gripe, que é menos letal do que uma gripe comum, mas que está a provocar um histerismo nunca visto nos media, sobretudo aqui neste Portugal de pequeninos, aonde ainda não chagámos ás máscaras. Não deve ser um negócio rentável, se o fosse, já haveria ai um xuxa qualquer a abrir uma fábrica das ditas, e lá saía uma lei xuxialista a obrigar o uso das mesmas.

Por cá , esta teoria da "constipação", é poeira que os midia sob controle do Sócrates, nos atiram para os olhos, enquanto se vão descobrindo, mais uns gatunos. O interessante, é que todos eles estão ligados ao Sr. Silva, esse ceráfico homem de Boliqueime, que usa os dinheiros do erário publico, para concretizar um sonho da sua Maria. Visitar a Capadócia. E o povo, que se fú...

No regresso montei-me no meu cociolo, Zundapp, modelo Combinette de origem alemã, na foto, e lá fui até á concentração de motos ali em Faro. É claro que fiz um sucesso tremendo, superado apenas pela actuação dos cotas do "Europe", que se revelaram talvez na melhor das atracções do evento, a par com o Silence 4, David Fonseca.

Ainda a propósito, da descoberta de mais um gatuno, que até prova em contrário, o será sempre, e na constituição como arguido, no caso BPN, de Arlindo de Carvalho, ouvi uma coisa espantosa da boca do seu advogado, o esquerdista, João Nabais, que vai enriquecendo, a defender os corruptos da nossa praça, - acredito que o faça com grande sacrifício, pois as suas ideias politicas, são de sinal contrário ás do capitalismo gerador dos seus clientes...Y viva la coerência... - mas dizia, o Nabais, á entrada/saída, do tribunal, declarou que o seu cliente Carvalho, ex-ministro da saúde do Cavaco, foi constituído,..." arguido, coisa normal nos dias de hoje, em que qualquer um de nós o pode ser...?!?!?!?!

Espantoso. Somos dez milhões de potenciais arguidos, estamos todos metidos numa qualquer fálcatrua de desvio de dinheiros ou de encobrimento de ilegalidades, graças ás politicas socialistas, que conduziram o país a este descalabro total....somos todos, suspeitos potenciais. Menos o Sócrates. Esse não. Esse é um gajo porreiro. Continua a prometer mundos e fundos, sem ter cumprido as promessas feitas anteriormente. Depois do Magalhães, que nos vai sair bem caro, vêem os carros a pilhas...e foi o Sócrates que conseguiu esse grande feito. Não sabemos quando, nem quanto custa, mas ele já prometeu.

Pois eu cá por mim, e por ser um teso, graças á politica económica dos "xuxialistas", que nos atirou a todos para a pobreza colectiva, não vou trocar a minha Zundapp Combinette, de origem alemã, por carro nenhum a pilhas. Não tenho "caroço" para mais.... e aconselho os meus amigos, a irem lá ao palheiro e darem uma geral nos cociollos, nas motorizadas, sejam elas Zundapp, ou Casal, e pô-las a funcionar. Foram o nosso passado, são o nosso futuro.
Y viva o nacional xuxialismo. De vitória em vitória, até á bancarrota total. Obrigado Zé.

P.S. O período Cavaquista, está a tornar-se numa história, tipo Ali Bá Bá, e os 40 Ladrões.
Só que o Ali Bá Bá , é Silva.
Até quando é que o chefe, Ali Cavaco Silva, vai escapar ileso..??? Também não sabia nada...???? Será este um país de cegos????

sábado, 11 de Julho de 2009

Qual é a loira?

Cliquem, na fotografia, e descubram qual delas é a loira.


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Metodo para conversar com a cara metade, ao telemóvel, em caso de aperto.

Par não ter que aturar, a mulher ao telemóvel...é só ter amigos...


terça-feira, 7 de Julho de 2009

Os "Pastéis", são craques de grande futuro.


Treinadores : Emanuel Mesquita e Ricardo Baltazar
De Pé : João Paredes, Gonçalo Brás, Henrique Núncio, Bernardo Oliveira, Rodrigo Martins, David Barroso
Á Frente : Tomás Martins, João Santos, Pedro Marques, Rodrigo Ruxa, Sandro Martinho, André Teixeira.

E pronto. A época 2008/2009, acabou. E não podia ter acabado da melhor forma.
Os "Pastéis", das Escolas A dos Belenenses, foram a Baião, ali em cima, á direita do Porto, e ganharam o Torneio, realizado pelo Boavista, sem uma única derrota. Os Jogos aconteceram nos dias 4 e 5 de Julho de 2009.

As vitimas foram:
O Desportivo do Baião, 10x0, O Salgueiros, 4x0, O Boavista, 2x1, O Vilanovense, 6x1, e na final, o Desportivo das Aves, 5x0.

E a cereja no topo do bolo:
O Tomás Martins, foi galardoado, com o troféu de melhor marcador.
Á sua conta, meteu oito "batatas", lá nas redes das equipes adversárias.
Vejam como lhe assenta bem o troféu, o primeiro, de muitos mais que ele irá conquistar no futuro, de certeza.


Agora, vai tudo a "banhos". Férias. Bem merecidas por sinal, já que estes miúdos, estiveram dez meses a competir. Três treinos por semana, e um jogo ao sábado.

È muita "fruta", para miúdos com dez anos, mas sem trabalho, nada se consegue, e os resultados obtidos, são extremamente prometedores e pronunciam um grande futuro para estes craques da bola.

Parabéns, miúdos. Em Setembro lá estaremos.

Belém ! Belém ! Belém!

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Os "cornos" do Manuel Pinho, espelham o estado da nação socialista.

De "boutade" em "boutade", até á marrada final.
Esta imagem, vai por certo correr o mundo, e vai dar a real imagem dos parlamentares socialistas, actuais governantes portugueses.
Gente incompetente, corrupta, e com muito mau perder.
Este benfiquista de quatro costados, apoiante incondicional de LFV, ( o actual presidente golpista do SLB), já era farto em disparates, desculpando-se sempre, com espantosas prenominações afirmativas, do tipo," a crise acabou", e com a habitual arrogância dos membros do governo socialista de Sócrates, que tinham neste auto formado engenheiro, o seu maior protector, e defensor, que teimosamente mantinha este sujeito de baixo nível no governo a par de outros, incapazes, mas como são da côr, têem que lá ficar, e nós a pagar, os seus erros, os seus chorudos vencimentos e a as sua reformas milionárias, agora que foi demitido.
Mesmo que se declarem cansados e sem idade para governar, como é o caso do ministro Lino "Jamais", Sócrates, mantém esta corja de incompetentes, a desgovernarem este pobre país.
Este gesto, demonstra bem o desnorte que vai nas hostes socialistas, que ficaram com os nervos á flor da pele, após a estrondosa derrota, nas eleições para o parlamento Europeu.
Espero bem que esta se repita daqui a três meses, porque estes socialistas, são uma pandemia, pior que a gripe A.

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Futebol é usado para lavagem de dinheiro e tráfico humano, diz estudo

Uma investigação em mais de 20 países divulgada esta quarta-feira conclui que a indústria do futebol está a ser usada por quadrilhas criminosas para lavagem de dinheiro e tráfico de pessoas.

A Força-Tarefa Financeira - uma agência intergovernamental responsável por rastrear recursos provenientes do crime - afirma que a importância económica cada vez maior do futebol transformou o desporto no alvo preferencial de quadrilhas, para lavagem de dinheiro.

"O fluxo de muito dinheiro no desporto tem efeitos positivos, mas também há consequências negativas", diz o documento. "Há um risco mais alto de fraude e corrupção, dada a quantidade de recursos em jogo."

De acordo com a investigação, criminosos na procura da "legitimação" dos seus recursos ilícitos cada vez mais, compram clubes e financiam a transferência de jogadores e actividades ligadas ao sector do jogo das apostas.

A força-tarefa conclui que o futebol é especialmente atraente para quadrilhas criminosas porque a estrutura do sector facilita a entrada de recém-chegados. Segundo a investigação, há muitos envolvidos, diversos órgãos legais e muitas vezes falta profissionalismo na administração dos clubes.

Outra característica que, de acordo com os investigadores, facilita a exploração do sector por criminosos é a enorme necessidade financeira dos clubes, sempre envolvidos em transferências milionárias, nas quais a origem e o destino do dinheiro investido é pouco conhecida ou mesmo desconhecida.

Por último, o documento aponta características "culturais" do futebol, como a "vulnerabilidade" de alguns jogadores, principalmente os mais novos, a dificuldade de "perder a ilusão da inocência do desporto" com investigações profundas, e a "oportunidade de adquirir posições sociais na comunidade" de forma a ganhar credibilidade.

Além das práticas já citadas, o relatório também levanta casos em que o futebol é usado para levantar dinheiro ilicitamente, com tráfico de pessoas, corrupção, tráfico de drogas e evasão fiscal.

Os investigadores descobriram que várias técnicas de lavagem de dinheiro são usadas, como pagamento em dinheiro vivo, uso de paraísos fiscais e de terceiros e transferências internacionais. Além disso, as operações ilícitas estariam ligadas a outras redes de lavagem de dinheiro, através do sector de segurança, imóveis e apostas on line.

Nas suas conclusões, a força-tarefa sugere que os riscos de infiltração de criminosos na indústria futebolística sejam mais divulgados entre os profissionais da área e que mudanças que levem a uma maior transparência sejam implementadas no sistema de transferência de jogadores.

O relatório também recomenda uma maior colaboração intergovernamental para detectar abusos e práticas ilícitas, além de sugerir que as regulamentações da indústria do futebol sejam mais unificadas, para reduzir as diferenças em regras que atraem criminosos.

A Força-Tarefa Financeira afirma ainda que a prática de apostas pela internet no desporto merece uma investigação em separado, para que sejam levantadas possíveis irregularidades.

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Pobretes...mas alegretes...

Pobres, desmobilizados, mas, apesar disso, felizes. Somos assim, os portugueses?
No final do estudo Necessidades em Portugal - Tradição e tendências emergentes, os investigadores viram-se perante um país socialmente muito frágil, pouco capaz de se mobilizar individual e socialmente. Mas, apesar disso, com altos níveis de satisfação e felicidade.

Há dados conhecidos que o estudo confirma - os que se relacionam com níveis de desigualdades sociais ou taxas de pobreza, por exemplo. Mas Teresa Costa Pinto, socióloga do Centro de Estudos Territoriais, do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), diz que a investigação trouxe novidades: "Algumas dimensões da privação alargam--se a outros grupos que não estariam nos 20 por cento de pobres".

Cerca de um terço da população vive "um contexto de precariedade" e está preocupado "com a sua sobrevivência", indicam os resultados. A impossibilidade de pagar uma semana de férias fora, manter a casa aquecida (32,6 por cento não o conseguem) ou não usufruir da baixa médica total por razões económicas ultrapassam em muito os 20 por cento de pobres (ver texto nestas páginas).

O índice resultante do inquérito diz que 35 por cento dos portugueses têm uma privação alta ou média. Mais de metade (57 por cento) tem um orçamento familiar abaixo dos 900 euros.

Confirmam-se ainda outros dados conhecidos: o universo dos mais vulneráveis (que revelam mais sentimentos negativos) coincide com os idosos, as famílias monoparentais, os menos instruídos. Há aqui duas novidades: os mais jovens começam a enfrentar situações de vulnerabilidade; e as qualificações superiores também já não garantem emprego seguro.

Estas condições deficientes ou más coincidem com o nível de satisfação com a vida: em Portugal, ele é dos mais baixos, comparado com outros países da União Europeia. Mas o grau de satisfação (6,6 numa escala de 1 a 10) está claramente acima do ponto médio da escala, tal como o da felicidade (que chega aos 7,3 em 10).

Tais indicadores são confirmados pela predominância de sentimentos positivos, notam os investigadores (ver quadro). E completam-se com o relativo "apaziguamento" em vários outros índices, diz Teresa Costa Pinto. Exemplo: a maioria está insatisfeita com a falta de perspectivas e as condições de trabalho - 30,6 por cento desejaria mesmo mudar de emprego. Mas, entre estes últimos, 37,5 por cento confessa que não faz nada para que isso se concretize.

Do mesmo modo, 63 por cento recusa a possibilidade de emigrar. O "apaziguamento" verifica-se ainda em relação às habilitações: só uma minoria deseja voltar a estudar; muitos acham que já não têm idade (51 por cento) ou que não têm tempo (25 por cento). Só em questões relacionadas com a sociedade do conhecimento - aprender línguas, utilizar a Internet, explicar ideias por escrito, acompanhar o estudo dos filhos - a maior parte dos inquiridos revela vontade de progredir.

São os mais novos e os mais qualificados que reagem de outra maneira. "Já incorporaram a ideia de que a formação é para toda a vida", diz Teresa Costa Pinto. O que pode indiciar que por aqui se pode quebrar o círculo vicioso da falta de qualificação, emprego mal remunerado, situação de maior vulnerabilidade social, pobreza.

Somos uma sociedade pouco motivada para mudanças pessoais e colectivas, observa a responsável científica do estudo. Factor aduzido também pelos elevados níveis de desconfiança em relação aos outros (4,5 em 10; só os mais instruídos atingem os 5,2) e às instituições - governamentais, nomeadamente, que merecem pouca ou nenhuma confiança em 70 por cento dos casos. "As sociedades com baixo grau de confiança nos outros são as que se desmembram mais depressa", observa Isabel Guerra, também coordenadora científica do estudo.

Outra novidade do estudo - promovido pela Tese, Associação para o Desenvolvimento, e realizado cientificamente pelo CET/ISCTE - é o aparecimento do factor da precariedade pelo tempo de trabalho.

Em síntese, os investigadores destacam dois tipos de necessidades: as que se relacionam com o funcionamento do mercado de trabalho e das políticas sociais; e as que traduzem a incapacidade de criar o sentimento de "pertença a uma comunidade de cidadãos colectivamente responsáveis". Uma sociedade que precisa de reforçar "as dimensões mais racionais, colectivas e organizacionais" que configuram as sociedades ocidentais modernas. "É praticamente inexistente o potencial para mudar", observa Isabel Guerra.

Números e conclusões serão apresentados na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, a partir das 15h00 de hoje, por Isabel Guerra e Teresa Costa Pinto. Alfredo Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social, e o jornalista José Vítor Malheiros, do PÚBLICO, comentam os resultados, antes de o ministro Vieira da Silva encerrar a sessão.

Após o tratamento dos dados, os investigadores começaram já a segunda fase do projecto, seleccionando sete situações para estudo de caso. Entre elas estão as famílias que vivem pouco acima do limiar de pobreza, as profissões em extinção ou transição, os idosos isolados ou os adultos em transição para a reforma.
Por : António Marujo, no Publico
Foto : florliriodocampo

terça-feira, 23 de Junho de 2009

A burca "não é um sinal de religião, mas de subserviência". Diz Sarkozy

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, criticou nesta segunda-feira o uso da burca - traje usado por mulheres muçulmanas que cobre todo o corpo e só deixa os olhos à mostra - e afirmou que não há lugar para esse tipo de vestimenta na França.

Num discurso histórico, durante uma sessão especial do Parlamento em Versalhes, Sarkozy disse que o uso da burca "reduz a mulher à servidão e ameaça a sua dignidade".

Segundo Sarkozy, a burca "não é um sinal de religião, mas de subserviência" e não é "bem-vinda" na França.

O líder francês ainda demonstrou apoio à criação de uma comissão parlamentar para analisar a proibição do uso da burca em lugares públicos no país.

"Não podemos aceitar que tenhamos em nosso país mulheres presas atrás de redes, eliminadas da vida social, desprovidas de identidade", afirmou.

Apesar das declarações, Sarkozy afirmou que a França "não deve lutar uma batalhar errada" e defendeu que a religião muçulmana seja respeitada assim como todas as outras no país.

Há cerca de 5 milhões de muçulmanos na França. Em 2004, o governo proibiu o uso do véu islâmico e de outros símbolos religiosos em escolas públicas.

De acordo com a correspondente da BBC em Paris, Emma Jane Kirby, um grupo multipartidário de legisladores franceses pretende agora analisar se a opção de usar a burca é uma decisão voluntária ou se as mulheres estariam a ser forçadas, a cobrir o corpo.

Kirby afirma ainda que o grupo já pediu um inquérito especial para analisar se o uso da burca não estaria ameaçando os valores seculares na França.

O discurso de Sarkozy, possível graças a uma emenda constitucional aprovada no ano passado, foi o primeiro de um presidente francês ao Parlamento desde o século 19.

domingo, 21 de Junho de 2009

Os Indesejáveis...na TVI.

A saída do actual director-geral da TVI para uma candidatura à presidência do Benfica era considerada pelo grupo Prisa como uma boa solução para afastar José Eduardo Moniz, que se tornou incómodo para a administração da empresa, diz a edição de ontem do Expresso.

Segundo o semanário, Moniz tornou-se um problema para a Prisa devido ao salário elevado e, sobretudo, e pelo facto de a mulher, Manuela Moura Guedes, encabeçar um jornal que é hostil a Sócrates, quando a administração da Prisa é próxima de Zapatero e do PSOE.

O afastamento de Moniz implicaria o pagamento de uma indemnização milionária. Mas a candidatura à presidência do Benfica era uma forma de resolver a questão. Mesmo que perdesse, Moniz regressaria ao grupo apenas como consultor e, portanto, afastado das rédeas da TVI.

A Prisa tem uma dívida de cinco mil milhões de euros à banca e a venda da TVI seria uma solução possível para encaixe de dinheiro. Mas, diz o Expresso, o Governo de Sócrates não facilita um possível negócio enquanto a TVI incluir Manuela Moura Guedes.

Em entrevista ao PÚBLICO e à Rádio Renascença, publicada hoje, Moniz, questionado sobre o possível fim do Jornal de Sexta-feira, apresentado por Moura Guedes, respondeu de forma categórica: "Não está nos meus planos, e quem faz a grelha da TVI sou eu."

In Público

sábado, 20 de Junho de 2009

Os "heróis" da abrilada zangam-se, e começa a descobrir-se a Verdade e quem realmente são estes senhores.

Num extenso comentário enviado ao Expresso, o coronel Costa Martins disseca o livro "Do Interior da Revolução", uma longa entrevista de Vasco Lourenço a Maria Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril e editado pela Âncora. Martins acusa Lourenço:

"Em alguns casos, inventa factos; noutros - para fugir a responsabilidades, ou por ignorância - diz desconhecê-los; e em outros, manipula-os e subverte-os, chegando, por vezes, a fazê-lo de forma ridícula e até incorrendo em flagrantes contradições".

Piloto-aviador na reforma, Costa Martins também esteve envolvido no golpe de 25 de Abril, após o que foi ministro do Trabalho de todos os governos de Vasco Gonçalves. Membro dos conselhos de Estado e da Revolução, participou em muitos dos episódios referidos no livro por Vasco Lourenço, mas pertencendo a uma corrente político-militar diferente: enquanto este foi um dos operacionais do "grupo dos nove", Martins fazia parte da corrente "gonçalvista", alinhada com o PCP. Se Lourenço foi um dos vencedores do 25 de Novembro, Martins passou à clandestinidade e chegou a viver em Angola.

"Vasco Lourenço tem o direito de não entender que o mundo ultrapassa os limites do seu umbigo", escreve Costa Martins. "O que não tem é o direito de ofender tudo e todos para dar largas ao seu exacerbado egocentrismo e à sua desmedida megalomania, parecendo usá-los como capa para mascarar as suas frustrações. Nem tem o direito de denegrir o bom-nome e a honra dos seus camaradas militares, com invencionices, deturpações e manipulações de factos, mentiras e calúnias, espezinhando tudo e todos, muitas vezes dissertando sobre o que não sabe, ou não conhece, e atraiçoando a própria História do país".

Segue-se, na íntegra, o texto do coronel Costa Martins (os subtítulos são da responsabilidade do Expresso).

Uma ofensa ao 25 de Abril

* Costa Martins

No Expresso de 25-04-2009, foi publicado um artigo de José Pedro Castanheira alusivo ao livro de Vasco Lourenço, intitulado "Do Interior da Revolução" em que sou visado. À partida, senti relutância em ler o livro pelo facto de Vasco Lourenço não me merecer confiança e por estar farto das suas mentiras e calúnias. Contudo, algumas pessoas recomendaram-me que o lesse, e acabei por fazê-lo. E valeu a pena.

A entrevistadora, no contexto das perguntas e com os seus profundos conhecimentos, refere aspectos importantes da História recente de Portugal.

Vasco Lourenço, dissertando sobre tudo e sobre todos, faz declarações por vezes inéditas.

Em alguns casos inventa factos; noutros - para fugir a responsabilidades, ou por ignorância - diz desconhecê-los; e em outros, manipula-os e subverte-os, chegando, por vezes, a fazê-lo de forma ridícula e até incorrendo em flagrantes contradições.

Vasco Lourenço chega a declarar que Melo Antunes era o único que tinha um plano estratégico para o país, mas que "foi um benefício" a sua saída da Comissão Coordenadora, quando ele entrou!

E afirma a seguir que: "o mesmo se passando com a substituição de Costa Martins por Canto e Castro". Não se tratou de substituição na Comissão Coordenadora, mas sim da usurpação do meu lugar no Conselho da Revolução, "cozinhada" de forma porca e suja, que então denunciei e o Expresso publicou.

Não somos burros dispostos a comer toda a palha

Vasco Lourenço mostra a sua verdadeira personalidade, sobre a qual não posso pronunciar-me em termos clínicos porque não sou médico da especialidade; mas posso e devo fazê-lo em termos de apreciação comum, ainda que, por agora, de forma não muito aprofundada para não me alongar demasiado - apesar de haver "pano para mangas"...

Vasco Lourenço tem o direito de não entender que o mundo ultrapassa os limites do seu umbigo.

O que não tem é o direito de ofender tudo e todos para dar largas ao seu exacerbado egocentrismo e à sua desmedida megalomania, parecendo usá-los como capa para mascarar as suas frustrações.

Nem tem o direito de denegrir o bom-nome e a honra dos seus camaradas militares, com invencionices, deturpações e manipulações de factos, mentiras e calunias, espezinhando tudo e todos, muitas vezes dissertando sobre o que não sabe, ou não conhece, e atraiçoando a própria História do País.

Na voracidade dos enganos vai ao ponto de nem sequer poupar a criança, seu neto, na dedicatória que lhe fez! Toma-nos a todos como se fossemos uns burros dispostos a comer toda a palha que nos quer dar.

Certamente usando o dom da ubiquidade, esteve em todas as reuniões do MFA. Dirigiu e comandou tudo e todos, admoestou generais e pô-los em sentido. Ameaçou atirar pela janela quem se lhe opusesse, e reclamou camisa-de-forças. Vetou decisões que não lhe interessavam - ainda que, por vezes, contrariando a vontade de todos os outros. Impôs o que entendeu. Opôs-se a que existissem Generais na Junta de Salvação. Entendeu que seria ele "o comandante do 25 de Abril". Achou que os órgãos de comunicação social "tinham de estar disciplinados". E propôs-se vetar o resultado das eleições democráticas se entendesse que os eleitos eram "reaccionários"!

Com um tal democrata, para quê ditadores?

No 16 de Março

À medida que avançava na leitura do livro ia-se-me aguçando o interesse por tropeçar no capítulo em que Vasco Lourenço tivesse ordenado a Deus que se afastasse, para que fosse ele a comandar o mundo. Mas não o conseguiu.

E tudo por causa dos seus camaradas militares, porque uns são "cobardes", outros "tontos", outros "pobres diabos", outros "actores de palco", outros, "um bluff". Enfim, "uma cambada de incompetentes".

E os spinolistas? Essa "cambada de inúteis e imbecis" que "Spínola tinha à sua volta" e que só se apercebeu disso quando ele lhe chamou a atenção durante um reparo que lhe fez.

Foi por tudo isso que, logo no dia 16 de Março - já nos Açores - "sem saber exactamente o que se estava a passar" chamou "montes de nomes à malta do Movimento. Estúpidos. Deitaram tudo a perder! "

Não fora a contenção imposta pelo seu profundo sentimento de camaradagem - que sempre alardeou - e teria muito mais epítetos para qualificar toda essa cambada de incompetentes, de inúteis e imbecis, estúpidos, tontos, cobardes, pobres diabos, actores de palco, bluffs, que, em vez de o ajudarem só o atrapalharam!

E foi por causa deles que não conseguiu afastar Deus e tomar o comando do mundo! Mas, também se o tivesse conseguido, não tinha tido a possibilidade de, no 25 de Abril, nos Açores, apelar ao Aspirante Ramos para que rezasse!

Isto, à cautela, não fosse o diabo tecê-las, porque apesar de ter deixado tudo preparado e todas as ordens dadas a todos antes de embarcar para os Açores, o Otelo podia não as ter entendido e resolver usurpar-lhe o palco - que era seu, exclusivamente seu!

No 25 de Abril

Já os fascistas, também estúpidos e incompetentes, nem discorreram que, se em vez de o terem mandado para os Açores em princípios de Março o tivessem feito alguns dias antes, não tinha havido 25 de Abril!

E a coisa que não lhes perdoa "foi o impedirem que estivesse aqui no 25 de Abril" - embora confesse que sempre esteve disposto a seguir!

A fls. 187 do livro, a propósito da sua ida para os Açores, faz mesmo a seguinte declaração: "Está bem. Eu embarco. Já fizemos o que tínhamos a fazer, aliás, eu sempre estive disposto a seguir"!

Se em vez de sempre ter estado disposto a seguir, tivesse tido a determinação de ficar e a coragem de enfrentar o regime recusando-se a embarcar, teria cá estado no 25 de Abril. Mas preferiu o pseudo rapto, para show off e como forma de fugir às responsabilidades, "empurrando-as" para cima de outros, em vez de as assumir.

Até porque, pouco tempo antes, um Capitão do Estado-Maior da Força Aérea, a quem fora imposta uma deportação, recusou-se a embarcar e, mesmo sem ter atirado indivíduos pelas janelas nem reclamado camisa-de-forças, ficou cá e participou activamente no 25 de Abril! Contudo, melhor fora que esse "tonto" não tivesse cá ficado.

Então não é que ele, "incapaz de perceber o seu Princípio de Peter", no 25 de Abril ia deitando tudo a perder com a emissão de um NOTAM determinando o encerramento do espaço aéreo português, o que fez com que Vasco Lourenço se visse impedido de regressar de imediato a Lisboa para estar "aqui no Continente, no centro dos acontecimentos" - no palco! Crime de "lesa-majestade" que nunca mais lhe perdoou.

Contudo, se tivesse recusado seguir para os Açores, Vasco Lourenço, não teria sabido que, "afinal [tinha] uma importância doida" - apesar de não ter sido nessa altura que pediu uma camisa-de-forças - só se tendo apercebido disso quando, no seu embarque, se deparou no Aeroporto com os "pides, com aqueles carimbos todos da PIDE, gabardina, óculos escuros, ar sinistro"..."pides por todo o lado"..."tantos!"

Mas não foi só em relação à ida para os Açores que, em matéria de fuga às responsabilidades em momentos sérios e difíceis, Vasco Lourenço esqueceu a sua tão exibida frontalidade e procurou fugir às responsabilidades.

No PREC

No Verão de 1975, a dada altura houve reuniões do CR, no Alfeite, em dias sucessivos. Numa dessas reuniões, para me atacar, fez acusações graves relativamente a dois processos que corriam no Ministério do Trabalho.

Não podendo exibir elementos, por não os ter naquele momento, limitei-me a manifestar profunda estranheza.

No dia seguinte levei os respectivos dossiers à reunião e provei ser mentira tudo quanto Vasco Lourenço propalara na véspera.

Por não estar disposto a tolerar calunias, dirigi-me ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República, que participavam da reunião, e apresentei a minha demissão - que o Expresso noticiou. E sugeri a nomeação de Vasco Lourenço para me substituir como Ministro do Trabalho. Porque o cargo não era "pêra doce", encolheu-se e esquivou-se a aceitar tais responsabilidades.

Na sequência de insistentes solicitações do PR e do PM para que eu permanecesse em funções, acabei por aceitar, mas deixei bem claro que não admitiria críticas levianas e assentes em falsidades, para mais vindas de quem mostrava incapacidade para desempenhar as funções e assumir as inerentes responsabilidades.

Também, mais tarde, no dia 25 de Novembro, quando o confrontei com as vergonhosas calúnias que propalara na entrevista publicada no República em 20-11-75, relativas à Cabala do "Dia do Salário, mais uma vez mentindo procurou fugir às suas responsabilidades, declarando que não tinha dito "nada daquilo", que fora tudo invenções dos jornalistas e que iria fazer o desmentido no dia seguinte. Nunca cumpriu, nem nunca se retratou!

No 25 de Novembro

Com todo o seu heroísmo, no 25 de Novembro, em vez de ter assumido as suas responsabilidades, indo para o Comando da Região Militar de Lisboa, da qual era o comandante, "[deu] instruções a Ramalho Eanes para ir para a Amadora", e resolveu ficar em Belém" debaixo das asas do PR - não fosse, desta vez, o diabo tecê-las, para mais com a agravante de não ter à mão o Aspirante Ramos para rezar.

Mas há cerca de um ano teve o descaramento de declarar que no dia 25 de Novembro nunca me viu em Belém, apesar de se ter encontrado comigo nas duas vezes em que lá fui reunir-me com o PR, precisamente a propósito do 25 de Novembro! No livro faz a seguinte surpreendente declaração: "Eu ainda hoje não percebi qual foi a actuação do Costa Martins". Assim sendo, tem falado à toa, de forma irresponsável e inconsciente, quando sobre ela se tem pronunciado; para mais, fazendo-o geralmente à base de mentiras e calúnias!

Aliás, para que Vasco Lourenço pudesse "perceber qual foi a minha actuação" teria de saber primeiro, o que verdadeiramente, esteve por trás do 25 de Novembro, por trás da sua azáfama, do "levar e trazer", do "diz que disse" e das tarefas sujas a que se prestou, mentindo e caluniando camaradas que, de boa fé, o consideravam amigo.

É óbvio que eu - tal como a esmagadora maioria da população - não estava de acordo com os crescentes desmandos com que, no dia a dia, éramos confrontados, nem com o desnorte existente no País. Mas sabia que o que estava em causa não era o apregoado. E sempre estive contra a destruição dos Valores e Princípios Éticos, imprescindíveis ao relacionamento dos cidadãos na "prometida sociedade de rosto humano."

O exibicionismo da megalomania

Vasco Lourenço, na ânsia da sua desmedida ambição, parece ter corrido atrás de miragens acenadas por "aladinos" - qual coelho correndo atrás das cenouras - mas que, a final, em matéria de concretização se confinaram a duas efémeras estrelas, rapidamente apagadas quando os seus "brilhantes serviços" deixaram de "ter aproveitamento".

E de pouco lhe serviu ter ido sentar-se na cadeira do Primeiro-Ministro, em São Bento, num dia em que o Governo reuniu em Belém.

Parece serem essas as causas das suas incontidas frustrações bem espelhadas no livro, ainda que aparentemente camufladas pelo exibicionismo da sua megalomania e pela linguagem deselegante, grosseira e por vezes ofensiva, com que se refere a camaradas e se dirige publicamente a entidades respeitáveis, inclusivamente ao próprio Presidente da República, pensando que, assim, parece importante!

*Costa Martins
Coronel piloto aviador, na reforma; ex-ministro do Trabalho dos II, III, IV e V Governos Provisórios; ex-membro da Comissão Coordenadora do MFA, do Conselho de Estado, do Conselho da Revolução e do Conselho dos Vinte.

Por : José Pedro Castanheira, no Expresso

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Os deputados são ignorantes...isso já toda a gente sabe.

Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal (BdP), considerou que os deputados da Comissão de Inquérito parlamentar falam com "ignorância" dos factos relacionados com a supervisão, designadamente ao confundirem "situação líquida, com liquidez". Em resposta ao deputado do PP, Nuno Melo, com quem manteve um diálogo aceso durante duas horas, aquando do inquérito parlamentar ao líder do Banco de Portugal, este disse:

"É a sua ignorância" ter feito a "campanha [eleitoral para as europeias] a papaguear os 2,5 mil milhões [os fundos que o Estado já injectou no BPN]. Nuno Melo reagiu:

"O sr. governador pode baixar o nível ao vir à Comissão de Inquérito chamar ignorantes aos deputados", mas isso "é consigo".

Constâncio disse que "não se tratava de uma ofensa" pois estão em causa matérias relacionadas com a supervisão financeira. Melo sublinhou:

"O sr. Governador é que é o inteligente da companhia."

"Há momentos em que fico muito satisfeito por não ser advogado", afirmou Vítor Constâncio, contestando "a verborreia" usada no quadro da Comissão de Inquérito parlamentar à supervisão do BPN.

Este diálogo, é bem demonstrativo de como se faz politiquice neste pobre País. Os deputados, eleitos pelos partidos, vão para a Assembleia da Republica, defender, não os interesses do povo, da nação, mas os interesses das grandes companhias empresariais, formando lobbies, fazendo leis por encomenda, e comportando-se como claque organizada, defendendo clubisticamente os seus partidos e patrões.

São na sua maioria, advogados, com discurso de vendedores de carros em segunda mão. Mentem, forjam casos, insultam-se uns aos outros, pensam que são importantes. E levam chorudas remunerações para casa, além das luvas que os lobistas lhes dão por baixo dos panos.

São estes os políticos que temos, são estes os deputados que elegemos, portanto, não há que esperar grande obra destes senhores.

Atentem no Sócrates, depois da derrota nas Europeias...mansinho, calmo, todo ele humildade.

Cínico, e mentiroso, são geitos que o berço lhe deu, e nunca irá mudar de facto.
Agora, até ás próximas eleições, vai ser todo falinhas mansas, e vai prometer, mundos e fundos, que nunca irá cumprir.

Este governo, e o PS, em particular, está em guerra aberta contra o resto do País.

A tal esquerda democrática, é igual ás outras...e os resultados, estão à vista.

Fome, desemprego, censura, e descrédito,...




segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Os Heróis da "chincha",de amanhã.

Emanuel Mesquita,
David, Rodrigo, Sandro, Tomás, Gonçalo
Luis, Bernardo, Joãozinho, Pedro, André, e Ruxa.
Faltam nesta fotografia, o Diogo Calila e o João Paredes, que com a sua contribuição, também ajudaram, e muito.Um grande abraço para os dois.
Reparem ainda, o ar de desilusão,do jogador do benfica, no lado direito, por não poder fazer parte da equipe dos Azuis de Belém

Porque a mim me toca, a dobrar, este é um assunto, que não posso deixar de lucubrar.

Se há dois anos me dissessem que hoje, estaria envolvido neste fantástico mundo novo da descoberta das potencialidades futebolísticas dos "Kaninas", eu rir-me-ia na cara de quem tal me estivesse a sugerir. Mas de facto aqui estou, semana após semana, treino após treino, jogo após jogo, cada vez mais mergulhado, cada vez mais inebriado, com o perfume do futebol dos mais novos. Como diria o Pedro Brás, deixem-me babar...

Daí a foto acima. A equipe, das Escolas A do Belenenses, carinhosa e competentemente liderada pelo Mister Emanuel Mesquita, fez todos os jogos, do campeonato distrital de Lisboa, sem perder um único jogo. E foram muitos. Acabou depois por claudicar na fase final, frente ao Sporting, e ao Benfica, cada um com "truques", e trunfos, que não estão ao alcance do clube da Cruz de Cristo.

Mas, isso são contas de outro rosário. Aqui, quero deixar, para a posteridade, a imagem de vencedores, com um futuro enorme dos nossos queridos "Pastéis de Belém".

Ano após ano, surgem novos craques no futebol português. Olhando só para as últimas duas décadas, tivemos a fase de virtuosos como Rui Costa e João Pinto, de médios tacticamente perfeitos como Paulo Sousa, de extremos desequilibradores como Luís Figo.

Houve também centrais fortes como Fernando Couto e Jorge Costa, antes de uma nova fornada de jogadores de ala, como Simão, Quaresma, Nani, e a cereja de ouro no topo do bolo.O melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo de seu nome.

E como são os novos craques?

Uns são avançados (como o benfiquista Nélson Oliveira e o sportinguista Wilson Eduardo), outros médios (como os portistas Diogo Viana e Josué, o benfiquista David Simão e o sportinguista Diogo Rosado). Todos têm em comum o facto de fazerem habitualmente parte das convocatórias da selecção sub-19.

São jovens com 18 e 19 anos, quase no fim do processo de formação e prestes a entrar na luta por um lugar nas equipas principais. Muitos deles já têm contratos profissionais, ganhando salários que podem atingir os dois mil euros mensais. Jogadores como Diogo Rosado e Wilson Eduardo têm mesmo cláusulas de rescisão de 20 milhões de euros, sendo já representados por empresários, como o israelita Pini Zahavi.

Como tantos outros no passado, muitos destes jovens deixaram a casa dos pais bem cedo.

Nélson Oliveira viajou de Barcelos para Lisboa, de modo a jogar pelo Benfica. A aventura deste avançado de futuro começou no Santa Maria (de Barcelos), prosseguiu no Grupo Bairro da Misericórdia e no Sporting de Braga. Foi aí que, aos 14 anos, despertou o interesse dos "grandes". Foi cobiçado por FC Porto, Sporting e até Chelsea. Preferiu o Benfica, o clube do coração, com o qual já tem contrato profissional e onde já foi chamado à equipa principal por Quique Flores.

David Simão é outro dos artistas na Luz, embora quem lhe aponte qualidades também recorde que ainda lhe falta algo na disciplina táctica e na entrega ao jogo. Mas o talento deste canhoto já lhe valeu a assinatura de um contrato profissional e a cobiça de grandes clubes europeus.

Diogo Rosado também já trabalhou com Paulo Bento na equipa principal do Sporting e aspira a integrar o plantel sénior. Aos 11 anos, deixou Peniche e mudou-se para Alcochete, onde é comparado a Guti, jogador do Real Madrid. Foi dele o golo que deu ao Sporting o título de campeão nacional de juniores na época passada.

Alguns têm mesmo histórias cruzadas. Wilson Eduardo, que é uma espécie de Liedson dos juniores do Sporting, jogou primeiro no FC Porto, mas mudou-se para Lisboa com a mãe e o irmão, transferindo-se para o Sporting.

Diogo Viana fez o caminho inverso. Natural de Lagos e atleta do Grupo Desportivo do Burgau, aos 11 anos foi convidado pelo Sporting, clube que o conservou durante sete anos (ao serviço dos "leões" foi campeão sub-17 e sub-19).

Paulo Sousa, recém-estreado na selecção de sub-16, deu por ele em 2005 e o FC Porto quis que o goleador, fã de Ricardo Quaresma, fosse englobado no negócio de Hélder Postiga para Alvalade. Jesualdo Ferreira lançou-o na Taça da Liga contra o Vitória de Setúbal, ao mesmo tempo que Josué, outra das pérolas do Dragão, já com contrato profissional.

Dinis também se separou da família cedo, aos 14 anos. Tinha começado no atletismo com oito anos e passara toda a sua vida em Monção. O Vitória de Guimarães recrutou-o, pagou casa, roupa e comida e apostou num atleta em bruto, moldando-o passo a passo. Dois anos depois, surgiu com naturalidade a estreia na selecção.

Curiosamente seria Paulo Sousa o responsável pela convocatória para os sub-16. "Não me lembro muito de o ver jogar", confessou Dinis, que, aos 19 anos, é apontado como exemplo no posicionamento em campo. Tem Pirlo como ídolo e tem na qualidade de passe e no porte físico as principais armas.

Em Guimarães, mora também Lucas, um "carioca" que chegou a Portugal com 11 anos. Trata-se de um ponta de lança de área como há poucos em Portugal. Muito bom no jogo aéreo, Lucas Klysman destaca-se pela entrega e pela coragem na hora "H".

Fonte:Nelson Garrido, Publico

Guerra de Gangues, chega a Cascais

Morte de jovem do bairro da Torre reacende 'guerra' com grupo rival do bairro Cruz Vermelha, em Cascais. Moradores têm medo dos conflitos constantes.

"Estes rapazes não brincam em serviço." As palavras, que espelham medo mas também indignação, reflectem o estado de espírito dos moradores do bairro social da Cruz Vermelha, em Cascais.

"Eles andam zangados com os rapazes do bairro da Torre há uns anos, mas nós não sabemos as razões", explica outro morador, em jeito de desabafo.

"São aquelas coisas dos rapazes de agora... Mas nós também não falamos muito sobre isto senão amanhã temos os nossos carros apedrejados..."

As explicações, dadas sempre no anonimato, são ditas por entre uma imperial e outra, num café em pleno domingo de sol, por um grupo de idosos da Cruz Vermelha.

"Estes rapazes têm armas e ameaçam-se uns aos outros. Lembro-me daquela história em que o filho da Madalena foi ameaçado com uma catana!"

Na manhã de sábado, um jovem, do "gangue" rival do bairro da Torre, foi perseguido na estação de Cascais e acabou por morrer electrocutado ao tentar fugir dos "rivais".

"São guerras sem razões. Embirrações porque aquele tem uma roupa mais gira do que a do outro... Ou porque um olhou para a namorada do outro...", explica uma jovem de 18 anos, nascida e criada no bairro da Torre, onde agora se vivem momentos de dor.

Sem rostos e sem nomes, a verdade lá vai escorrendo pelas conversas nas ruas e cafés destes dois bairros.

"Não sei porque nos metemos uns com os outros...", diz David, 17 anos, do bairro da Cruz Vermelha.
"Mas isto é triste, até porque agora faleceu um rapaz, coitado... E amanhã podem vir aqui ao nosso bairro pedir contas e fazerem-me mal a mim, que estava no comboio naquele dia mas saí em Oeiras, não vi nada do que se passou em Cascais."

O medo parece estar instalado neste bairro onde alegadamente se encontram os cerca de 20 rapazes que ameaçaram a vítima mortal da Torre. Medo de sofrer as represálias.

Isto porque a mágoa do bairro da Torre também já começa a dar lugar à raiva.

"Pode escrever que no sábado morreu um, mas amanhã vão morrer dois na Cruz Vermelha", diz um rapaz, claramente revoltado e amigo do jovem que morreu.

"Isto assim não acaba nunca. Vêm aqui agora, depois vamos lá nós, depois eles voltam e passamos a vida nisto", desabafa Ricky, morador do bairro da Cruz Vermelha.

Mas David relativiza:

"Por enquanto ainda ando tranquilo aqui pelas ruas do meu bairro. Mas vamos ver..."

Filipa Ambrósio de Sousa,in DN
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sábado, 13 de Junho de 2009

As mil e uma noites do sexo conjugal




Entre biberões e fraldas para mudar, correrias constantes, carreiras competitivas e dificuldades financeiras em tempos de crise, na vida a dois há, repetidamente, um elo mais fraco: a vida sexual. E se um dia, para contrariar a monotonia instalada, a sua companheira lhe fizesse a seguinte proposta: "Querido, o que achas se nos próximos 12 meses fizermos sexo todos os dias?".

A ideia parece tentadora. Afinal, qual é o homem que nunca sonhou em ter um festim sexual todas as noites, sem as habituais desculpas do cansaço ou das dores de cabeça? Por isso mesmo, Brad Muller aceitou prontamente o desafio lançado pela esposa, Charla, como prenda do seu 40º aniversário. Embora sem grandes pormenores mais íntimos, a experiência acabou publicada no livro "365 Nights" ("365 Noites"). A ideia repete-se na televisão, em casa de Lynette e Tom da série "Donas de Casa Desesperadas", e já há outros casais norte-americanos a tentarem a proeza.

É o caso de Annie e Douglas Brown, que publicaram há um ano o livro "Just Do It", onde relatam de forma bem menos discreta a sua maratona sexual de 101 dias. Sem desculpas - nem mesmo por causa de constipações ou viagens de trabalho - o casal cumpriu à regra o acordo estipulado para salvar um casamento mergulhado na monotonia. As suas descrições fazem qualquer leitor sentir-se parte integrante da vida íntima do casal: desde fins-de-semana românticos, brinquedos sexuais para apimentar o clima de sedução e encontros furtivos em pensões baratas, foi o vale tudo para estimular uma vida sexual há muito cinzenta.

Mas enganem-se os que pensam que esta a ideia é um mar de rosas. Numa entrevista a um jornal norte-americano, Douglas Brown confessou que muitas vezes se sentia "a cumprir uma responsabilidade a que não podia falhar, como se fosse uma reunião de trabalho". No caso dos Muller, Charla chega mesmo a dizer que, por volta do décimo mês, "era como uma cruz que tinha de carregar em segredo". Findas as maratonas sexuais auto-impostas, ambos os casais dizem que o saldo foi positivo, mas a vontade de voltar à acção só regressou um bom tempo depois.

Fica a pergunta: Afinal sexo combinado é, ou não é, uma ideia fabulosa? Não. Quem o diz é o sexólogo português Francisco Allen Gomes, que garante: "Não há ninguém cujo imaginário erótico englobe relações sexuais agendadas. Mais do que um disparate, é uma impossibilidade". Até mesmo fisicamente "há limitações", uma vez que "com o avançar da idade é difícil os homens entusiasmarem-se com a perspectiva de sexo todos os dias".

Opinião partilhada por Julio Machado Vaz, que desfaz o mito:

"Não é porque estão mais tempo na cama ou no tapete em frente à lareira que os casais passam a entender-se melhor". Resumindo, "mais quantidade não significa mais qualidade" e ambos os especialistas em sexo relembram que a vida conjugal " é cada vez mais difícil devido aos nossos ritmos de vida", instalando-se "verdadeiros desertos" entre marido e mulher.

A chegada de um filho marca, em muitos casos, a primeira quebra sexual na vida conjugal. "A mulher passa a ter um estatuto muito mais forte do que o social, o profissional ou o conjugal. Passa a ser primeiro um corpo de mãe e não de amante", explica Allen Gomes, cujos jovens casais que lhe pedem ajuda muitas vezes já nem têm qualquer contacto físico:

"Associada à diminuição da actividade sexual, estão também coisas tão simples como os carinhos porque as pessoas têm medo de dar mensagens erradas. Ele quer abraçá-la, mas receia que ela pense que ele quer mais alguma coisa. Ela tem vontade de o beijar, mas não quer dar azo a que as coisas evoluam para algo mais íntimo".

A falta de comunicação é um dos maiores problemas. Por isso mesmo, os dois sexólogos resumem os conselhos não a maratonas sexuais agendadas, mas sim a uma única palavra: dialogar.

"Façam-no espontaneamente, por exemplo, no trânsito ou num passeio, sem a ansiedade e os mecanismos de defesa impostos pela expressão: temos de ter uma conversa", propõe Allen Gomes.

Já Júlio Machado Vaz fala da "importância de continuar a namorar" e lembra que na vida conjugal "o erotismo está no romantismo e não no sexo puro e duro".

"Felizmente o sexo é muito mais do que o coito. Aquilo que nós deprimentemente chamamos de preliminares é de extrema intimidade. Um beijo apaixonado faz a diferença".

Tal como um dia o cantor Sting descreveu, fazer amor pode durar um dia inteiro, desde a hora em que se dá um beijo de bom dia, a sair para jantar e ir ao cinema, até ao momento em que os dois corpos se encontram, por fim, debaixo dos lençóis. Os dois sexólogos portugueses concordam. E recomendam.

Paula Cosme Pinto, na Única, Expresso

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Twitpocalypse...o passarinho, vai morrer.

Na foto aqui ao lado, aparece um passarinho intermitente, nos últimos momentos de vida.

A figura que celebrizou o Twitter assim caída, prenuncia aquele que é um dos maiores rumores na internet neste momento: dá pelo nome de "Twitpocalypse" e reza que a rede social do momento vai ser desactivada sábado, 13 de Junho, de manhã - a hora certa vai-se alterando e tanto pode ser às 8h41 da manhã, como às 10h23.

O site é da autoria da empresa de comunicações móveis WhereCloud, que adianta que a data tem tudo para cumprir as profecias não realizadas do "Bug do Milénio". Segundo os responsáveis, quando as mensagens no Twitter atingirem a aparentemente aleatória quantia de 2.147.483.647, o site pura e simplesmente sai da web.

Em sede própria, no Twitter, a discussão assinalada com o código #twitpocalypse tem mais de divertido do que alarmante. "Qual será a sua última twittada?", perguntava uma utilizadora brasileira há umas horas?

Criado em 2006, a rede social continua a ser gerida por uma pequena empresa em São Francisco, na Califórnia. Apesar de não serem fornecidos dados oficiais sobre a adesão ao site, o observatório Nielsen.com apresentou-o como o terceiro site com mais sucesso no primeiro trimestre de 2009. Os membros andarão nos cinco milhões.

Sendo gratuito e não suportando qualquer tipo de publicidade, os analistas descrevem a situação do "micro-blogging", de que o Twitter é pioneiro, como pouco sustentável. Daí haver já quem veja o “Twitpocalypse” como golpe de marketing.

Por via das dúvidas, como alerta o site da profecia, o fim avança a 198 tweets por segundo, "não marque férias para a data".

por Marta F. Reis, no I

quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Cristiano Ronaldo, o mais caro de sempre

Cristiano Ronaldo é o protagonista da transferência mais cara do futebol mundial, depois do Real Madrid ter concordado pagar 93 milhões de euros ao Manchester.

O clube espanhol figura nas quatro primeiras posições do "ranking" de transferências, onde aparece outro português, Luís Figo, que, em 2000, trocou o Barcelona (61 milhões de euros).

O anterior recorde a Zinedine Zidane, que, em 2001, se transferiu dos italianos da Juventus para o Real Madrid por 75 milhões de euros.

O Sporting Clube de Portugal, irá receber uma precentagem desta transferência, dado que foi nas escolas deste clube, que Cristiano se formou. Aliás, o 4º classificado na lista, que abaixo publico, Figo, é igualmente um produto da cantera do clube do Leão.

Eis as 10 transferências mais caras de sempre:

1.º Cristiano Ronaldo - do Manchester para o Real Madrid (2009) - 93 milhões de euros
2.º Zinedine Zidane - da Juventus para Real Madrid (2000) - 76 milhões de euros.
3.º Kaká - do AC Milan para o Real Madrid (2009) - 65 milhões de euros.
4.º Luís Figo - do Barcelona para o Real Madrid (2000) - 61 milhões de euros.
5.º Hernán Crespo - do Parma para a Lazio (2000) - 56 milhões de euros.
6.º Gaizka Mendieta - do Valencia para a Lazio Roma (2001) - 48 milhões de euros.
7.º Rio Ferdinand - do Leeds United para o Manchester United (2002) - 47 milhões de euros.
8.º Andrei Shevchenko - do AC Milan para o Chelsea (2006) - 46 milhões de euros.
9.º Juan Sebastian Veron - da Lázio para o Manchester United (2001) - 46 milhões de euros.
10.º Ronaldo - do Inter Milão para Real Madrid (2002) - 45 milhões de euros.

Atentemos agora á bio, do menino da Madeira:

Nome: Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro
Data de nascimento: 05/02/1985 (24 anos)
Naturalidade: Madeira
Nacionalidade: Portugal
Altura:1,84 metros
Peso: 75 Kg
Clubes: Andorinha, Nacional, Sporting Clube de Portugal, Manchester United, Real Madrid

Palmarés:

Liga dos Campeões(2008)
Campeonato de Inglaterra (2007, 2008, 2009)
Taça de Inglaterra (2004)
Taça da Liga Inglesa (2006, 2009)
Campeonato do Mundo de Clubes (2008)
Community Shield (2007)

Distinções:

Bravo Award 2004
Jovem jogador do Ano FIFPro (2004/2005 e 2005/2006)
Jogador Jovem do Mundial'2006
Melhor jogador jovem da Liga Inglesa (2005/06 e 2006/07)
Melhor jogador da Liga Inglesa (2006/07 e 2007/08)
Bota de Ouro Barclays 2007/08 (Melhor marcador da Liga inglesa)
Melhor jogador da Liga dos Campeões 2007/2008
Melhor avançado da Liga dos Campeões 2007/2008
Bota de Ouro 2007/08
Jogador 2007/08 FIFPro
Bola de Ouro 2008
Jogador FIFA 2008
Prémio Artur Agostinho Record 2008

É de tirar o folgo.
Força Ronaldo.

Fonte: O Record

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Beber vinho tinto dá mais cinco anos de vida




Boas notícias para o sexo masculino: os homens que beberem vinho tinto – com moderação – podem prolongar a sua vida por uma média de cinco anos, ao mesmo tempo que reduzem os riscos de ataque cardíaco.

A conclusão é de um estudo da universidade de Wageningen, na Holanda, cujos resultados foram publicados no Journal of Epidemiology and Community. Os investigadores analisaram o estilo de vida e consumo de álcool de 1373 homens nascidos entre 1900 e 1920, cuja saúde foi seguida entre 1960 e 2000.

Através dos dados recolhidos, descobriram que se o consumo diário não ultrapassar os 20 gramas de qualquer tipo de bebida alcoólica, os homens conseguem prolongar a sua vida em mais dois anos, relativamente aos que não consomem álcool.

Outra descoberta importante foi que os indivíduos do sexo masculino que bebem apenas vinho, sobretudo tinto, e menos de meio copo por dia, vivem em média mais dois anos e meio dos que bebem cerveja e mais cinco anos do que os abstémios.

La grand bouff ... europeia !?!?...BASTA !

Mantive-me em elucubração, durante o período eleitoral, e as eleições pró tal parlamento europeu.
Foi espantástico. Conseguiram moer-me o juízo, mesmo sem eu ter prestado muita atenção, não consegui perceber nada de nada.
Parlamento Eurupeu?! Qué isso?!Constituição Europeia?!Qué isso?!
Ninguém falou disso...
Em contrapartida, adorei as peixeiradas, - que me desculpem as ditas peixeiras, essas, sim, mulheres de trabalho, - que as madames dos partidos mantiveram via tvs...em especial, aquela senhora professora, da CDU, Ilda de seu nome, a outra loura, muita xiraaa, professora também do PS, Estrela qualquer coisa, e a insuperável multi candidata, ás Europeias e ás autárquicas, com o dinheiro do PS, que se dá pelo nome de Maria Elisa...um fartote...uma vergonha...um circo.
Seria para rir, se não fossem os nossos impostos a custear esta fita de mau gosto. Dois milhões, só para o chuxialismo á Portuguêsa... e o Zé, o Xócrates, diz que vai continuar a malhar na malta... que não se desvia um centímetro, na peugada do Zé Povinho....é este que tem que pagar a crise...Até quando???
Depois foi o delírio...derrotados???... quem????....nós..????..nada disso. Fazem rewind e play a mesma cassete, que oiço há trinta e muitos - demais - anos, convencidos que enganam todos. Coitados...a inteligência, se é que a têem, não chega para tudo.
Quatorze anos de governo chuxilaista...o Pais destroçado, o Povo enganado, e o Dias Loureiro, têso...coitadinho...nem um alfinete de peito tem em nome dele. Pobrezito...
Será coincidência, mas é estranho "pra cacete", - diriam os zucas, ali abaixo do Equador, - todos os envolvidos no caso do gamanço do BPP, foram, são, homens de confiança do Silva...que também, diga-se em abona da verdade, se fartou de perder dinheiro com o tal BPP, vulgo: Bando de Piratas Portugueses.
O que mais nos irá acontecer.

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Obama no Egipto. Momento, e discurso histórico.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sugeriu em discurso nesta quinta-feira no Cairo "um novo começo" entre os Estados Unidos e os muçulmanos de todo o mundo, e afirmou que "o ciclo de suspeitas e discórdia precisa terminar".

Obama, afirmou ainda, que os Estados Unidos "não estão nem nunca estarão" em guerra contra o Islão, mas advertiu que o seu país fará de tudo para enfrentar extremistas que representem uma ameaça à segurança do país.

Ao fim de seu discurso na Universidade do Cairo, na capital egípcia, o presidente americano foi ovacionado pela platéia, composta por cerca de três mil pessoas. O evento já era esperado como o ponto alto de seu giro pelo Oriente Médio, que tem o objectivo de tentar reduzir as tensões entre seu país e os países árabes ou islâmicos.

"Venho aqui para construir um novo relacionamento, entre os Estados Unidos e os muçulmanos em todo o mundo; um começo baseado em interesses e respeito mútuos; um começo baseado na verdade de que os Estados Unidos e o Islão não são únicos; e de que não precisam competir entre si. Pelo contrário, eles se sobrepõem e dividem princípios comuns - princípios de Justiça e progresso, tolerância e dignidade de todos os seres humanos", afirmou Obama no seu discurso.

Obama disse que as tensões que marcam as actuais relações entre os Estados Unidos e os muçulmanos em todo o mundo "estão enraizadas em forças históricas que vão além de qualquer debate político actual" e que são exploradas por uma minoria de muçulmanos extremistas.

"Enquanto nossas relações forem definidas por nossas diferenças, vamos fortalecer aqueles que semeiam o ódio no lugar da paz e que promovem o conflito no lugar da cooperação que poderia ajudar todos os nossos povos alcançarem a Justiça e a prosperidade. Este ciclo de suspeitas e discórdia precisa acabar", afirmou.

O presidente tocou em áreas sensíveis para o Oriente Médio. Na questão entre israelenses e palestinos, por exemplo, adotou palavras duras para ambos os lados.

Obama disse que os laços entre Israel e os EUA são "inquebráveis" e que os palestinianos "devem abandonar a violência". "A resistência por violência e mortes é errada", afirmou.

Por outro lado, Obama disse que "a situação para o povo palestino é intolerável". "Os israelitas devem reconhecer que da mesma maneira que não se pode negar a Israel o direito de existir, tampouco se pode aos palestinianos."

Na questão dos assentamentos israelitas da Cisjordânia, Obama disse que "não pode haver progresso em direcção à paz sem interromper essa construç

Também se pronunciou sobre a questão nuclear iraniana. Defendeu o direito do Irão à energia nuclear para fins pacíficos.

"Nenhuma nação pode sozinha indicar e escolher que nações podem deter capacidade nuclear", disse. Mas advertiu que não deve haver uma corrida nuclear no Oriente Médio.

Antes do discurso, o mais importante líder religioso do Irão, aiatolá Ali Khamenei, disse que os Estados Unidos são "profundamente odiados" na região.

Sobre democracia, Barack Obama afirmou que "a América não pressupõe saber o que é melhor para todo mundo".

"Nenhum sistema de governo pode ou deve ser imposto sobre uma nação por outra."

Sobre os direitos das direitos das mulheres:

"Nossas filhas podem contribuir para a sociedade tanto quanto nossos filhos".

Segundo Obama,a sua convicção de que os Estados Unidos e o mundo islâmico podem viver em harmonia advém de sua experiência pessoal, como descendente de uma família queniana que incluía gerações de muçulmanos, e do facto de ter passado parte da infância na Indonésia, o maior país islâmico do mundo.

Citando um trecho do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, o presidente americano declarou reconhecer que não é possível haver uma mudança nas relações do dia para a noite, mas prometeu fazer esforços para o diálogo e o respeito mútuo.

O presidente americano - que já se tinha reunido de manhã com o presidente egípcio, Hosni Mubarak - comentou que durante sua passagem pela Turquia deixou claro que "os Estados Unidos não estão - nem nunca estarão - em guerra contra o Islão".

Mas que o país confrontará sem descanso "os extremistas que representam uma ameaça grave à nossa própria segurança".

Obama afirmou ver como parte de suas responsabilidades como presidente dos Estados Unidos "a luta contra estereótipos negativos do Islão em qualquer lugar onde eles apareçam", mas advertiu de que "os mesmos princípios devem ser aplicados para as percepções dos muçulmanos sobre os Estados Unidos".

A procissão ainda vai no adro, mas não deixa de ser encorajador, mas sobretudo um elemento de esperança, para a pacificação do Médio Oriente.

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Continua a campanha negra...na BBC ?!?!?

Não, não se trata de nenhuma nova força da oposição. No site da BBC, onde se traça o perfil de cada país do mundo, é afirmado que o Governo se José Sócrates reduziu o défice orçamental graças à redução de pensões, aumento da idade de reforma e retirando benefícios aos funcionários públicos.

Segundo a BBC, o governo de Sócrates - empossado em 2005 depois de conseguir a primeira maioria absoluta para os socialistas - “traçou a sua pioridade em reanimar a economia – que se encontrava há anos quase na cauda das tabelas europeias – e travar o crescimento do desemprego”.

“Desde então, o seu Governo conseguiu reduzir profundamente as despesas públicas, através da redução de pensões, o aumento da idade de reforma e do corte de benefícios dos funcionários públicos, numa tentativa para diminuir um dos mais elevados défices orçamentais da Europa”.

“As reformas – que alguns acusam de estar a destruir direitos sociais – recebeu de imediato os protestos, na sua maioria dos trabalhadores do sector público”.

Quanto ao Presidente da República, o site da BBC sublinha o facto de Cavaco Silva ter sido o primeiro presidente de centro-direita desde “o golpe de 1974” e que conseguiu derrotar dois candidatos socialistas. Mas acrescenta que “o papel do Presidente é sobretudo cerimonial”, embora entre os seus poderes esteja a nomeação de primeiros-ministros, a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições.
Por João Ramos de Almeida-Publico

terça-feira, 2 de Junho de 2009

Os tomates...ajudam a combater o colestrol.

Uma empresa de biotecnologia vinculada a Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, promoveu, nesta segunda-feira, o lançamento de um suplemento natural feito de tomates que pode ajudar a combater o colesterol.

O Ateronon contém um ingrediente activo das dietas comuns na região do Mediterrâneo - o licopeno, um antioxidante que dá a cor avermelhada ao tomate e que auxilia no bloqueio do colesterol LDL, o chamado "mau colesterol".

Apesar dos potenciais benefícios, a substância é pouco absorvida quando ingerida ao natural. O comprimido, portanto, traz uma versão mais refinada e de maior absorção.

Testes preliminares feitos com 150 pessoas indicam que o suplemento pode reduzir a oxidação de gorduras no sangue a quase zero em apenas oito semanas.

O neurocientista Peter Kirkpatrick, responsável pelos próximos testes deste produto, que serão realizados no Hospital Addenbrooke, na Inglaterra, afirmou que o suplemento pode ser mais eficaz do que as estatinas usadas em tratamentos de colesterol.

Mas o professor Peter Weissberg, da British Heart Foundation, diz que apesar dos testes iniciais, ainda levará tempo para avaliar os efeitos reais do Ateronon.

"Por enquanto, o nosso conselho para pacientes que sofrem de doenças cardíacas é confiar nos medicamentos receitados pelos médicos e tentar ingerir muitas frutas e verduras frescas", disse Weissberg.

Para o professor Anthony Leeds, da organização Heart UK, que trabalha na prevenção de doenças cardíacas, "os testes iniciais são promissores".

"O novo produto de licopeno representa uma nova abordagem para o tratamento de alto colesterol e abre uma possibilidade interessante"

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Violência gratuita...e chocante.

Um jogador do Marinhense foi esfaqueado esta madrugada, na Marinha Grande, quando comemorava a subida de divisão com a equipa, num bar da cidade, disse à Agência Lusa o presidente do clube, Hélder Fernandes.

Hélder Fernandes esclareceu que, após os festejos organizados pelo clube, "os jogadores juntaram-se e foram comemorar para um bar da cidade" a vitória sobre o Benfica e Castelo Branco que determinou a subida à II divisão nacional.

"Cerca da uma manhã, houve uma troca de palavras com um grupo que passava junto ao bar, onde estavam mulheres", explicou o dirigente do Marinhense, admitindo que se tratou de "piropos".

Na sequência desta situação, "um elemento, colega das miúdas, começou a provocar", desencadeando "confusão" que culminou com o "esfaqueamento, no exterior do bar, do atleta, quando os jogadores estavam para ir para casa", declarou o dirigente.

De acordo com o responsável, o jogador, guarda-redes da equipa, foi transportado pelos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande com um ferimento "na zona do rim" para o Hospital de Santo André, em Leiria.

Hélder Fernandes adiantou que o atleta Luís Soares, mais conhecido por "Róis", foi depois transferido para o Hospital dos Covões, em Coimbra, onde se encontra.

"O ferimento não atingiu qualquer órgão vital", afirmou, acrescentando que o estado de saúde do atleta, residente na Bajouca, concelho de Leiria, "não é grave".

O responsável adiantou que o suspeito da agressão "está identificado" e que o clube vai dar "todo o apoio" à vítima.

O oficial de dia da PSP, força de segurança que tomou conta da ocorrência, confirmou a "agressão com arma branca de um jogador", que ocorreu "junto a um bar quando estava a comemorar a vitória do clube".

Carlos Marouvo adiantou que "a PSP está a investigar".

SYR.Lusa/Fim

Para meditar...