segunda-feira, 7 de março de 2011

Manipulações com pressão á esquerda e á direita

A semana, farta em "desgovernações"- actos do governo Socialista - fechou em grande...grande porcaria. A eleição da canção dos Homens da Luta para nos representar (?!?!?!), no Euro festival. Nem sei se ainda se chama assim. Mas aquilo, foi mau demais para ser verdade, ou para perder mais tempo a lucubrar sobre tamanha bestialidade...passemos á frente.

Sócrates e o seu bando de incompetentes, prometeu mais aumentos á fráu Merkel. E quem vai pagar?...nós é claro. Quando vier o acerto de contas Sócrates, e os seus ministros, já terão desaparecido da circulação, e estarão a gozar de um farto ordenado/reforma, enquanto nós cá temos que ficar a pagar, com o corpo, já que dinheiro, de certeza não vai haver.

Entretanto, os bloquistas, estão activos...desmultiplicam-se, aqui na net e nos orgãos de informação nacional, escrita falada e vista, que controlam. Criam factos, convocam manifestações, com pressupostos justos, mas com soluções erradas. Se a maioria silenciosa nada fizer, quando acordar, e quiser falar, provávelmente já não o poderá fazer... as ditaduras não permitem vozes criticas...silenciam-nas. Vejam a Albânia, pais no qual se inspira Louça e os seus ingénuos seguidores. São poucos, mas fazem muito barulho.

Daí a necessidade urgente de acabar com esta desgovernação socialista e convocar eleições legislativas o mais breve possível.

Amanhã pode ser tarde demais.

Dou estampa a dois artigos da Sábado da semana passada. Para reflexão.

Ricardo Salgado, é um banqueiro, acha que não deve "entrara no domínio da critica politica", nem "fazer comentários politicos". Por isso,este fim de semana, deu uma entrevista para falar de outras coisas que não de politica. Em primeiro lugar, defendeu que o governo português poderia "ter actuado com mais dureza desde o inicio" da crise. Depois explicou que, se calhar, pode sair muito caro o governo interromper a construção do TGV. Finalmente, concluiu que convocar eleições legislativas "nesta altura seria um problema complicadíssimo".

Para o presidente do Banco Espirito Santo-que convém reafirmar, não quer falar sobre politica-, o governo precisa de tempo para garantir a execução orçamental, a economia precisa de estabilidade politica e o País precisa de "melhores condições" para poder ter uma "evolução politica".
Ricardo Salgado, não é o único grande empresário com fobia de eleições.

Há uma semana, Joe Berardo avançou com outra proposta um pouco menos polida: "mudar o sistema politico" e, eventualmente criar, "um novo género de ditadura", o que daria, presume-se, estabilidade e decência.


Muitos regimes totalitários começaram assim: primeiro com uma situação económica insuportável, depois com uma aversão generalizada aos políticos e finalmente com um pânico de instabilidade politica tão grande que paralisa o pais e vai adiando eleições.
Portigal, felizmente, ainda está longe de se tornar um regime totalitário, mas está cada vez mais obcecado com a estabilidade.

Durante quatro anos teve um governo com maioria absoluta. E nos ultimos dois, teve toda a estabilidade politica de que precisou para aprovar as medidas que iam salvar a economia do caos.
O problema é que, enquanto o parlamento vivia em estabilidade, os portugueses passaram a viver com vários cortes nos apoios sociais, três subidas de impostos, e um aumento constante da despesa do estado - exactamente o oposto do que lhes tinha sido prometido na campanha eleitoral.

Em dois anos, a estabilidade politica deu a Portugal a mais elevada taxa de desemprego de sempre, um dos maiores aumentos da carga fiscal da Europa e uma firme e segura recessão para os próximos tempos.
Em relação às medidas que provocaram tudo isto, os Portugueses, nunca foram consultados. Muito menos chamados a votar. Tudo por causa da estabilidade.

Ainda na Sábado, Pacheco Pereira escreveu:

O actual surto mediático, são os precários. Com toda a comunicação social a fazer imensos esforços para publicitar a manifestação da "geração à rasca" daqui a uma semana. Cheira-lhes a sarilhos e incidentes, boa matéria para as audiências e o espectáculo.Mas apresentam-se como inocentes, são as redes sociais...

Gostava de saber como é que se consegue afirmar que tudo se deve às redes sociais, outra moda do momento, quando os grandes momentos de divulgação e propaganda dos eventos se passam na comunicação social tradicional. Se tudo continuasse apenas no Facebook e nas petições electrónicas, o seu impacto seria muito reduzido.Na verdade, mais do que muitos comentários e adesões no Facebook, em termos de publicidade contam programas como o último "Prós e Contras" e as dezenas de artigos e pseudo-reportagens sobre a manifestação e os seus organizadores anónimos, aliás todos eles militantes experimentados de vários movimentos sindicais ( O movimento asociativo estudantil é isso mesmo) e politicos.


E por detrás está o Bloco de Esquerda que, honra lhe seja feita, de há muito organiza movimentos de "precários" e contra os recibos verdes e a quem, depois dos recentes desaires, saiu esta sorte grande num País em que, face aos modismos, não se pensa, vai-se na onda.

Muita gente que participará pouco tem a ver com o Bloco, mas sempre foi assim que estes partidos actuam. Haverá inclusive uma conjugação entre uma extrema direita e uma extrema esquerda, mas também vem nos livros como se formam estas ligações aparentemente contra natura.


E tudo isto poderá ser perigoso, porque se combinam justas razões de revolta com más explicações e ainda piores soluções quando se ultrapassa a vacuidade do "basta".

sexta-feira, 4 de março de 2011

Os truques de Sócrates, só convencem os tolos.

A principal imprensa económica alemã, Handelsblatt e Financial Times Deutschland, é quase omissa relativamente ao encontro entre Merkel e Sócrates.

Não assim com a manager magazin, cujo link o Miguel Noronha me enviou, e de que passo a transcrever algumas passagens, curiosas pelo tom em que se referem a Portugal, "o país da dívida", e a Sócrates, o aldrabão.

Sobre a reunião em si mesma, nada. A viajem de Sócrates é apenas ocasião para se falar de um caso perdido. Começa assim:


Mit allen Tricks versucht die Regierung in Lissabon die Staatsverschuldung in den Griff zu bekommen. Auch gestern in Berlin sagte Premierminister José Sócrates erneut, Portugal werde ohne internationale Finanzhilfen auskommen. Unter Experten glaubt daran allerdings kaum noch jemand.

O que quer dizer:

Recorrendo a todos os truques, o Governo de Lisboa tenta manter o endividamento público sob controle. Ontem em Berlim José Sócrates repetiu que Portugal vai conseguir safar-se sem ajuda internacional. Mas praticamente quase nenhum especialista acredita nele.

Segue-se uma panorâmica arrasadora do país, com um especial capítulo dedicado ao "truque" do Fundo de Pensões da PT, e declarações de analistas sobre a improbabilidade das metas orçamentais deste ano serem cumpridas, bem como sobre o desempenho vergonhoso do ano passado, com objectivos "atingidos no papel", e outros nem isso, como o do défice estrutural (ajustado dos efeitos do ciclo), que, apesar de um crescimento económico acima do previsto, falhou. Inclusive no "papel".aqui)
Merkel e Sócrates são, assim, os símbolos perfeitos da tragédia europeia em curso: o único país que pode, mas não quer (mas também quer), salvar o euro, e o país que constitui a ameaça mais próxima ao euro. Se ambos não sabem muito bem o que fazer e, por isso, vão tergiversando até qualquer coisa acontecer, nunca Sócrates disse uma coisa tão certa quanto no outro dia: "depois da crise, a Europa não será a mesma. Ou avança ou recua".

Na sua defesa do "avanço", o que já não explicou foram as transcendentes consequências disso. Ao contrário do que ele (e a generalidade da classe política portuguesa) julga, recuar também teria méritos. Melhor dito: avançar ou recuar teriam ambos enormes custos certos e méritos apenas hipotéticos. Tratar-se ia de fazer uma escolha política muito difícil que todos deveríamos discutir antes de aceitarmos mais um passo de gigante (talvez mortífero) do dito "projecto europeu".

Luciano Amaral, hoje, no Diário Económico.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Comunicação Social, quer dar um hino e uma causa,ao BE

Escreve Pacheco Pereira muito a propósito da geração que se diz parva e que de facto não é muito ajuizada pois tem como objectivo conseguir viver com emprego, para toda a vida, em casa dos paizinhos:

O Bloco de Esquerda não é desprovido de uma certa base social própria. Essa base social não é a que o BE gostaria de ter, – o BE gostaria de ter a base social do PCP, – mas é a que existe e se revê na sua política. Essa base social provem de sectores da pequena e média burguesia urbana, jovens e mais radicalizados, oriundos de famílias com alguns rendimentos (embora agora possam estar em processo de pauperização), mais “educados” na proliferação de cursos universitários de encomenda dos últimos anos.

Na província, o BE também recruta em sectores semelhantes, em muitos casos ligados ao ensino e às indústrias culturais, o que lhe transmite um tom de arrogância muito próprio destes sectores. O BE tem aliás proposto legislação sobre os “intermitentes” (uma adaptação dos franceses), e sobre os sectores da cultura e da animação subsidiada pelo estado e pelas autarquias, que correspondem a este “sindicato de voto”.

O principal factor de agitação social desses sectores juvenis é a dificuldade de conseguirem um emprego fixo e garantido (aquilo que se chama “um emprego com direitos”), que acham adequados aos seus diplomas e, embora não o digam, própria do seu estatuto social. Mas a verdade é que muitos desses diplomas não tem qualquer valorização no mercado de trabalho, são pouco mais do que papéis pintados, enquanto outros efectivamente são valorizados e garantem emprego. Convém por isso não generalizar e distinguir. Por isso o papel não justifica a “cultura” e tê-lo significa muitas vezes “parvoíce”, para usar os termos da canção, porque com outro tipo de esforço se poderia obter outros resultados, com menos prosápia e menos revolta.

Para além disso, esta situação é mais normal do que parece, sendo que a situação de entrada aos vinte e poucos anos em empregos para a vida na função pública, é que é a anormal. Só em países com uma presença de um estado empregador e garantista (normalmente países menos desenvolvidos) é que é normal iniciar-se uma carreira profissional com esse grau de garantias e sem risco. As reivindicações dos “precários”, tal como as formula o BE, são no fundo exigências de entrada na função pública ou medidas cujo efeito na economia privada é gerar mais precariedade e desemprego.

Esses jovens estão revoltados e tal é normal, porque ninguém gosta de perder e hoje estes sectores sociais, quer os jovens, quer as famílias, percebem que esta situação de precariedade é um sinal mais do empobrecimento da classe média, que é, como se sabe, um dos factores de maior radicalização nas sociedades ocidentais.

Fonte: Pacheco Pereira in Abrupto

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Como quem ensina a catequese

Todos sabemos que a diplomacia e relações comerciais fluem em meandros mais ou menos acentuados, que todos compreendemos e aceitamos.

Mas ouvir este homem, repetidamente, perorar sobre a Tunísia e a Líbia com aquele ar de quem está a ensinar o padre-nosso na catequese ou a explicar às criancinhas que os bebés não vêm de Paris no bico de uma cegonha é patético e diz bem da conta em que este homem se tem e da conta em que este homem nos tem.

Luís Amado esforçava-se ontem por explicar ao rebanho que TODOS os países da União Europeia tinham negócios na Líbia. É verdade. Não me lembro é de ter ouvido alguma vez algum primeiro-ministro europeu fazer uma oração de sapiência por cada «Magalhães» vendido a Kadhaffi, ou explicar aos empresários dos seus países a importância estratégica e o radioso futuro de países como a Tunísia e a Líbia.

Mesmo porque na maioria dos outros países europeus os empresários não acham que têm um primeiro-ministro mentiroso ou cheio de «truques», como começa a ser banal ouvir em Portugal, recordemo-nos do ar piedoso de Alexandre Soares dos Santos (o «merceeiro», como lhe chamou alguma esquerda) ao referir-se a um homem que, para o bem e para o mal, ainda é nosso primeiro-ministro.

Uma lástima. Um embaraço, este Sócrates Pinto de Sousa.

Fonte: Nelson Reprezas no Espumadamente.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Revolução Cultural Maoista, em Portugal

A falta de alternativas políticas, a necessidade de os jornalistas produziram notícias chamativas, uma governação à vista e a desorientação geral face às dificuldades são factores que estão a desenvolver na sociedade portuguesa um ambiente de revolução cultural com os tiques que vimos na revolução cultural promovida por Mao na China.

De vez em quando elege-se um grupo culpado de todos os males, um grupo de contra-revolucionários burgueses, e é iniciada a perseguição. Um bom exemplo que ainda recentemente deu que falar é o número de deputados, como se o país pagasse a dívida soberana eliminando uma ou duas dúzias de lugares no parlamento. É evidente que ninguém se dá ao trabalho de fazer contas, inicia-se logo um processo de empalamento dos deputados, exibindo desde logo os que estão nas filas mais recuadas do hemiciclo. Ninguém se dá ao trabalho de reparar que há empresas municipais que nunca fizeram falta que gastam mais do que meio parlamento.

Há algum tempo o CDS contou as chefias da CP e promoveu o escândalo nacional das chefias, a partir de então criou-se a ideia de que em tudo o que é Estado há mais do que índios, políticos, comentadores e jornalistas passaram a dedicar-se a contar chefes. O governo aproveitou mais este tique maoista e o secretário de Estado da Administração Pública vestiu de imediato a farda de guarda vermelho e tornou-se no líder de mais este movimento purificador. Agora o objectivo é eliminar chefes, o objectivo é eliminá-los e enquanto isso não sucede deixam de se nomear ou reconduzir chefias. O resultado é que ainda antes de qualquer reestruturação no Estado milhares de técnicos qualificados já pediram a aposentação, vão ganhar tanto ou mais como aposentados do que ganhavam como chefes e o Estado perdeu alguns dos seus quadros mais qualificados. Daqui a um ou dois anos, quando esta vaga fundamentalista tiver passado, veremos muitos serviços públicos que foram decapitados durante esta revolução cultural a promover concursos porque ficaram sem quadros.

Se alguém parar para fazer contas depressa perceberá que o que dizem ter poupado não chega para pagar meio quilómetro da linha Poceirão-Caia, uma linha que não tirará um único cliente às companhias de low cost que voam entre Lisboa e Madrid, para compensar o custo de um décimo das borlas anunciadas por Sócrates para a sua nova auto-estrada em Trás-os-Montes ou para compensar a comparticipação do Estado na barragem do Tua que a troco de um aumento de 3% ou 4% da produção eléctrica vai destruir um dos locais com maior potencial turístico no norte do país, isto só para referir os projectos que foram notícia durante a semana passada.

E enquanto nós andamos armados em jovens guardas vermelhos a exibir as cabeças dos responsáveis por todos os nossos males, devidamente liderados por grandes líderes da revolução cultural como o Santana Castilho, secretário de Estado da Administração Pública, ou Jorge Lacão, ministro dos Assuntos Parlamentares, os grandes banqueiros e os administradores das grandes obras públicas vão esfregando as mãos de contentes porque enquanto os idiotas abraçam falsas causas eles vão beneficiando de chorudos apoios ao sitsema financeiro ou das obras públicas faraónicas que vão sendo lançadas.

Publicado no Jumento

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Nova Lingua Portuguêsa

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!

As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .

De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.

Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'. E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.

O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.

O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.

A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia:
«Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'

Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)

As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.

E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta', à excepção de que antes dizia-se 'estamos lixados' agora 'estamos fodidos porra

E falta, ainda, esclarecer que os tradicionais anões estão em vias de passar a 'cidadãos verticalmente desfavorecidos'...
Os idiotas e imbecis passam a designar-se por 'indivíduos com atitude não vinculativa'.
Os pretos passaram a ser pessoas de 'cor'.
O mongolismo passou a designar-se 'síndroma do cromossoma 21'.
Os gordos e os magros passaram a ser 'pessoas com disfunção alimentar'.
Os mentirosos passam a ser 'pessoas com muita imaginação'.
Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são 'pessoas com grande visão empresarial, mas que estão rodeados de invejosos'.

Para autarcas e políticos, afirmar que eu tenho impunidade judicial, foi substituído por 'estar de consciência tranquila'.
O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra 'sistema'.
Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de 'complicado'.

Texto, copiado de xptooo blogs sapo

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Exigiu uma testado médico e foi viajar de avião? Portanto, atestado falso, logo, crime.

A noticia foi dada pela TVI 24, e a repercussão na imprensa escrita, foi, digamos, pífia.

Daí podermos tirar a conclusão, que esta imprensa dá cobertura a estes tipos, aos xuxas instalados no poder e que não querem largar o osso de maneira nenhuma, encobrindo assim os crimes praticados pelos boys.

Porque de um crime se tratou. Passou á frente de toda a gente, e exigiu que a médica, lhe passasse um atestado, para viajar. Logo, não está doente e portanto o atestado é falso.

Mas de um corrupto da dimensão deste Vara, o tal da "Face Oculta", tudo se pode esperar.

Não tem vergonha, não respeita ninguém é mentiroso, e julga que pode fazer o que bem lhe apetece, já que está protegido pelo boss, pelo padrinho do gangue, sua excelência o Pinócrates.

Entre muitos outros casos de compadrio patrocinados pelo Sócrates, lembro-me o do Manel dos corninhos, que foi afastado, para Nova York, aonde, segundo noticias, comprou um apartamento em Manhattan, e por lá está a "estudar"... pago pelo estado social destes, xuxialistas, com o dinheiro dos nossos impostos.

Agora, este Vara, deve estar igualmente a preparar-se para dar o salto...de vara. Pago com o dinheiro que é retirado aos pobres, ao povo, que é burro.

Ou pelo menos 30% desse povo, que continua a votar PS, e a apoiar estes bandalhos. Até quando?

Mas aqui deixo a noticia, com o pedido de que a divulguem, já que nos jornais, só o DN, até hoje, lhe dedicou atenção.

"Armando Vara provocou esta quinta-feira um escândalo num centro de saúde de Lisboa. O ex-ministro socialista apareceu de surpresa, passou à frente de todos os doentes e deu ordens a uma médica para lhe passar um atestado.

Um dos doentes apresentou uma reclamação. A responsável pelo centro de saúde pede desculpa, mas afirma que a responsabilidade foi toda de Armando Vara, que abusou dos seus direitos.


José Francisco Tavares, de 68 anos, reformado, com seis filhos. Dirigiu-se ao centro de saúde com um ataque de sinusite, como o estado recomenda, para não entupir as urgências hospitalares. Esperou quase uma hora pela consulta. Como os outros doentes, a maioria dos quais reformados sem pensões de reforma que lhes permitam recorrer à medicina privada, José Francisco ficou à espera... mas foi ultrapassado por um milionário, Armando Vara, que passou à frente de toda a gente.


A médica, surpreendida, ainda disse a Armando Vara que o não tinha chamado. Mas ele respondeu que estava cheio de pressa para apanhar um avião. E a médica que lhe passasse o atestado na hora. E conseguiu mesmo o que queria.

Enquanto estávamos em reportagem, a directora do centro de saúde contactou-nos. Aproveitámos para fazer a pergunta:

«Gostaria de saber se os amigos do primeiro-ministro, como o dr. Armando vara, têm direito de preferência nas consultas?»
«Não, senhor jornalista Carlos Enes. O senhor Armando Vara entrou aí como qualquer utente e passou à frente de toda a gente. Entrou no gabinete da médica sem avisar e sem que a médica percebesse que não estava na sua vez. Foi uma situação de abuso absolutamente inconfundível», respondeu Manuela Peleteiro.


José Francisco apresentou de imediato uma reclamação no livro amarelo. 24 horas depois, acompanhado pela TVI, foi recebido pela directora dos centros de saúde
O doente abusador, se não perdeu o avião, está no estrangeiro. A TVI tentou contactá-lo através do advogado, sem êxito."

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Radiações de telemóvel podem combater e reverter a doença de Alzheimer.

Eis o argumento que faltava a milhões de pessoas que passam horas a falar ao telemóvel: mais do que não fazer mal, a exposição às radiações de um telemóvel poderá ajudar a combater e até reverter a Doença de Alzheimer. Para já, a experiência foi feita em ratinhos de laboratório mas o grupo de investigadores da Florida acredita que os surpreendentes resultados têm “uma relevância considerável para os humanos”.

O trabalho da equipa do centro de investigação de Doença de Alzheimer da Florida envolveu 96 ratinhos que foram expostos às ondas electromagnéticas de alta frequência de telemóvel durante nove meses. As sessões de uma hora de exposição, duas vezes por dia, implicaram a criação de um cenário de radiação comparável com o que acontece num ouvido de uma pessoa.

Os cientistas não colocaram minúsculos auriculares nos animais nem ficaram a segurar telemóveis junto aos seus pequenos ouvidos. Os espaços onde os ratinhos se encontravam foram munidos de uma antena que emitia o sinal de um telemóvel, cada animal foi instalado à mesma distância da antena e exposto às mesmas ondas que são geradas por um aparelho encostado à cabeça de uma pessoa.

Da experiência resultou a primeira demonstração que uma exposição a longo prazo às radiações de um telemóvel pode proteger contra a doença de Alzheimer e até revertê-la. "Surpreendeu-nos que a exposição ao telemóvel, quando iniciada na idade adulta, protege a memória dos ratinhos que estavam destinados a desenvolver a doença de Alzheimer", realça Gary Arendash, o principal autor do artigo publicado na edição de Janeiro do "Journal of Alzheimer´s Disease". "Foi ainda mais surpreendente perceber que as ondas electromagnéticas dos telemóveis conseguiam mesmo reverter os danos na memória causados pela doença de Alzheimer em ratinhos velhos".

Todos os ratinhos beneficiaram com a experiência. Foram observadas melhorias na memória dos animais saudáveis, resistência à formação das placas de proteína beta amilóide que caracteriza a Doença de Alzheimer nos ratinhos geneticamente modificados para ficar doentes e os que já sofriam da doença neurodegenerativa melhoraram, verificando-se uma destruição de depósitos de beta amilóide.

Os cientistas notam que os benefícios demoraram alguns meses a ser notados e sugerem que um efeito semelhante em humanos poderia demorar anos. Actualmente, a equipa está a avaliar se diferentes cenários de frequências electromagnéticas e intensidade são capazes de produzir melhores e mais rápidos benefícios cognitivos. "Se conseguirmos determinar os melhores parâmetros electromagnéticos para prevenir a formação de placas de beta amilóide e remover os depósitos existentes desta proteína, esta tecnologia poderá ser rapidamente transferida para o benefício de humanos e contra a doença de Alzheimer", acredita Chuanhai Cao, outros dos investigadores envolvidos no estudo.

O facto de terem sido registadas melhorias nos animais normais que não sofriam de qualquer tipo de demência também será animador para os "viciados" nestes aparelhos. A explicação, referem os cientistas, poderá estar no aumento da actividade cerebral provocada pelas ondas electromagnéticas e que conseguem aumentar a circulação sanguínea no cérebro. "O nosso estudo demonstra que o uso prolongado de telemóvel não é prejudicial para o cérebro", confirma Cao. Conscientes da controvérsia à volta de um alegado prejuízo para a saúde causado pelos telemóveis, os cientistas realizaram autópsias aos animais e afirmam que não encontraram nada anormal no cérebro que pudesse indicar a formação de um cancro nem foram detectadas quaisquer alterações noutros órgãos como o fígado ou os pulmões.

No Publico de 07-10-2010 po Andrea Cunha Freitas

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Isabel Alçada - Mestria duvidosa!

Depois de um primeiro-ministro com uma licenciatura tirada a um domingo, o novo Governo do PS conta agora, também, com um Mestrado instantâneo.

Ostenta-o, precisamente, a ministra da educação, a ficcional Isabel Alçada.

A triste história conta-se em poucas linhas.

Nos idos da década de 80, a então lice...nciada em Filosofia concorria a um lugar de professora adjunta numa Escola Superior de Educação, mas para não perder o comboio das promoções, precisava de um Mestrado.

Solução rápida: frequentar na Universidade de Boston, durante dois curtos "msinhos," um curso de Verão de "Masters".

Com a proverbial ignorância dominante na máquina universitária, este "Masters" transformou-se facilmente num "Mestrado". E assim foi reconhecido oficialmente pelo Ministério da Educação, esse mesmo que Alçada agora tutela.

Nada disto seria grave se a notável ministra não tivesse a seu cargo a decisão final sobre licenciaturas, mestrados e doutoramentos alheios.

Com que moral julgará Alçada (que, a propósito, é Vilar de apelido, pois casada com o antigo ministro socialista Rui Vilar) quando um qualquer chico-esperto lhe exigir uma equivalência igual àquela com que foi socialisticamente bafejada?

Estado prepotente,burocrata e insensível

Publicado no Metro de 15 de Fevereiro

Como é que as Finanças podem leiloar um andar sem terem a certeza da situação e do estado da pessoa que foi penhorada e executada? Como é possível que haja quem autorize uma penhora a uma pessoa falecida? Que perversos mecanismos foram criados que levam a estas faltas de humanidade?

O lamentável caso conhecido na semana passada vem chamar a atenção sobre a forma de actuar das Finanças. Percebe-se que vigora a lei do menor esforço e, sempre, a presunção de que o contribuinte é culpado. O caso do leilão do andar penhorado com o cadáver da dona lá dentro, morta há oito anos, mostra uma única coisa – a prepotência do Estado e a irracionalidade do funcionamento da máquina fiscal.

O caso não é único. Todos infelizmente testemunhamos que, mesmo quando após o falecimento de um familiar são tomadas todas as providências (declaração do óbito às finanças, habilitação de herdeiros, etc), durante anos o falecido continua a receber cartas, algumas contendo ameaças de penhora sem que seja explícita a razão – muito menos quando é suposto que o Fisco saiba quem são os herdeiros e não os contacta, preferindo executar quem já não pode contactar a verificar quem devia, de facto, avisar.

Todo este caso é uma sucessão de mau funcionamento do Estado – das polícias que não ligaram ao que vizinhos e familiares diziam, dos tribunais que descartaram as investigações, do Fisco que não cuidou em sequer tentar perceber o que se passava. E tudo culminou nesse supremo requinte de insanidade e crueldade que foi leiloar um imóvel sem sequer haver o cuidado de antes o abrir e verificar.

Burocrata, arrogante, insensível, descuidado, prepotente – este é o retrato do Estado, um Estado para quem , cada vez mais, os cidadãos não têm direitos e são apenas devedores, culpados, incumpridores. A obsessão da receita fiscal mais fácil – cobrada aos mais fracos - dá nisto. E neste caso seria muito bom que se soubesse quem foi culpado de tudo o que aconteceu, nas várias etapas do caso.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Parvos, que somos.

É um desespero viver neste país, com um primeiro ministro mitómano, autista, que julgo, está completamente desligado da realidade.

Não se sabe ao certo os motivos pelos quais a mitomania se manifesta. Primeiro, porque acarreta milhares de factores sócio-psicológicos da pessoa afectada e, segundo, porque enfatiza uma situação social, podendo, então, mostrar-se eventual dependendo das circunstâncias presentes na época em que o indivíduo está vivendo. Na maioria das vezes é por desejo de aceitação daqueles que o rodeiam.

A cura do indivíduo reside muitas vezes na implementação de um quadro de cuidados que associa o tratamento em meio psiquiátrico do problema subjacente a um acompanhamento psicoterapêutico. Tal acompanhamento torna-se a parte mais importante, sendo realizado pelas pessoas que rodeiam o mitómano e que o mesmo deveria requisitar para o ajudar. É importante nunca negar ao mesmo tal acompanhamento, sendo este a chave para a cura, até mais importante que um tratamento psiquiátrico.

O mais grave é que este sujeito, conseguiu enredar á sua volta uma falange de "yes men", que encenam toda e qualquer acção deste cretino. É claro que têem os media na sua folha de pagamentos, que publicitam todo o traque ou arroto que o engenheiro domingueiro dê.

Dai resultam episódios tipo o "congresso" montado na feira, e pomposamente chamado:
Congresso das Exportações, Santa Maria da Feira. Ridiculo.

Ainda estávamos a recuperar do coice, e PIMBA... levámos logo nas Tvs oficiais do partido xuxialista, com o Fórum \"Defender Portugal\", em Lisboa. Chiça, é demais...não há ânus que aguente.

Lendo a Sábado deparo-me com algumas ideias e opiniões, com as quais concordo plenamente, e por isso resolvi dar-lhes estampa aqui . Apreciem.

"Toda a gente chama mentiroso a Sócrates, pela simples razão de que ele o é de uma forma tão sistemática, tão estrutural, tão quotidiana que não há volta a dar. Mentiras documentadas, sem ambiguidades de interpretação. Já uma enorme maioria de portugueses o sabe, mas parece que no PS, só se descobriu agora. Chega sempre um tempo em que tudo o que sobe, cai".

José Pacheco Pereira, na Sábado

"Ao contrário do que pensa o primeiro ministro português, as razões não importam: o facto é que milhares de portugueses foram impedidos de votar nas eleições presidênciais, por causa de uma gigantesca demonstração de incompetência do governo.se a culpa foi de um computador, de um burocrata ou de ambos é irrelevante: o facto permanece e nada justifica ou desculpa".

Editorial da Sábado

"Na sua visão delirante do País, o primeiro ministro decidiu obrigar todos os reformados a acederem à Internet para obterem as suas declarações de rendimentos e poderem entregar os impressos de IRS. Quem não tiver net, fica á margem da lei".

Gonçalo Bordalo Pinheiro, na Sábado

"A música dos Deolinda, de Parva que sou, não provoca, apenas identifica. Se fosse em França, acabaria com um 'aux arms, citoyens',e já haveria automóveis a arder nas ruas. Não se deseja nenhuma revolução, mas, caramba, ninguém se mexe?"

Francisco Santos Guerreiro, na Sábado

Fontes: Sábado e Wikipédia

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mário Crespo - OU NÓS, OU O PALHAÇO

Mário Crespo, escreveu este artigo em 2009 no JN.
Por ser actual, porque a palhaçada continua, aqui fica de novo.

O PALHAÇO

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada.

O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.

O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.

Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.

O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo.

Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso.

É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha.

O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.

O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.

O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.

Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer.

Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.

E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer.

Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.

O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.

Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

OU NÓS, OU O PALHAÇO.

Mário Crespo.

Jornal de Notícias, 14/12/2009

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Estado vigarista...uppss, socialista.

Do Corta-fitas por José Mendonça da Cruz.

Amigo meu, recentemente desempregado e em difícil situação, inscreveu-se num Centro de Emprego (uma graçola, dessas que temos) para receber o subsídio. Um mês depois, recebeu uma carta informando-o de que o seu pedido seria indeferido. Porquê?

Porque «não tinha contrato de trabalho» ou «não estava em situação que lhe permita receber o subsídio». Os dois motivos eram falsos. E que tinha contrato, e que estava «em situação» eram coisas documentalmente provadas (e aceites) pelo Centro de Emprego.

Fácil de resolver, não é verdade?

Não, não é. Porquê?

Porque a carta que informava do futuro indeferimento lhe chegara á sua caixa de correio com estas "pequenas" nuances:

a) datada de, digamos, dia 10.

b) com data de expedição de 11.

c) pelo correio de dia 16.

d) estabelecendo um prazo de 5 dias para contestar.

e) não registada.

Os vigaristas têm estas artes de fechar saídas aos otários que acreditam neles.

O meu amigo resolveu o problema. Gastou tempo e deslocações que não deveria ter tido, e socorreu-se de um advogado que lhe resolveu o problema em 3 dias.

Passou a emergência. Mas ficou o retrato do nosso Estado, não apenas o Estado-pessoa-de-mal, mas o estado vigarista, propriamente. Que retira garantias aos cidadãos, quer cobrar depressa e até por antecipação, ou «por conta», como os vigaristas gostam de dizer. Mas que, na altura de pagar tal como obriga o contrato (que entretanto o vigarista foi alterando unilateralmente), inventa manobras dilatórias, falsos pretextos, truques alarves, para não pagar.

Deve ser o tal Estado «social» que os «social»istas gabam tanto.Arrecada quanto pode e dá, sobretudo aos seus.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Primeiro branco - Artigo de Mia Couto

SÁBADO, 29 JANEIRO 2011 00:00 Mia Couto
Os portugueses são o povo mais atrasado da Europa porque há séculos que se misturam com os negros. Quem o afirma é o jornal National Vanguard Tabloid, publicação oficial de uma organização inglesa que defende a "pureza da raça branca". É curioso que o editorial da publicação tenha escolhido Portugal como o exemplo dos malefícios da contribuição do "sangue negro" para as sociedades europeias e americanas. Racismo assim, às claras, é já muito pouco frequente. O caso é tão raro que vale a pena visitá-lo.

O jornal assenta a sua argumentação em "fatos históricos". Portugal recebeu os primeiros escravos negros em meados do século XV. Dezenas de anos depois, os negros já eram 10 por cento do total da população lisboeta. Essa percentagem viria a crescer para 13 por cento no século seguinte. A pergunta imediata é a seguinte: estes africanos que destino tiveram? Regressaram a África. A resposta é não. Eles foram absorvidos, misturaram-se do ponto de vista genético, social e cultural. Eles ajudaram a construir a Portugalidade. Introduziram valores e dados de cultura. A palavra minhoca é apenas uma de dezenas de outras marcas no domínio linguístico.

O autor de tal prosa racista do tal tablóide inglês não tem dúvida em identificar nesta mistura de raças e de culturas a razão daquilo que ele chama de "declínio da sociedade portuguesa. Passo a citar: Os portugueses eram, até então, uma raça altamente civilizada, imaginativa, inteligente e corajosa. Mas devido ao rápido crescimento da população negra e o correspondente declínio dos brancos (cujos machos estavam em viagem longe da Europa) todo esse património de pureza foi adulterado.

Falo deste caso como forma de reconhecer que os preconceitos rácicos são múltiplos e de múltiplas facetas. O mundo não obedece a uma fronteira simples que divide os racistas dos não racistas e que separa vítimas e culpados. Vale a pena, pois, continuar a citar as razões invocadas pelo "National Vanguard", para a chamada degradação da cultura e enfraquecimento da raça :

O que se vê hoje em Portugal é o resultado de uma mistura não selectiva e uniforme de 10 por cento de pretos e 90 por cento de brancos num todo o homogéneo. Trata-se de, facto, de uma nova raça - uma raça que estagnou na apatia e nada produziu de novo em 400 anos de História.
A culpa desta estagnação, segundo estes neonazis, reside na liberdade com os portugueses se "cruzaram" com os africanos. Isso resultou numa mudança profunda do carácter e da psicologia da nação lusitana. O "National Vanguard" não tem nenhuma dúvida ao afirmar: "os portugueses do século XVII e os dos séculos seguintes são duas raças diferentes".

Os articulistas advogam obviamente a favor da separação racial. Sociedades como a americana contiveram e contém uma percentagem considerável de negros. Mas essas "souberam" manter uma céptica fronteira entre os grupos raciais. Não houve cruzamento nem mestiçagens. Assim diz o jornal.
Foi essa separação que, segundo a racista publicação, ajudou a manter a capacidade de progresso em países como os Estados Unidos da América. E conclui: não existe evidência nenhuma que a integração dos negros e dos judeus tenham trazido alguma vantagem em qualquer parte do mundo.

Embora estas publicações sejam casos isolados e representem uma faixa desprezível da opinião pública, a verdade é que não é por acaso que o jornal escolheu Portugal como um caso paradigmático. Todos nos lembrarmos do que escreveu Kaulza de Arriaga, quando explicava as maiores capacidades dos europeus do Norte em relação aos do Sul. Os trópicos como evidência de degradação e desumanização é um estereótipo antigo. Essa atitude de arrogância não é sequer nova. Uma parte da Europa há muito que lança sobre Portugal um olhar distante e de superioridade racial. Portugal é, afinal, o país de Eusébio, de Ricardo Chibanga, de Sara Tavares.
Um episódio antigo ligado ao explorador britânico Livingstone ilustra bem como essa Europa olhava e olha para Portugal. Livinsgtone vangloriava-se ter sido o primeiro branco a atravessar a África Austral. Um dia alguém lhe chamou publicamente a atenção que isso não era verdade. Antes dele já o português Silva Porto tinha realizado tal travessia. Imperturbável, o inglês ripostou:
- Eu nunca disse que fui o primeiro homem a fazê-lo. Disse apenas que fui o primeiro branco.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O patriotismo saloio não quer o FMI

A "canhota", e os abastados e bem instalados na vida, "politólogos", que estão na folha de pagamento dos xuxas, gritam histericamente e em coro, regido pelo pateta Alegre, e pelo albanês Louça, - já não falo dos comunas, porque esses, tirando os seus devotos, já ninguém leva a sério - FMI...NUNCA!

Eu até entendo...é que quando para cá vierem os funcionários deste organismo, o descaso, muda de figura.

Acabam-se os tachos para os "boys"
Acabam-se as adjudicações directas, com as empresas desses mesmos "boys".
Acabam-se 80% dos organismos estatais, criados pelos xuxas, que só dão prejuízo, mas que dão guarida, aos profissionais do pincel, que durante as campanhas eleitorais, colam cartazes e distribuem bandeiras do Partido Socialista.
Enfim, acaba-se o pagode do estado social.

Mas melhor que eu, explicou Gonçalo Bordalo Pinheiro, no seu Primeiro Plano, na Sábado de 20 de Janeiro. Leiam.

"Há duas maneiras de ver a forma como Portugal está a lidar com a crise: a maneira de José Socrates - "um sucesso, qualquer que seja o parâmetro de análise"; e a maneira do Nobel da Economia, Paul Krugman - "um pouco menos que ruinosa". É evidente que ninguém ousa sugerir que Sócrates possa ser um pouco menos competente do que Krugman, em matéria económica. Mas vale a pena a pena tentar perceber o que divide estes dois génios financeiros. O primeiro ministro entende que o patriotismo é o mais importante. Seja qual for a taxa de juro a que pedimos financiamento, o fundamental é manter os malandros do FMI, fora do País, e deixar os portugueses resolverem os seus problemas. O prémio Nobel, acha que deixar os portugueses resolverem os seus problemas, é deixar Sócrates continuar a fazer o que fezar até aqui. Isso significa, pedir emprésrtimos a 6,7% - um negócio que a curto prazo, "destruirá" a economia portuguesa. Antes de marcharmos contra o FMI, a cantar o com Manuel Alegre á frente á frente da multidão, devemos pensar no essencial: Chamar o FMI, é chamar alguém que controle as despesas do estado, trave o esbanjamento e ponha em ordem a distribuição de luxos, cargos e previlégios. Isso pode ser mau para o orgulho nacional, mas é essencial para nos tirar da bancarrota."

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Resultados das presidênciais, revelam o mau perder dos "xuxas"

Os cães ladram, mas a caravana passa...
Pois, passa a caminho da desilusão, cansada de tanta mentira e de tanto ser martirizada, por este regime que mais se assemelha ao polvo siciliano.

O PS, transformou-se num coito de barões, vendidos que se acobertam entre eles, e que se esqueceram de governar o País, passando a governar-se. Pessoas que julgava-mos impolutos e honestos, apareceram nestas eleições presidenciais, a apoiar um traidor, radical e pateta. O resultado viu-se. Mesmo com o apoio dos albaneses do BE, não passaram dos 18%.

É claro que foi uma "banhada", superior ao que se esperava. Com mau perder, com os tiques próprios de quem não tem estatura moral e ética para estar na politica, logo vieram a terreiro, ou mandaram, os seus cães de fila, minorar e desvalorizar a vitória de Cavaco Silva, esquecendo-se que são eles, que com a sua postura publica, mentindo, roubando, encobrindo os roubos dos seus parceiros, quem mais contribuiu para que os cidadãos deixassem de participar como é seu dever, na vida publica, votando.

Para um juízo mais claro deixo-vos com os escritos de Pinho Cardão, que no seu blogue 4R,põem alguns pontos nos is. Leiam.

Pinho Cardão, no 4R, escreveu:

A não contarem os votos brancos ou nulos, como nas Presidenciais, o PS teria uma percentagem de 46,4% nas Legislativas de 2005 (de acordo com a lei, e contando esses votos, teve 45%, que lhe deu a maioria absoluta).

Ninguém de boa fé contestou a força que advinha da consulta popular e a legitimidade do PS para governar, apesar de ter ficado aquém dos 50%.

Agora, Cavaco Silva teve uma votação de 52,94%, que compara com os 46,4% do PS em 2005.
Nas Legislativas de 2009, em que o PS teve uma votação de 36,6% e maioria relativa, se não contassem os votos brancos e nulos, a percentagem seria de 37,7%.

Agora, Cavaco Silva teve uma votação de 52,94%, que compara com os 37,7% do PS em 2009, mais 15,2 pontos percentuais.

Mas logo proeminentes socialistas, a mando do Partido, puseram em causa a vitória de Cavaco, vitória escassa, que o fragilizava de morte. Isto é, num caso, 37,7% dão toda a legitimidade ao PS para governar; noutro, 52,94% não chegam para dar força à função!...

Diz também o PS que o Presidente eleito o foi apenas com o voto explícito de uma minoria de cidadãos.

Ora, nas Legislativas de 2005, em que o PS teve maioria absoluta, apenas 21,8% dos inscritos votaram no Partido Socialista.

Agora, Cavaco Silva, teve uma percentagem superior, de 23,2%, em relação a um universo bem maior (mais 580.000 recenseados).

Pelo que a Campanha do Partido Socialista e comentadores arregimentados no sentido de apoucar a vitória de Cavaco Silva é um acto de forte demagogia e de muito débil inteligência, pura e política.Argumento tão parvo que se vira contra os próprios, estilhaçando-os. Mas é procedimento a que começamos a estar mais do que habituados.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Carga policial contra sindicalistas.

A propósito da carga policial de ontem sobre os sindicalistas, publico este artigo que José Maria Martins, destacou no seu blogue.

De ressaltar o aproveitamento que a esquerda quer tirar do caso, tentando atingir Cavaco Silva.
Ridículo e baixa politica.

É triste ver as imagens do confronto e da carga policial da PSP sobre os sindicalistas. Três coisas são bem claras:

1 - Se a PSP proíbe a circulação num determinado espaço não pode haver desobediência, seja de quem for, ainda que a ordem seja incompreensível;
2 - Se for desobedecida a PSP tem de agir, sob pena de não haver ordem;
3 - A situação económica leva pessoas integras, como são a esmagadora maioria dos professores, a lutar pelos seus direitos.


A situação em Portugal está a ferro e fogo, as condições de vida desagradaram-se a níveis impensáveis e só foi possível pelos níveis enormes de incompetência e corrupção, nepotismo.

Compreendo a posição dos professores, como compreendo a posição da PSP. E lembro-me quando agentes da PSP carregaram contra agentes da PSP no Terreiro do Paço, no episódio "Secos e molhados" de triste memória. Ambos, agentes da PSP e professores estão mal, até porque os polícias ainda ganham menos que os professores. Junta-se a fome com a vontade de comer..

A culpa desta miserável e indigna situação a que se chegou em Portugal é do PS e do Governo.
Não podemos diabolizar os agentes da PSP, que cumpriram ordens. Parece-me que os sindicatos ou programam a revolta como na Tunísia, ou então têm de acatar as ordens da PSP, ainda que lhes pareça ilegal. O que não podem é desobedecer, porque os agentes da PSP seriam responsabilizados se não fizessem cumprir as ordens que receberam das chefias.

Uma tristeza este Portugal , que exige que a Assembleia da República seja dissolvida, o mais rápido possível, e que se dê a voz ao Povo para votar.

É fundamental mudar de políticas e de políticos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Observatório da Justiça diz que os tribunais beneficiam as seguradoras

O Observatório Permanente da Justiça analisou dezenas de processos de acidentes de trabalho ou de viação. A conclusão do estudo, a que o Diário de Notícias teve acesso, é francamente negativa para os lesados.

O jornal dá o exemplo de um trabalhador que sofreu uma lesão no calcanhar. Na primeira fase do processo, a seguradora atribuiu-lhe uma incapacidade de 12,5 por cento mas o queixoso reclamou uma maior indemnização. Uma nova avaliação, desta vez por um médico do Instituto de Medicina Legal, aumentou o nível de incapacidade para 18,75 por cento.

Face à diferença de valores, foi realizada uma junta médica que acabou por confirmar o valor defendido anteriormente pela seguradora.

É um exemplo, diz o Observatório, que se repete com frequência e que retrata o domínio das companhias de seguros nos processos de acidentes. O estudo diz que há, entre os juízes, um "seguidismo" cego das decisões das juntas.

O controlo estende-se desde a barra dos tribunais à própria legislação. O observatório lembra que a última lei sobre acidentes de trabalho, iniciativa do PS, foi concluída em apenas seis meses, em Maio de 2009, mesmo com várias acusações que davam conta de que as regras beneficiavam sobretudo as seguradoras.

Os mesmos investigadores chamam ainda a atenção para o facto de muitos médicos trabalharem simultaneamente para sinistrados e seguradoras, no mesmo processo.

Uma situação que, de acordo com o Observatório permanente da Justiça, prejudica, na maioria dos casos, a vítima do acidente.

Fonte Sic Noticias

sábado, 15 de janeiro de 2011

Manuel Alegre, o Argelino, não é confiável

O mesmo candidato que, nos seus cartazes eleitorais, promete garantir democracia e estado social é um político com mais de três décadas de parlamento, mas com quase nula experiência governativa ou de gestão concreta de assuntos do Estado.

Na realidade Manuel Alegre foi secretário de Estado do I Governo Constitucional por escassos seis meses e fica na história por ter sido o governante que encerrou as quatro publicações do grupo da Sociedade Nacional de Tipografia em Fevereiro de 1977, atirando para o desemprego 900 trabalhadores daquele que era, à época, o maior e mais prestigiado grupo de imprensa existente em Portugal.

Talvez a história dos media portugueses fosse bem diferente se Alegre não tivesse assumido o papel de carrasco de um grupo de imprensa nessa altura. Por isso as suas declarações sobre o seu apego à Democracia esbarram no incontornável facto de, enquanto governante, a ter diminuído ao limitar – e muito - a oferta de imprensa existente.

O grupo de imprensa que Manuel Alegre encerrou integrava o jornal diário «O Século» e as revistas semanais «Século Ilustrado», «Vida Mundial» e «Mulher- Modas e Bordados». Era, em termos de qualidade e diversidade de títulos, um grupo ímpar na imprensa portuguesa da época.

Manuel Alegre acabou com ele de um dia para o outro, basicamente porque a linha editorial do «Século» o incomodava – a ele e ao Partido Socialista.

Quando assinou a morte do grupo do Século, Manuel Alegre fez promessas de uma reestruturação que nunca foi sequer iniciada. Na realidade o que interessava era encerrar aquelas publicações, limitar as vozes discordantes do Governo do PS.

No site da candidatura ou nos documentos oficiais de Manuel Alegre não se vê uma referência a esta sua acção enquanto governante. Manuel Alegre é do género de preferir esconder o que não lhe interessa. Talvez por isso esqueceu que tinha sido convidado por uma agência publicitária a escrever para uma campanha do BPP – e depois, quando a coisa se soube, meteu os pés pelas mãos.

Na realidade, Manuel Alegre não é um político fiável. Prefere esconder os seus erros a assumi-los.

(Publicado no diário Metro de 11 de Janeiro)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Uma experiência socialista........ em 1931.

Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.

Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas. Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.

O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.

As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustenta-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.

Adrian Rogers, 1931

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

As PPP - Parcerias Publico Privadas

...Portugal é o país europeu com o maior número de PPP (Parcerias Público-Privadas), quer em relação ao PIB quer em relação ao Orçamento de Estado. Em 2009, o nosso país, cuja população é semelhante à da grande Paris, contratou três vezes mais PPP do que a França e mais ainda do que qualquer outro país da Europa.

Portugal é o campeão europeu das PPP - mas das PPP que afogam os contribuintes em dívidas, em especial os das gerações futuras, como revela a análise caso a caso a que a seguir procedo. Segundo a "League Tables Project Finance International", Portugal aparece distanciado, no topo da lista, com 1.559 mil milhões de euros de empréstimos, seguido de França com 467, da Polónia com 418, da Espanha com 289, da Irlanda com 141 e da Itália com 66 mil milhões.(...)

A partir dos anos 1990, as PPP tornaram-se a regra em Portugal, ao arrepio do que sucedia na generalidade dos países europeus. Tudo o que os governos retiram a partir de então do Orçamento do Estado como investimento público, por força das restrições orçamentais impostas por Bruxelas, passa sistematicamente para investimento privado em regime de PPP.
A habilidade é notória: os responsáveis continuam a mostrar obra, mas não a pagam agora. Agora quem a paga são os privados. A factura para os contribuintes virá depois. No imediato, todos ficam satisfeitos. A União Europeia deixa de se preocupar com o défice e a dívida. Os governantes e os governados aumentam as respectivas expectativas de mais votos e melhor nível de vida. Os parceiros privados fazem excelentes negócios.

O negativo da fotografia não se vê: está reservado para as gerações futuras.
Muito de tal investimento privado passa a ser, não só remunerado pelas receitas geradas pelo próprio projecto, ao longo dos 30 ou 35 anos das concessões, como beneficia igualmente de compensações várias que o concedente público caso a caso negoceia (ou renegoceia) pagar ao concessionário, ao longo da vida do contrato.

E assim sendo, há uma factura que sobra para os contribuintes das gerações vindouras, durante longos anos...

Texto retirado de Como o Estado Gasta o Nosso Dinheiro, Edição Leya, 2010, de autoria de Carlos Moreno, que é Juiz Jubilado do Tribunal de Contas.

Neste seu livro analisa duas décadas de "despesismo público".

Curiosamente, durante mais de vinte anos fomos conduzidos ao abismo por esta gente que persiste, agora, em nos convencer que a culpa é "dos mercados" e nossa, porque insistimos em "viver acima das nossas possibilidades".


Ou seja, mais de duas décadas de negociatas, enriquecimentos ilícitos, voragem do Aparelho de Estado e do dinheiro dos contribuintes por toda a espécie de oportunistas - como o livro enuncia - não têm responsabilidade no desastre.

As grandes causas da caminhada para o abismo estão nos gastos com as reformas, nos salários e no subsídio de aleitamento.



Tudo obra dos xuxialistas e do seu "estado social". Apoiados pelo Argelino Alegre e toda a esquerda Portuguesa.

Lembrem-se disto quando votarem.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Conquistas do "estado social" xuxialista, parte III

Continuo a dar destaque ao trabalho do DN, aonde se verifica que o regabofe despesista do governo "xuxialista", denota a incapacidade e a irresponsabilidade dos "boys" sócretinos.

Sócrates, agarrado ao poder, não está minimamente preocupado com o povo ou com o país.

Preocupa-se isso sim, em colocar na prática as suas ideias, que segundo ele, serão as da esquerda moderna europeia, mas que pelos resultados, mais se parecem com as ideias do seu amigo boliviano, o ditador Hugo Chavez, e que colocaram os Portugueses, á beira de um precipício, sem fundo.

Senão vejamos alguns dos resultados da aplicação dessa politica da esquerda moderna europeia:

- 20 Milhões de euros por mês para reformas milionárias

- Há mais de 4500 pensionistas a receber mais de 4000 euros por mês.

- Em 2011 regista-se o valor mais alto de sempre com as reformas dos políticos.

- Recibos verdes vão triplicar em 2011

- Despesas recorde em tempos de contenção económica

- Maioria das entidades públicas não apresenta contas

- Cerca de cinco empresas por dia foram à falência no ano passado, em média

- Maioria dos reformados, com as reformas acima dos 4000 euros, são políticos/deputados com pensões vitalícias, e juízes

E por aqui pode perceber-se, quem beneficia com o "estado social", e o porquê da gritaria, dos deputados, que apoiam este tipo de regime.

É que se o dito "estado social", acabar, eles ficam sem teta para mamar.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Conquistas do "estado social" xuxialista, parte II

Continuo a destacar o excelente trabalho do DN, em que se põe a nu, a incompetência, destes xuxialistas da "esquerda moderna"(?!?!?!), que se governam, atirando-nos para a miséria.

O Pinocrates, que venha agora desmentir estes factos, apurados pela jornalista, Maria de Lurdes Vale e da sua equipe.

O saque continua, mesmo com a crise a atingir o ponto de ruptura social, e os "boys", não olham a meios, para continuarem a delapidar os dinheiros públicos.

Destaco:

- 360 milhões de Euros, gastos com organismos que vão ser extintos

- Ministério da Administração Interna, com o gasto mais alto de sempre, em publicidade

- Carros do Estado: 28, ou 29 mil...ninguém sabe o numero certo

- Há 12 mil entidades que não apresentam contas

- A cada 12 dias nasce uma fundação

- O nosso dinheiro paga viagens, flores, arte, concertos e até tapetes

- Uma década perdida por causa do "monstro"

- Políticos já não são obrigados a actualizar que rendimentos têm todos os anos

- Compras 'on line' poupariam 4,2 mil milhões de euros por ano

- O dinheiro gasto em telecomunicações foi superior ao custo da Ponte Vasco da Gama.

- Em estudos e pareceres, o Governo gastou cinco vezes mais do que a parcela que investiu na construção dos dez estádios de futebol do Euro 2004.

-Os juros da dívida pública portuguesa bateram ontem o recorde histórico de 7,3 por cento, numa altura em que José Sócrates garante que a execução orçamental vai reforçar a confiança dos investidores.

- O Banco Central Europeu (BCE) viu-se ontem forçado a intervir para impedir uma maior escalada dos juros da dívida portuguesa.

A juntar a este "bouquet", ainda temos:

- Fornecedor dos blindados, que seriam utilizados pela P.S.P., pede indemnização de mais de um milhão de euros

- Empresa entrega providência cautelar para travar rescisão de contrato. PSP não pode usar blindados que já recebeu

Tudo isto, com a conveniência dos albaneses do bloco de esterco, do argelino Alegre e dos comunistas...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mais conquistas do "estado social" xuxialista.

Perplexos, indignados e empolgados com a qualidade da investigação feita pelo DN, que descobriu que:

- temos 13740 organismos públicos
- só 1724, apresentam contas
- apenas 418, são fiscalizados

Sentimo-nos revoltados com tão graves dolos, que engordam este "estado social", cada vez mais pesado e que pouco nos dá em troca, antes pelo contrário nos rouba desde os mais básicos bens de subsistência, até a paz de espírito, que qualquer ser humano necessita para viver.

Num só dia ficamos a saber que:

- o TC só fiscaliza 10% da despesa do estado,
- que de 12 em 12 dias, surge mais um pretexto politico para nos depauperar ainda mais,

- que Portugal está entre os países de piores índices de desenvolvimento!!

Mas, para onde vamos?

Tanto recuo,tanta injustiça, tanto compadrio , irresponsabilidade e impunidade politicas a todos os níveis denunciam quão doentes estamos e a perder a esperança de recuperação.

Portugal está a resvalar perigosamente para o pântano de instabilidade social, que a maior parte das vezes, termina em convulsões sociais, que não interessam a ninguém.

A transparência, a responsabilidade e a fiscalização, que Sócrates e os seus apaniguados apregoam, são mera propaganda.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O estado social, e as suas conquistas..(????)

Pelas manchetes dos jornais nacionais, pode aquilatar-se do estado miserável, a que chegou o regime xuxialista e o seu tão querido "estado social".
Leiam:

"Escolas do 1º ciclo vão manter cantinas abertas nas férias para alimentar alunos carenciados"

"O Eurostat revela que a taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 11% em Outubro, a quarta mais elevada da União Europeia."

"A revista britânica The Economist prevê que este ano Portugal tenha a terceira pior evolução do PIB em todo o mundo, com uma recessão de mais de um por cento, juntando-se a um coro de instituições que não acreditam na previsão de crescimento marginal de 0,2 por cento da economia inscrito pelo Governo no Orçamento para 2011."

"Financiamento dos partidos é "uma das principais causas da corrupção" em Portugal, diz Marinho Pinto "

"Os televisores vão passar a estar desligados nas esquadras da PSP. Os agentes apenas podem ligar a TV para ver notícias. Vai acabar o correio postal, os telefones serão usados só em casos excepcionais e até os carros da patrulha serão lavados com a água da chuva. Estas são algumas das mais de 50 medidas que a Direcção Nacional da PSP distribuiu pelos comandos regionais e metropolitanos no sentido de se cortar nas despesas e aumentar as receitas"

É uma tristeza...e ainda há quem se diga defensor deste regime...Alegre, Louçã, Sócrates e os seus sócretinos, são os paladinos desta politica, que colocou Portugal atrás de países como Albânia, Roménia, e outros campeões da fome, desemprego, corrupção, insegurança, e sobretudo, falta de democracia...vivemos amordaçados, e akagaçados...
Até quando?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Só para recordar a fábula, que o Sócrates, contou a sexta-feira passada.

O homem continua a viver a ilusão do seu estado social, que para nós Portugueses, significa, mais insegurança, menos democracia, mais aumentos, menos emprego,mais mentiras do primeiro ministro, e menos certezas no futuro para todos nós.

José Sócrates voltou a usar o optimismo como receita para enfrentar a crise, como tinha feito nos três últimos discursos de Natal. Mas agora com a recessão à porta, o primeiro-ministro muda o tom: a crise que vivemos deve-se à conjuntura internacional, já que o país, aproveitou as reformas do seu governo para ultrapassar a crise em que se encontrava.

"Isto permite-nos agora responder melhor às dificuldades económicas que nos chegam de fora", bravatou José Sócrates, omitindo a responsabilidade de todo o desgoverno a que nos tem sujeito.

O homem, não resistiu ao auto-elogio. No essencial da mensagem, Sócrates continua a desviar todas as responsabilidades políticas para a crise internacional, esquecendo o seu papel e do seu Governo no estado miserável da economia dos últimos anos, em nome até de uma receita que a União Europeia já abandonou.

A novidade, foi a sua postura. Mansa. Mentiroso, mas manso, em contraste com discursos anteriores em que se apresentou, arrogante e ao ataque, no papel de paladino da"esquerda moderna"...????

Enfim, podemos resumir o chorrilho de mentiras do grande caudilho socialista, cantando a célebre musica do passado, ..."daqui não saio, daqui ninguém me tira".

Termino reproduzindo uma das pérolas do discurso de Pinócrates.

"Este é um momento histórico. Pela primeira vez temos uma quadra natalícia em que a economia cresce, as exportações batem recordes e os impostos baixam. A educação já atingiu os níveis de excelência que procurámos, temos o 12º melhor sistema de saúde do mundo e o 25º melhor ministro das finanças da Europa. Temos um grande orçamento. As medidas que tomámos são mais que suficientes para que o pais regresse aos trilhos de crescimento, o controlo do défice foi conseguido e os especuladores derrotados. Com um ano de 2011 de grande crescimento económico, potenciado pelo TGV, pela novo Aeroporto, pelo Magalhães e pelas energias verdes, este será, para todos nós, um grande Natal. Obrigado."

Estamos, feitos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Natal é a festa da familia

Neste dia tenta-se reunir o maior número de familiares possível, e tentamos esquecer a crise que grassa lá fora...

As mulheres começam durante a tarde do dia 24 preparando tudo para a Ceia, que tradicionalmente será servida á meia noite.

Nos preparativos presta-se especial atenção ás doçarias, que tradicionalmente constam de: rabanadas, aletria e mexidos.

Na lareira arde um tronco que permanecerá até de madrugada largando o seu calor acolhedor no frio das noites de Dezembro…junto do qual as crianças brincam e colocam as pinhas a assar, que largam um agradável aroma a pinho que perfuma o ambiente.

As crianças, que são uma presença constante e barulhenta emprestam um ar festivo, com as suas brincadeiras e correrias. Os homens ajudam as mulheres nas tarefas mais pesadas e tratam das bebidas e dos aperitivos.

O prato princinpal da Ceia é o bacalhau cozido com batata, hortaliça, cebola e ovo. O bacalhau é seleccionado e tudo é regado com o bom azeite português. A acompanhar o melhor vinho tinto que se guardou para esta altura.

Por volta da meia-noite as crianças retiram-se para dormir, deixando junto da lareira o sapatinho para que o Pai Natal lá coloque a prendinha (hoje em dia a lareira é substituida pela árvore de Natal).

Os adultos dirigem-se para a tradicional missa do galo.

No local da Ceia, nada se retira das mesas, já que segundo a tradição os anjos servem-se da comida que fica da Ceia.

No dia seguinte, é o dia de maior alegria para as crianças, já que é a habitual correria para junto do sapatinho para abrir as prendas, algumas vezes aparece a desilusão por o Pai Natal não ter trazido aquilo que se tinha pedido...mas paciência, é melhor do que nada.

Para o almoço assa-se o tradicional perú recheado, findo o qual começam os preparativos para a partida já que alguns familiares vieram de longe, e o regresso é sempre demorado…

Devido ao frio próprio da época, e já que não há neve na nossa região mas habitualmente chove, quase não existem atividades ao ar livre.

O Natal português é uma festa durante a qual se aproveita para matar saudades de familiares .

Um Bom Natal para todos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A vigarice de Mata da Costa, é éticamente reprovável, mas legal. Recebia dois vencimentos, no valor de 38.000 €.

O Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Estanislau Mata da Costa - que se demitiu no final do mês passado, sem ter terminado o mandato - recebeu, durante cerca de dois anos, dois vencimentos em simultâneo: um pelo cargo nesta empresa, de cerca de 15 mil euros, e outro correspondente às suas anteriores funções na PT, de 23 mil euros. E isto apesar de ter suspendido o vínculo laboral com a PT.

A descoberta foi feita pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), na sequência de uma auditoria realizada após denúncias da comissão de trabalhadores dos CTT sobre actos de alegada má gestão na empresa. O Conselho de Administração da empresa terá recebido o relatório preliminar desta auditoria no dia 29. A demissão de Mata da Costa foi anunciada no dia seguinte e justificada pelo próprio com «razões exclusivamente do foro pessoal e familiar».

A IGF classifica esta acumulação de vencimentos por parte de Mata da Costa - num valor mensal de cerca de 40 mil euros (ao todo, um milhão e 575,6 mil euros recebidos entre Junho de 2005 e Agosto de 2007) - como «eticamente reprovável, ainda que possível do ponto de vista legal». Ainda assim, a IGF decidiu encaminhar o caso para a Procuradoria-Geral da República, por ter «dúvidas quanto à legalidade» da situação.

Segundo o relatório preliminar da IGF, Mata da Costa, que era quadro da PT, foi nomeado para presidir aos CTT em Junho de 2005. Mas, em vez de se desligar desta empresa, fez um acordo de «suspensão do contrato de trabalho, embora estranhamente sem perda de remuneração».

Fonte: Graça Rosendo - Sol

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Colbert e Mazarino: cobrança de impostos durante o reinado de Luís XIV?

E a história repete-se ...

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.